16.3.20
A explicação
Mesmo como uma deslocação a estremoz para tratar da manutenção da vida tudo parecia normal não fora ver algumas máscaras, umas quantas pessoas à espera de entrar no supermercado, cuja demora não ia além dos quinze minutos, estava longe de me saber no meio de uma tragédia humanitária, cujo fim não se vislumbra.
Diz-se por aí que as caravanas provenientes de espanha, da frança e da outra europa não param de entrar em portugal com destino ao alentejo.
O povo não para de se sentir atraiçoado por se permitir uma entrada anormal de pessoal em fuga da pandemia, parecendo-lhe que esta terra está protegida e nada haverá que altere este estado maravilhoso, que chama a atenção para o momento que se vive aqui.
Até que haja um caso de doença provocada pelo virus e depois dirão que "... afinal o alentejo também não resisitu... é a mesma porcaria COMO SEMPRE FOI".
Ainda não ouvi uma razão para explicar, ou pelo menos tentar, esta realidade, apesar de haver algumas ideias que podem justificar o estado das coisas quanto ao covid19 no alentejo.
Seria lógico que uma possível explicação seria próxima de alguns pensadores que por aí andam: esta terra é tão má e tão triste e tão desgraçada que até o virus não entra com ela...
Curiosamente ouvi na televisão uma explicação que deu vontade de rir a mim e a todos os alentejanos que a ouviram: eles são poucos e vivem lá nos montes longe uns dos outros e por isso têm pouco contacto social...
Uma maravilha... para uma comentadora de televisão...!!!
Merece ser nomeada "ministra da explicação sociológica" num governo do alentejo independente...
5.3.20
O trono
3.3.20
Até que enfim
18.2.20
A estátua
17.2.20
O olimpo
É bem feito para que na próxima oportunidade pensem bem se uma reacção irracional é apropriada como resposta a uma ou outro provocação...
De qualquer modo e não estando em causa a condenação de qualquer tipo de manifestações de ódio, mesmo as denominadas de "racistas", julgo claramente injustificadas as manifestações conhecidas por parte de presidentes, desde o da república até ao presidente do grupo de bêbados peninsulares, do primeiro, do segundo e do terceiro membros do governo, de leitores de telejornais, de coordenadores de programas desportivos, de comentadores desportivos, de políticos de todos os lados, de independentes e de dependentes, etc. e tal de tal modo que mais parecia que se estava perante o sacrifício e o apocalipse do universo e arredores...
Passei pela baixa de lisboa e tive a oportunidade de verificar que as ruínas do carmo continuavam de pé e não tive informação sobre o desmoronamento da trindade...
O estranho de tudo isto é que ninguém ou melhor apenas duas pessoas se referiram às supostas provocações que terão sido o primeiro motivo para o comportamento irracional da massas que se verificou num estádio de futebol.
Contudo, hipocrisia, mentira, manipulação, imoralidade...ponha cada um dos agentes desportivos a mão na consciência... e confesse os seus pecados para que todos venhamos a saber do que se compõe o nosso futebol...
16.2.20
A citação
"... espera pacientemente nos quartos, nas caves, nas malas, nos lenços e na papelada. E sabia também que viria talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste talvez acordaria os seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz."
Com a devida vénia, transcrevi o último parágrafo do livro " A Peste" de Albert Camus.
Já tinha acabado de escrever um "post" iniciado com esta transcrição de A Peste, quando um erro meu ou do equipamento me apagou grande parte do que já estava escrito.
Passados uns dias ouvi um comentário num dos programas de comentários nas televisões onde se fazia referência à inexistência de citações e transcrições deste livro que ando a ler, quando as circunstâncias deveriam levarnos a recordar Albert Camus e a sua Peste.
Não só citei como li o livro em pleno desenvolvimento do coronavirus...
5.2.20
A peste
Retirei o livro da estante e resolvi dar início à sua leitura.
Tinha uma vaga ideia do conteúdo da obra, mas não me lembrava da situação em concreto.
Apesar de se entender que se trata de uma alegoria sobre uma cidade dominada pelo nazismo, transportei-me quase de imediato à cidade chinesa de quarentena devido ao vírus denominado "coronavirus". e sobre o qual pouco ou nada se sabia.
Na sequência da leitura da obra de Camus, a imagem da cidade tomada pelo nazismo era rigorosamente a realidade da cidade chinesa que era noticia quase permanente de todas as televisões, rádios e demais imprensa escrita de todo o mundo, levando a intranquilidade e o medo a milhões de pessoas para além dos milhões já circunscritas às suas respetivas zonas de residência.
Um cerco a nível mundial do qual ainda ninguém sabe como dele se vai sair e em que condições se poderá sair.
O número de infetados continua a subir, o número de mortes continua a aumentar e não se vislumbra um tratamento eficaz para o drama humanitário mundial que está presente em permanência nos nossos ouvidos e nos nossos olhos.
No meio disto tudo, isto é, no meio do pânico geral já instalado, lembrei-me de fazer a mim mesmo uma pergunta sobre a qual ainda não ouvi uma única informação nem qualquer comentário ou sequer a mínima justificação: há algum caso conhecido no continente africano e americano do sul?
A natureza ajudada pela ciência dará uma resposta...
Vamos aguardar...
27.1.20
Linhas vermelhas
Mas depois de confirmações de várias origens lá me conformei e admito agora que tudo partiu daquele rapazinho franzino de cabelo empastado e espigado que mais parece um inocente saindo da primeira comunhão.
O que é verdade sempre será verdade mesma que esteja rodeada de mentiras e de falsidades.
Por mim, que agora acredito, acho muito estranho que os "leacks" da bola tenham dado origem ao repatriamento seguido de prisão do génio torcido dos computadores, continuando preso e acusado de umas quantas dezenas de crimes, apesar de alguns terem sido retirados da acusação.
Mas os "leacks" africanos estiveram na gaveta todo este tempo e só agora é que irromperam por esse universo dos meios de comunicação qual bomba atómica lançada sem que alguém estivesse com a mínima atenção para os efeitos imediatos.
Em tempos considerava que o génio tinha mostrado a toda a gente que o mundo do futebol tresanda a porcaria e que os seus tentáculos abarcam um universo bem complexo onde a verdade, a mentira, as suspeitas andam de mãos dadas... mas tinha havido alguém que tentava meter ali o bedelho...
Pode ser o génio dos computadores, mas para o negócio é um idiota chapado e não tem qualquer aptidão, pelo que deixa muito a desejar.
Talvez estivesse convencido que estava perante casos semelhantes aos do início da sua carreira lá para as bandas do norte e que seria mais fácil sacar algum do escuro mundo da bola, deixando para outra ocasião ou até pondo de lado os mundos não menos escuros de determinadas atividades "empresariais"...
Estamos perante uma realidade bem estranha: os "leacks" da bola surgiram de imediato e os "leacks" africanos estiveram na incubadora uns quantos meses...
Ouvi falar de linhas vermelhas...
22.1.20
A hipocrisia
Hoje fazem de mulheres traídos...
Hoje são os campeões da ética...
Hoje são os paladinos da verdade...
...
Mas ontem mendigavam umas palavrinhas... uma entrevistazinha...
Mas ontem batiam-se por um contrato de prestação de serviços...
Mas ontem pedinchavam um depósito numa qualquer conta bancária...
Mas ontem ofereciam partes de capital para dar projeção internacional...
Mas ontem assinavam as contas e juravam que estavam certas...
Mas ontem nem sequer ousavam questionar a origem do dinheiro...
...
Corria à boca cheia que a coisa não podia ser assim...
Soprava aos quatro ventos os rumores de todas as aldrabices praticadas...
Comentava-se em todos os bastidores que ali só podia haver gato com o rabo de fora...
Diziam que sabiam e não acreditavam...
Diziam que duvidavam e não tinham provas...
Sendo quem é só pode ser mentira...
...
Alguém... num determinado momento... sem saber como... sem questionar...
Atiram-se ao mundo uns largos milhares de documentos... a concentrar quase tudo o que já se sabia num único ponto...
Aqui del-rei que nos roubaram!!!
Sabemos quem é o ladrão!!!
Aqui está o ladrão!!!
Eis aqui o reino da hipocrisia!!!
14.1.20
O candidato
Pois agora terá que ter mais cuidados com a sua saúde, porque vai ter um concorrente e adversário às eleições presidenciais, em muito melhor condição física e que não vai admitir fraquezas de espécie alguma.
À sua semelhança, o eminente candidato a presidente da república, jovem e de barba bem barbeada, tem à sua disposição o púlpito da televisão para continuar a ser visto por "milhões" de portugueses que estarão disponíveis para votar naquele que melhor defender o glorioso e as suas gentes, pouco importando se tem ou não tem categoria para tais funções.
Desde que não se assuste com os berros dos adversários e berre mais alto ainda já reúne metade das condições para desempenhar qualquer cargo a todos os níveis possíveis e imaginários.
Poucos acreditavam na sua capacidade para ser eleito, mas foi e não tem qualquer problema em mandar sempre as suas postas de pescada sem qualquer vergonha...
Terá bastante tempo para ir dizendo ao universo dos eleitores que precisam de um presidente que seja presidente como ele pode ser presidente desde que queira ser presidente.
Nesta ânsia de ser presidente a qualquer custo espero que não se lembre de, entretanto, querer ser presidente ali daquele clubezito avermelhado da segunda circular.
Aí haveria algum pessoal que não acharia muita graça: se quer ser presidente que seja de uma coisa que se veja e se sinta e seja conhecida no universo inteiro...
11.1.20
O "superavit"
Para já não resolve o magno e escaldante assunto dos cadernos eleitorais dos laranjas da madeira, questão que ameaça a tranquilidade e a paz social de todo o burgo.
É que o pessoal não aguenta continuar durante mais algum tempo sem saber quem vai ser o "novo" leader dos sociais democratas laranjas e isso vai causar gravíssimos distúrbios por todas as regiões que mais não esperam que a paz e a tranquilidade para digerir os grandes aumentos (?) que se anunciam no orçamento.
Se eu estivesse na pele do centeno estaria com as orelhas a arder tal o calor das guerras já anunciadas.
Os polícias e os republicanos já marcaram as datas para as primeiras batalhas.
Os enfermeiros também já anunciaram que vão começar as hostilidades e cuidado com eles: podem parar as doenças por falta de cuidados (dizem por aí que as urgências nos hospitais ficam muito reduzidas durante os fins de semana). Seria lógico que se não houver quem trate dos doentes não haverá doenças...
Os professores não se ficaram a ver passar os navios e não se quiseram comprometer. Vai daí as primeiras greves marcadas.
Bem pode o primeiro anunciar que em fevereiro todos os ministros vão andar de carro elétrico, mas pouca gente vai acreditar que não fiquem de reserva com o outro, apesar da neutralidade carbónica.
Por mim já disse que me basta não ver diminuída a minha pensão, pouco me importando saber que o aumento da massa salarial vai ser esta ou aquela e que o aumento dos salários será apenas de umas décimas para uns quantos, que serão certamente os mais pobrezinhos.
Será que o dito "superavit" em dois mil e vinte justifica tudo isto...?
9.1.20
A chuva
Era um encanto ver tanta água surgida de um dia para o outro como se os céus tivessem deliberado resolver de uma vez o problema da falta de água armazenada suficiente para satisfazer todas as necessidades de toda a natureza viva.
Tive uma vaga esperança de que desta vez a barragem ficaria de tal modo cheia que houvesse necessidade de tomar as devidas precauções para não ir tudo por água abaixo.
Foi sol de pouca dura e logo veio o tal chamado de "bom tempo" pelo pessoal citadino e do ar condicionado: com sol e sem chuva com calor de preferência...
Voltei hoje e a coisa não teve melhoras significativas faltando ainda muita água para que a barragem se dê como cheia, os aquíferos a níveis satisfatórios, os nascentes com água visível, as fontes a transbordar e o pessoal satisfeito e contente como seria de esperar e merecer.
Porque isto de andar todos os dias a esperar por uma valente enxurrada que lavasse e limpasse toda a porcaria que se andou a fazer durante anos não é para o pessoal perdido neste Alentejo profundo.
Vá lá que nem tudo ainda está perdido, havendo alguma gente a pedir qualquer coisa como a do mondego...
Quem quiser que faça um digno esforço para entender este gente: se chove, quer o sol; se há sol que venha a chuva.
Pelo menos parece que o peixe já subiu, embora a água ainda esteja muito barrenta.
Só faltava que também quisessem água límpida sem uma pitada de barro...
8.1.20
O contra
O deputado/estrela do firmamento do parlamento acaba de anunciar que vai votar contra o orçamento de estado para o ano de dois mil e vinte.
Não contente com esta assombrosa decisão, decidiu efetuar a previsão, que nem ao diabo lembrava, sobre a chegada da maior crise financeira de todos os tempos que vai arrasar Portugal e a Europa.
Não disse quando chegará a referida crise, porque parte do princípio de que todos sabemos que a essência do capitalismo está diretamente relacionada com a existência de crises. Como a última grande crise teve início em dois mil e oito é previsível que esteja uma na forja.
Não se torna necessário que o tal referido deputado nos venha lembrar que está a caminho uma nova crise, pois não somos totalmente ignorantes e sabemos que as grandes produtoras petrolíferas e as grandes fabricantes de armamento já deram o sinal pelas suas atividades lá para o médio oriente.
Mas como a chegada ainda não tem data marcada o melhor é o governo estar atento à votação do orçamento após o magno anúncio do contra por parte do deputado estrela da política e do desporto.
Por mim estou totalmente tranquilo pois não tenho voto na matéria, mas já ficou o aviso a todos aqueles que ousem votar a favor do tal orçamento: vão ser responsáveis pelo que vai acontecer cá no burgo e arredores por efeitos da tal crise, esperando apenas que não aconteça numa manhã de nevoeiro e seja num dia de chuvada tropical para que o povo arrefeça a cabeça e as barragens tomem água de jeito...
7.1.20
BOM ANO
Veio o Natal;
Os santos inocentes perderam a vida;
O São Silvestre correu por todo o lado;
Terminou o ano velho;
Começou o ano novo;
Os reis magos foram para local incerto;
Acabaram as festas.
As aulas recomeçaram e a ameaça surgiu mesmo: o Centeno aí está!!!
Estou-me verdadeiramente nas tintas para o orçamento de 2020.
Desde que não me aconteça o que me aconteceu com o anterior já me dou por satisfeito.
Será extremamente desagradável tomar conhecimento de um aumento da minha pensão para depois vir a receber menos do que no ano anterior.
Para acontecer outra vez será melhor que deixem ficar como está agora. Pelo menos não fico chateado.
Bem basta ouvir as lamúrias das esquerdas, das direitas, dos centros, do raio que os parta a todos para ainda me aborrecer com o orçamento.
Claro que eu não tenho a obrigação de estar contra o orçamento; também não tenho o direito de estar a favor. Para isso estão os representantes do povo no parlamento que é o lugar mais apropriado para a indignação.
Na rua custa alguma coisa, principalmente se se tratar de uma greve ou de uma manifas durante a semana. Porque num fim de semana a coisa nem estará nada mal se se mantiver o tempo ameno ou mesmo com chuva, desde que seja aquela de molha tolos, pois outra não faz falta nas ruas das cidades importantes da nossa terra... quando o POVO se quer zangar...
Gostem ou não gostem, queiram ou não queiram, um BOM ANO!!!
3.3.19
A paisagem verde
Percorri umas quantas centenas de quilómetros por estradas quase sempre boas e sem buracos.
Andei por montes, por vales, por serras, por encostas, por buracos e vi nos lugares mais esquisitos casas plantadas aqui e ali no meio de uma devastação quase total.
E observei o verde da paisagem nos quilómetros percorridos quase sempre e exclusivamente proveniente dos eucaliptos já renascidos, mas observei também uma paisagem inóspita onde abundavam as árvores dos mais diversos tamanhos todas ardias e sem qualquer sinal de vida.
A natureza é assim: os pinheiros mortos e os eucaliptos vivos.
No meio disto tudo e quando foi necessário um pedido de informações sobres estradas para chegar a um determinado lugar raramente se encontrava uma pessoa, um natural, um residente para uma troca de palavras.
Era o interior no seu esplendor!!!
Para nos darmos conta do que se passa lá naquelas terras, importa e é totalmente imprescindível ir lá e verificar pelos seus próprios olhos e não dar muita importância nem muita credibilidade aos ditos de todos os políticos quer dum lado quer do outro.
Aquilo é inenarrável e só vendo é que se pode acreditar e confirmar a realidade.
Como é possível alguém acreditar que se pode transformar o interior dando aquelas condições?
Como se pode pretender que o pessoal deixe a cidade e se fixe no campo?
Aquilo é quase um deserto e ainda por cima abandonado.
É preciso ter muita coragem ou não ter qualquer outra hipótese para viver naqueles lugares...
19.1.19
Pensões
10.1.19
A beata
4.1.19
Finalmente
3.1.19
A nação
O Costa demitiu-se? Não
O Governo caiu? Não
O Presidente da República está mal disposto? Não
O Ministro das Finanças aceitou a proposta dos professores? Não
Os enfermeiros acabaram com as greves? Não
As greves acabaram? Não
A Europa deu o berro? Não
Os ingleses voltaram atrás? Não
O Bolsonaro libertou o Lula? Não
O que é que aconteceu para toda esta loucura das televisões?
A NAÇÂO benfiquista já não tem Vitória!!!!
1.1.19
O norte
Que venhas por bem, 2019.
Mostra aí as coordenadas do progresso e do desenvolvimento.
Parece que esta gente perdeu o NORTE…e precisa de ajuda…
31.12.18
15.11.18
A ajuda
29.10.18
A pintura
Vendo como ma venderam, pelo que nela faço a devida fé.
Uns quantos batiam-se galhardamente pela defesa do seu produto.
Outros tantos empenhavam-se heroicamente a condenar o dito produto.
Outros ainda a dizer que sim, mas…
Outros nem se manifestavam, tão só porque no fim apenas interessa o voto.
Uns quantos afirmando que o produto era o possível e que respeitava os objectivos.
Outros tantos que a coisa não era mais que eleitoralista, que aumentava os impostos, que não respeitava as promessas, que mais do mesmo, que engava o pessoal, que isto e mais aquilo, etc…
Para uns valia a aprovação.
Para outros valia a reprovação.
Cada um à sua maneira fazia valer os seus argumentos, mesmo que alguns fossem contraproducentes e outros tivessem alguma dificuldade em convencer.
Nestas coisas de análise de produtos que são feitos por uns e destinados a todos existe sempre uma margem de injustiça relativa, quando uns são penalizados ou até esquecidos e outros são beneficiados, mesmo que o benefício não seja lá grande coisa.
Por outro lado, estará sempre presente a "posição de princípio", a ter em conta na apreciação da matéria.
Como não tenho qualquer grau de poder de reivindicar seja o que for, já me dou como satisfeito se o benefício não acarretar qualquer prejuízo.
Mas enquanto decorre o evento, vamos tomando conhecimento de algumas situações deveras caricatas e que podem fazer rir o mais sério dos humanos existente à face da terra.
Nunca imaginei que fosse possível uma fotografia de uma "senhora deputada" a pintar as unhas em pleno plenário da
Assembleia da República durante a apresentação do Orçamento de Estado para 2019.
Nem sei que dizer vindo de onde vem…
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21.10.18
O serviço público
Achei muita piada a uma observação de um comentador de futebol a propósito da transmissão do jogo entre o
Sertanense e o Benfica para a Taça de Portugal classificando-a como "serviço público".
O mesmo aconteceu a quando da transmissão do jogo de futebol entre o Loures e o Sporting, igualmente para a Taça de Portugal.
Nós, os que andamos por aí a escutar estas e outras coisas quejandas, não sabíamos que o serviço público de rádio e de televisão era da responsabilidade da RTP e não de qualquer outro canal de rádio ou de televisão…
Não fazíamos a mínima ideia que fosse possível classificar de "serviço público" a transmissão por um canal privado e do cabo do jogo de futsal da selecção portuguesa de sub 19 realizado na Argentina por ocasião dos jogos olímpicos da juventude.
Neste jogo de futsal estava em disputa a medalha de outro e a medalha de prata, tendo a nossa selecção, isto é, a selecção de Portugal e ainda a selecção de todos os portugueses saída vitoriosa com a medalha de ouro ao peito para dizer ao "serviço público de televisão", que estiveram na Argentina a participar nos Jogos Olímpicos da Juventude em representação de Portugal e que foram esquecidas por quem deveria estar presente…
O "serviço público de televisão" esqueceu-se do acontecimento ou não lhe deu a importância suficiente para ser considerado "serviço público".
Por coisas bem menos graves já se verificaram despedimentos e demissões de cargos e lugares do "serviço público".
Contudo e como os trabalhadores da RTP não se consideram "funcionários públicos", apesar de serem pagos pelo orçamento do estado e pelas taxas dos utilizadores de contadores de energia, sentem-se acima de qualquer suspeita, que nos leve a pensar que não são os únicos com dever de prestar um "serviço "público"… como é o caso da utilização do 960… e do prémio em cartão…
Se fosse só isto...
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17.10.18
A demissão
No meio de toda esta trapalhada que gira à volta de Tancos, "dá-me a ideia" que o grande problema do momento é saber-se se o chefe do exército se "demitiu" ou "se foi demitido".
É justo e sensato que assim seja porque está em causa a descoberta da verdade sobre o que aconteceu em Tancos.
Isto é: se o homem se demitiu houve um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos; se o homem foi demitido continua a haver um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos.
Assim sendo, é do maior interesse para a dignidade da pátria e de todas as instituições civis e militares que se preocupam com o bem-estar da nação portuguesa que se saiba a verdade da demissão.
Depois, mas não sei quando, haverá tempo para que os jornalistas se preocupem verdadeiramente com os factos ocorridos em Tancos e nos arredores da Chamusca e se ponham a investigar a sério tudo o que aconteceu deixando-se de andar permanentemente a mandar palpites e a repetir as mesmas coisas em todos os canais de televisão, sem que sejam capazes de adiantar qualquer coisa nova.
Cá por mim entendo que não será necessário dramatizar tão enfaticamente o sucedido como se estivesse em causa e no horizonte o fim do Estado, a independência de Portugal, a honra e a dignidade do mundo português.
Aconteceu que alguém se deu conta de que faltavam armas e material de guerra num dos paióis situados no perímetro militar de Tancos, desconhecendo-se totalmente como tal tinha acontecido. Vai daí, sai uma guerra, cujo fim não se vislumbra, mas sabemos que todos os dias assistimos a uma enorme saraivada de balas que fazem recochete em todos os canais de televisão, dando trabalho e divertimento a comentadores e jornalistas.
Contudo, também me dá a ideia que a coisa não será assim tão difícil de decifrar; o problema está saber se o interesse no "deciframento" é do interesse de quem deveria ter o interesse.
Nós, que fomos militares, sabemos que naquele dia ou naquela noite em Tancos havia um "Oficial-Dia" e um "Sargento-Dia", militares de serviço com diversas responsabilidades, patrulhas, etc. e tal.
Claro que isto é matéria dos militares, sendo certo que cabe aos militares resolver o problema, esclarecendo tudo e mais alguma coisa relacionada.
A nós, aos civis está reservado o papel de actuar logo a seguir…
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14.10.18
As notas
Apenas quatro notas sobre temas da actualidade, apesar do tempo que já lá vai:
Primeira: Talvez tenha chegado o momento de prestarmos mais atenção ao que, com alguma frequência e em determinadas épocas do ano, acontece ali para os lados das caraíbas e costa leste dos estados unidos. Sempre que acontece um evento meteorológico de trágicas dimensões, temos a tentação de pensar ou de imaginar que estamos devidamente resguardados de coisas semelhantes. Não é bem assim. E quando se anunciava que a coisa se dirigia para sul trazendo água abundante e ventos fortes alguém terá pensado que o Alentejo ia ter uma boa rega, mesmo que fosse para o galheiro alguma coisa de relativa importância. Ao fim e ao cabo, com água tudo se faz… mas não se aguenta uma repentina mudança de direcção seja do que for, tanto mais que as previsões do que aí vinha mereciam muita atenção e muito cuidado.
Segunda: Quando se pedia a cabeça do ministro da defesa por tudo e mais alguma coisa relacionado com o roubo e posterior devolução de material de guerra, eis que o primeiro resolve fazer uma remodelação governamental envolvendo quatro ministros e os consequentes secretários de estado, causando a maior surpresa pelo inesperado da situação. Quem se atreve a fazer uma remodelação ministerial e secretarial sem mandar uns zunzuns para a imprensa, para que esta tenha a possibilidade de mandar os seus palpites, alguns dos quais poderiam estar certos? Isto não se faz aos nossos adorados jornalistas, o que se pode e se deve considerar uma grande desconsideração.
Terceira: A remodelação governamental mandou para casa quatro ministros, um esperado a todo o momento, outro desejado por muitos e dois fora das previsões.
Curiosamente permanece o ministro da educação, cuja cabeça, tronco e membros são pedidos desde a sua nomeação. Porque será…?
Quarta: Apesar dos enormes prejuízos materiais causados pela passagem da tempestade tropical pelo centro do território continental, pode dizer-se que nos deu a oportunidade de conhecermos mais uns quantos reporteiros dos nossos canais de televisão que nos concederam a rara oportunidade de apreciar a qualidade do português, principalmente na utilização sempre oportuna e em divido tempo do "então" e do "também", transmitindo a todos nós a convicção de que estamos perante guardas e salvadores da língua portuguesa. Não me esqueço dos "ash" e dos "osh", quando as palavras terminam em "as" "os"…
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12.10.18
A tropa
Sempre fui de opinião que no dia em que foi conhecido o roubo de material de guerra dos paióis de Tancos Suas Excelências o Ministro da Defesa e o Chefe do Estado Maior do Exército deveriam ter apresentado a sua demissão ou terem sido demitidos imediatamente.
Os ilustres donos da verdade, os ínclitos portugueses fazedores, donos e senhores da opinião pública, conservadores e guardiães supremos da verdade, da ética e dos bons costumes formularam as suas opiniões, mas rapidamente esqueceram o assunto, porque outras coisas surgiram de maior interesse para as vendas e para as audiências.
Ainda se ouviu alguma voz a pedir as tais demissões, dada a gravidade da ocorrência, mas como não foi roubado qualquer avião, nem desapareceu qualquer submarino, nem ocorreu qualquer tragédia com a tropa destacada em missões internacionais, a coisa não teve grandes desenvolvimentos.
Mas o destino protege os audazes e os deuses não querem que falte nada aos jornais, às rádios e às televisões para cumprirem abnegadamente a sua suprema missão de aculturar o pessoal cá do burgo.
Parte do material de guerra roubado e mais algum apareceu, como quem não quer a coisa, e foi levado para os destinos ocultos que lhe são reservados.
Foi um vendaval, não, foi um furacão de nível vinte que varreu a imprensa portuguesa.
Que sabia; que não sabia; se não sabia que devia saber; que devia isto; que devia aquilo; estava tudo; não estava tudo; que recebeu; que não recebeu; um desmente; outro diz que sim; quem mentiu; quem diz verdade…
Mas qual verdade?
O que importa é que o ministro não tem condições para ser ministro, pelo que…
O homem foi embora…
À falta de melhor, perguntou um inteligente a outro inteligente: porquê agora?
Mas não era o que queriam?
Contudo a coisa ainda não acabou.
É que ninguém sabe como foi o roubo, nem como foi o achamento…
Já se vai dizendo que se trata de um assunto dos militares e deve ser resolvido pelos militares.
Por mim tudo bem, mas já agora gostava de saber o que realmente aconteceu e se os militarem não se importarem muito e se não der muito trabalho, com pjm, com pj ou só com uma ou só com outra, venha de lá a tal informação que os donos e senhores da verdade ainda não descobriram.
Certamente porque não é matéria de segredo de justiça, da responsabilidade de…
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22.9.18
O prémio
Foi anunciado o vencedor do prémio do "melhor" canal de informação, promovido por uma organização relacionada com os meios de informação televisiva a operar em Portugal.
Querem uma prova verdadeira da qualidade da informação e do merecimento do prémio?
Pois, aqui vai:
No passado dia catorze de Setembro deste ano da graça, o programa "expresso da meia noite" foi dedicado à discussão da recondução ou não da actual procuradora geral da república, que termina o seu mandato nos primeiros dias de Outubro próximo.
Não vou indicar as minhas leituras sobre as atitudes e posições dos jornalistas coordenadores/moderadores do programa, porque posso, mesmo que involuntariamente, estar a invadir os critérios jornalísticos utilizados, mas tive uma ligeira percepção que se inclinavam com muita dignidade para a recondução da actual procuradora, porque…
Porque sim, dado o seu mandato… etc e tal.
Como habitualmente, no final do programa, é mostrada e lida a primeira página do jornal "expresso", a sair no dia seguinte.
Com coincidência ou sem coincidência e nem de propósito, a primeira página do jornal apresentava a sua grande caixa, revelando que o presidente e o primeiro, isto é, Marcelo e Costa, estavam de acordo com a recondução para novo mandato da actual procuradora geral da república.
Dois, três, quatro dias depois era tornado público o nome da nova procuradora geral da república, que não era o nome da actual.
Na primeira página do jornal "expresso" de vinte e um de Setembro deste ano da graça, constava uma referência a um erro do jornal, remetendo a sua leitura para a página 32!!!.
Informação?
Paixão?
Manipulação?
Critérios jornalísticos?
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5.9.18
O dia da borga
Parece que as televisões se preocuparam muito com a bomba do ministério público a propósito de um assunto que já ocupou muitas horas a comentadores e jornalistas sem que se tenha chegado a um acordo.
Pelos vistos, a coisa agora chia mais fino porque surgiram as acusações de terem sido cometidos muitos crimes por parte de...
Da minha terei dedicado a este assunto, nas últimas vinte e quatro horas, cerca de vinte minutos, pelo que não tenho qualquer tipo de informação que me permita ter uma opinião sobre o assunto.
Contudo, tive a oportunidade de ouvir um especialista a mandar umas bocas bem foleiras, que me deram que pensar.
Não sei se as bocas do senhor eram a favor ou contra quem quer que fosse, mas iam no sentido de estar convencido de que esta coisa não ia dar nada, porque nem os juízes nem os políticos tinham a coragem para se meter com o futebol.
Nem sei se gostei, se não gostei de ouvir o senhor, mas também me "deu a ideia" sobre a matéria que não difere muito do que ouvi.
Há por aí uns quantos indivíduos todos contentes porque a justiça, diga-se, está a meter-se com os grandes e com os poderosos, pelo que a coisa está a mudar, a partir daquele tal momento em que a justiça entrou nos eixos por obra e graça da sua alma suprema.
Pois que assim seja e que meta na prisão quem deve estar na prisão pelos muitos crimes cometidos e que tudo não vá pelo cano do esgoto abaixo por um mero erro processual, conhecido na hora por quem o cometeu.
É o que me acontece quando sei que estou a escrever uma palavra incorrectmente, mas não emendo o erro, porque no fim vou passar o corretor ortográfico que me resolve quase todos os problemas.
Só que nesta matéria do futebol não temos corretores de erros processuais que evitem a anulação de todas as acusações e continue tudo na mesma vida airada.
Vou adorar ver o glorioso jogar contra o avisense ou até contra o lusitano de évora ou com o estrela de portalegre em pleno estádio da luz com cinquenta mil espectadores a dar vivas ao futebol...
Como os incêndios não dão "pica", os comentadores e os jornalistas têm que ocupar o tempo... e ganhar o seu...
4.9.18
As corporações
Não gosto das corporações em geral e não gosto das corporações em particular, isto é,corporações consideradas individualmente.
Não gosto das corporações dos militares, quer sejam do exército, da força aérea ou da marinha e ainda dos respetivos braços direitos...
Não gosto das corporações dos juízes, dos procuradores, dos polícias, dos gnrs, dos das fronteiras.
Não gosto das corporações dos advogados e muito menos quando organizados em gabinetes.
Não gosto das corporações dos médicos, mesmo quando procuram diferenciar-se consoantes as funcionalidades e as especializações.
Não gosto das corporações dos enfermeiros, principalmente porque o seu estatuto não é aceite pelas outras corporações, considerando-os corporações de segunda.
Não gosto das corporações dos professores, porque são os únicos que se consideram uma corporação e só querem para si o que seria devido a todos.
Não gosto da corporação dos estivadores, porque querem ser os donos daquilo que é dos outros.
Não gosto de eventuais corporações de engenheiros, de cientistas, de investigadores, de escritores,de arquitetos e de mais umas quantas profissões que queriam mas não são capazes de o ser.
Mas gosto da corporação dos reformados, dos pensionistas, dos aposentados e dos idosos e das idosas por três razões fundamentais:
Se fizerem manifestações, ninguém lhes liga alguma;
Se pensarem em fazer greve rapidamente virá alguém a dizer e a convencer que será inútil.
Se tiverem em mente dizer mal de alguma coisa, logo virá alguém a lembrar-lhes que vivem das pensões e mesmo que sendo baixas a servirem apenas para uma semana,e que são dadas pelo Estado Social e por isso...
Não falo dos políticos porque estes, desde a base até ao topo, não têm capacidade de juntar vinte deles com o mesmo pensamento que esteja desligado do seu interesse pessoal...
Parece que "quem não chora não mama" está perder o seu significado básico, levando os adultos a pensar que os bebés já não têm grandes motivos para desatar a berrar quando estão com fome... desde que haja alguma coisa à mão...
30.8.18
O meu bairro I
Pensei em dar uma voltinha pelo meu bairro e arredores e fazer umas pequenas observações de modo a construir um mapa das críticas e reparos a mandar ao senhor presidente da câmara da capital.
E pensei contar os objetos que, teoricamente, estariam fora dos seus lugares naturais, tais como: garrafas de vidro, garrafas de plástico, pedras da calçada soltas, buracos nos passeios, buracos nas vias, buracos nas ciclovias placas de pavimento soltas, placas do pavimento partidas, desníveis nos passeios, desníveis nas vias, passeios cheios de ervas, papeleiras cheias de lixo e mais um sem número de coisas que chamassem a atenção aos meus olhos.
Bem me esforcei por encontrar qualquer coisa atrás citada, mas qual quê!!!
No meu bairro não encontrei nada que justificasse mandar um recado ao senhor presidente da câmara criticando-o duramente por deixar todos os seus munícipes entregues à bicharada.
Nada encontrei.
Não fiquei furioso, mas apenas transtornada dos miolos, pois não tinha qualquer justificação para lamentar profundamente viver em Lisboa e no bairro que vi nascer...
Quando não temos motivos e razões para criticar, para denegrir, para exigir, para mandar umas bocas, ficamos sem trunfos para maldizer seja quem for e muito menos o presidente da câmara, nascendo dentro de nós ódio e a raiva por viver uma vida tão pouco atraente... que nada deixa para que a nossa iniciativa se manifeste para bem da sociedade...
Ao fim e ao cabo acaba-se-nos os fundamentos para pensar em alterar a nossa posição quanto ao exercício da democracia nas alturas eleitorais.
Se tudo está bem, se tudo caminha às mil maravilhas, se nada a apontar que valha a pena o esforço, se tudo funciona como deve funcionar, se...
O meu bairro é o máximo!!!