16.3.20

A explicação

Refugiado no alentejo profundo, dá a impressão que ando no melhor dos mundos.
Mesmo como uma deslocação a estremoz para tratar da manutenção da vida tudo parecia normal não fora ver algumas máscaras, umas quantas pessoas à espera de entrar  no supermercado, cuja demora não ia além dos quinze minutos, estava longe de me saber no meio de uma tragédia humanitária, cujo fim não se vislumbra.
Diz-se por aí que as caravanas provenientes de espanha, da frança e da outra europa não param de entrar em portugal com destino ao alentejo.
O povo não para de se sentir atraiçoado por se permitir uma entrada anormal de pessoal em fuga da pandemia, parecendo-lhe que esta terra está protegida e nada haverá que altere este estado maravilhoso, que chama a atenção para o momento que se vive aqui.
Até que haja um caso de doença provocada pelo virus e depois dirão que "... afinal o alentejo também não resisitu... é a mesma porcaria COMO SEMPRE FOI".
Ainda não ouvi uma razão para explicar, ou pelo menos tentar, esta realidade, apesar de haver algumas ideias que podem justificar o estado das coisas quanto ao covid19 no alentejo.
Seria lógico que uma possível explicação seria próxima de alguns pensadores que por aí andam: esta terra é tão má e tão triste e tão desgraçada que até o virus não entra com ela...
Curiosamente ouvi na televisão uma explicação que deu vontade de rir a mim e a todos os alentejanos que a ouviram: eles são poucos e vivem lá nos montes longe uns dos outros e por isso têm pouco contacto social...
Uma maravilha... para uma comentadora de televisão...!!!
Merece ser nomeada "ministra da explicação sociológica" num governo do alentejo independente...

5.3.20

O trono

Durante o dia de ontem os espaços informativos dos canais generalistas das televisões a guerra das audiências destronou o coronavirus do primeiro lugar.
Vinham cumprindo a sua missão de levar a todos os cantos da nossa terra muita informação que poderá ser útil para se instalar um processo de prevenção e de ataque à pandemia oriental, que está a invadir inexoravelmente todo o mundo ocidental.
Mas o causador deste malefício foi o debate quinzenal na assembleia da república? Estejam descansados que não chegamos a tanto.
Foi a discussão sobre a construção do novo aeroporto no montijo? A coisa não merece tanto, uma vez que o interesse de uns quantos milhares de portugueses é mais importante que uns quantos milhões. De resto já vai sendo tempo para acabar com as leis desse tal senhor...em defesa das minorias...
Estaremos no bom caminho quando fomos (?) apanhados de surpresa quando uma bomba informativa arrasou a paz e a tranquilidade de milhões de portugueses: a justiça atirou-se às sades dos grandes clubes desportivos, incluindo dirigentes, jogadores e demais agentes que circundam o mundo da bola.
Como se quarenta e sete arguidos não fosse matéria suficiente para causar um terramoto assustador eis que  ali para os lados de alvalade era despedido um treinar de poucos meses e contratado um outro proveniente de um clube onde estivera também uns poucos meses.
Com milhões envolvidos por quem está falido...
E o malandro e pirata informático continua preso...

3.3.20

Até que enfim

Não podia ser!
Alguma coisa tinha que estar errada!
Todas as amostras recolhidas davam negativo!
Ali ao lado surgiam todos os dias novos casos infetados e aqui  nada!
Os especialistas do microfone já andavam a ficar malucos com as idas para a nazaré para saberem notícias sobre o português do japão, quando a senhora já elogiava as autoridades do país do outro lado do mundo e já não criticava os procedimentos da diplomacia  portuguesa.
Nazaré já era coisa do outro mundo sem qualquer interesse, pois os tais especialistas já não sabiam o que haviam de perguntar para merecerem resposta que por sua vez merecesse tempo de antena.
Mas quando é que temos um positivo? Será que as fronteiras deste país miserável estão assim tão bem protegidas que o covid19 que até o covid19 não tem capacidade de entrar?
Há aqui qualquer coisa de errado e já não se pode o que fazer com os tais especialistas do microfone.
Mas nem tudo estava perdido e lá serviram dois casos positivos, primeiro lá no norte e depois mais dois, um no norte e outro na capital.
Embora a coisa esteja mal distribuída já havia matéria para que a antena disparasse o tempo dedicado ao coronavirus.
Agora o interesse já não está no aumento do número de casos positivos e internados, mas acertar no local onde vai aparecer o novo caso, se em miranda, se em barrancos, se nas flores, se em porto santo... e a data da primeira morte por covid19.
Há poucos minutos e quando saía  de um centro comercial ouvi uma jovem a dizer "... podemos estar catorze dias em casa...".

Não temos remédio...
















































18.2.20

A estátua

Nunca o senhor jogador pensou que bastavam uma monumental assobiadela, uns gestos ofensivos, uns apupos ensurdecedores, uns gestos duvidosos, uma cadeira pelo ar, uns protestos veementes e um abandono forçado para que uns quantos milhões de portugueses, através dos seus lídimos e eméritos representantes, se colocassem de joelhos, de cócoras e prostrados perante um novo deus que surgira numa noite frio lá para os lados do berço da nacionalidade.
Quando se disse que "...isto é uma caso de polícia..." e que "... ele também se portou mal..." a tragédia chegou ao plenário da assembleia da república, onde todos se auto chicotearam, lamentando profundamente as ofensas gravíssimas e ofensivas da dignidade de uma pessoa e nela de toda a humanidade.
Por se tratar de caso único nos anais do desporto universal estava à espera que alguém já tivesse apresentado uma recomendação ou uma petição pública para que fosse erigida uma estátua a colocar na torre de menagem do castelo do berço da nacionalidade e uma outra mesmo frente às escadarias do palácio de são bento para se dizer ao mundo inteiro que os portugueses se sentiam culpados e se penitenciavam para o resto dos tempos do "crime" cometido num campo de futebol...
As réplicas vão certamente continuar até que se verifique uma nova derrota do glorioso... ou até que as lágrimas consigam afogar a hipocrisia...

17.2.20

O olimpo

Um terramoto, um maremoto, um tsunami, um ciclone, um vendaval, uma tempestade, um furação, uma bomba atómica guindou ao ponto mais alto do olimpo um jogador de futebol por ofensas à sua dignidade pessoal e aos valores etéreos da humanidade e lançaram no mais profundo lugar do hades uma claque de futebol...
É bem feito para que na próxima oportunidade pensem bem se uma reacção irracional é apropriada como resposta a uma ou outro provocação...
De qualquer modo e não estando em causa a condenação de qualquer tipo de manifestações de ódio, mesmo as denominadas de "racistas", julgo claramente injustificadas as manifestações conhecidas por parte de presidentes, desde o da república até ao presidente do grupo de bêbados peninsulares, do primeiro, do segundo e do terceiro membros do governo, de leitores de telejornais, de coordenadores de programas desportivos, de comentadores desportivos, de políticos de todos os lados, de independentes e de dependentes, etc. e tal de tal modo que mais parecia que se estava perante o sacrifício e o apocalipse do universo e arredores...
Passei pela baixa de lisboa e tive a oportunidade de verificar que as ruínas do carmo continuavam de pé e não tive informação sobre o desmoronamento da trindade...
O estranho de tudo isto é que ninguém ou melhor apenas duas pessoas se referiram às supostas provocações que terão sido o primeiro motivo para o comportamento irracional da massas que se verificou num estádio de futebol.
Contudo, hipocrisia, mentira, manipulação, imoralidade...ponha cada um dos agentes desportivos a mão na consciência... e confesse os seus pecados para que todos venhamos a saber do que se compõe o nosso futebol...

16.2.20

A citação

"Com efeito, ao ouvir os gritos de alegria que subiam da cidade, Rieux lembrava-se de que esta alegria estava sempre ameaçada. Porque ele sabia o que esta multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa..."...

"... espera pacientemente nos quartos, nas caves, nas malas, nos lenços e na papelada. E sabia também que viria talvez o dia em que,  para desgraça e ensinamento dos homens, a peste talvez acordaria os seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz."

Com a devida vénia, transcrevi o último parágrafo do livro " A Peste" de Albert Camus.

Já tinha acabado de escrever um "post" iniciado com esta transcrição de A Peste, quando um erro meu ou do equipamento me apagou grande parte do que já estava escrito.
Passados uns dias ouvi um comentário num dos programas de comentários nas televisões onde se fazia referência à inexistência de citações e transcrições deste livro que ando a ler, quando as circunstâncias deveriam levarnos a recordar Albert Camus e a sua Peste.

Não só citei como li o livro em pleno desenvolvimento do coronavirus... 

5.2.20

A peste

Há cerca de quinze dias estava a procurar um livro para continuar as minhas leituras, após terminado o último livro de Mário Vargas Llosa, quando pus a vista encima da Peste de Albert Camus.
Retirei o livro da estante e resolvi dar início à sua leitura.
Tinha uma vaga ideia do conteúdo da obra, mas não me lembrava da situação em concreto.
Apesar de se entender que se trata de uma alegoria sobre uma  cidade dominada pelo nazismo, transportei-me quase de imediato à cidade chinesa de quarentena devido ao  vírus denominado "coronavirus". e sobre o qual pouco ou nada se sabia.
Na sequência da leitura da obra de Camus, a imagem da cidade tomada pelo nazismo era rigorosamente a realidade da cidade chinesa que era noticia quase permanente de todas as televisões, rádios e demais imprensa escrita de todo o mundo, levando a intranquilidade e o medo a milhões de pessoas para além dos milhões já circunscritas às suas respetivas zonas de residência.
Um cerco a nível mundial do qual ainda ninguém sabe como dele se vai sair e em que condições se poderá sair.
O número de infetados continua a subir, o número de mortes continua a aumentar e não se vislumbra um tratamento eficaz para o drama humanitário mundial que está presente em permanência nos nossos ouvidos e nos nossos olhos.
No meio disto tudo, isto é, no meio do pânico geral já instalado, lembrei-me de fazer a mim mesmo uma pergunta sobre a qual ainda não ouvi uma única informação nem qualquer comentário ou sequer a mínima justificação: há algum caso conhecido no continente africano e americano do sul?
A natureza ajudada pela ciência dará uma resposta...
Vamos aguardar...

27.1.20

Linhas vermelhas

Eu não acreditava. Ou melhor, eu não queria acreditar que os leacks" do futebol tinham a mesma origem que os "leacks" africanos.
Mas depois de confirmações de várias origens lá me conformei e admito agora que tudo partiu daquele rapazinho franzino de cabelo empastado e espigado que mais parece um inocente saindo da primeira comunhão.
O que é verdade sempre será verdade mesma que esteja rodeada de mentiras e de falsidades.
Por mim, que agora acredito, acho muito estranho que os "leacks" da bola tenham dado origem ao repatriamento seguido de prisão do génio torcido dos computadores, continuando preso e acusado de umas quantas dezenas de crimes, apesar de alguns terem sido retirados da acusação.
Mas os "leacks" africanos estiveram na gaveta todo este tempo e só agora é que irromperam por esse universo dos meios de comunicação qual bomba atómica lançada sem que alguém estivesse com a mínima atenção para os efeitos imediatos.
Em tempos considerava que o génio tinha mostrado a toda a gente que o mundo do futebol tresanda a porcaria e que os seus tentáculos abarcam um universo bem complexo onde a verdade, a mentira, as suspeitas andam de mãos dadas... mas tinha havido alguém que tentava meter ali o bedelho...
Pode ser o génio dos computadores, mas para o negócio é um idiota chapado e não tem qualquer aptidão, pelo que deixa muito a desejar.
Talvez estivesse convencido que estava perante casos semelhantes aos do início da sua carreira lá para as bandas do norte e que seria mais fácil sacar algum do escuro mundo da bola, deixando para outra ocasião ou até pondo de lado os mundos não menos escuros de determinadas atividades "empresariais"...
Estamos perante uma realidade bem estranha: os "leacks" da bola surgiram de imediato e os "leacks" africanos estiveram na incubadora uns quantos meses...
Ouvi falar de linhas vermelhas...

22.1.20

A hipocrisia

Hoje fazem de maridos cornudos...
Hoje fazem de mulheres traídos...
Hoje são os campeões da ética...
Hoje são os paladinos da verdade...
...
Mas ontem mendigavam umas palavrinhas... uma entrevistazinha...
Mas ontem batiam-se por um contrato de prestação de serviços...
Mas ontem pedinchavam um depósito numa qualquer conta bancária...
Mas ontem ofereciam partes de capital para dar projeção internacional...
Mas ontem assinavam as contas e juravam que estavam certas...
Mas ontem nem sequer ousavam questionar a origem do dinheiro...
...
Corria à boca cheia que a coisa não podia ser assim...
Soprava aos quatro ventos os rumores de todas as aldrabices praticadas...
Comentava-se em todos os bastidores que ali só podia haver gato com o rabo de fora...
Diziam que sabiam  e não acreditavam...
Diziam que duvidavam e não tinham provas...
Sendo quem é só pode ser mentira...
...
Alguém... num determinado momento... sem saber como... sem questionar...
Atiram-se ao mundo uns largos milhares de documentos... a concentrar quase tudo o que já se sabia num único ponto...
Aqui del-rei que nos roubaram!!!
Sabemos quem é o ladrão!!!
Aqui está o ladrão!!!

Eis aqui o reino da hipocrisia!!!

14.1.20

O candidato

Anda lá por terras moçambicanas, mas não se deixa abandalhar pelas circunstâncias nem se descuida nos avisos: veja não corte nada do que deva cortar; feridas agora seriam uma carga de trabalhos por  causa dos comprimidos para tornar o sangue mais líquido; os "stent" têm que aguentar.
Pois agora terá que ter mais cuidados com a sua saúde, porque vai ter um concorrente e adversário às eleições presidenciais, em muito melhor condição física e que não vai admitir fraquezas de espécie alguma.
À sua semelhança, o eminente candidato a presidente da república, jovem e de barba bem barbeada, tem à sua disposição  o púlpito da televisão para continuar a ser visto por "milhões" de portugueses que estarão disponíveis para votar naquele que melhor defender o glorioso e as suas gentes, pouco importando se tem ou não tem categoria para tais funções.
Desde que não se assuste com os berros dos adversários e berre mais alto ainda já reúne metade das condições para desempenhar qualquer cargo a todos os níveis possíveis e imaginários.
Poucos acreditavam na sua capacidade para ser eleito, mas foi e não tem qualquer problema em mandar sempre as suas postas de pescada sem qualquer vergonha...
Terá bastante tempo para ir dizendo ao universo dos eleitores que precisam de um presidente que seja presidente  como ele pode ser presidente desde que queira ser presidente.
Nesta ânsia de ser presidente a qualquer custo espero que não se lembre de, entretanto, querer ser presidente ali daquele clubezito avermelhado da segunda circular.
Aí haveria algum pessoal que não acharia muita graça: se quer ser presidente que seja de uma coisa que se veja e se sinta e seja conhecida no universo inteiro... 

11.1.20

O "superavit"

Se pensa que a aprovação na generalidade do orçamento de estado para dois mil e vinte vem resolver todos os problemas está mesmo muito enganado.
Para já não resolve o magno e escaldante assunto dos cadernos eleitorais dos laranjas da madeira, questão que ameaça a tranquilidade e a paz social de todo o burgo.
É que o pessoal não aguenta continuar durante mais algum tempo sem saber quem vai ser o "novo" leader dos sociais democratas laranjas e isso vai causar gravíssimos distúrbios por todas as regiões que mais não esperam que a paz e a tranquilidade para digerir os grandes aumentos (?) que se anunciam no orçamento.
Se eu estivesse na pele do centeno estaria com as orelhas a arder tal o calor das guerras  já anunciadas.
Os polícias e os republicanos já marcaram as datas para as primeiras batalhas.
Os enfermeiros também já anunciaram que vão começar as hostilidades e cuidado com eles: podem parar as doenças por falta de cuidados (dizem por aí que as urgências nos hospitais ficam muito reduzidas durante os fins de semana). Seria lógico que se não houver quem trate dos doentes não haverá doenças...
Os professores não se ficaram a ver passar os navios e não se quiseram comprometer. Vai daí as primeiras greves marcadas.
Bem pode o primeiro anunciar que em fevereiro todos os ministros vão andar de carro elétrico, mas  pouca gente vai acreditar que não fiquem de reserva com o outro, apesar da neutralidade carbónica.
Por mim já disse que me basta não ver diminuída a minha pensão, pouco me importando saber que o aumento da massa salarial vai ser esta ou aquela e que o aumento dos salários será apenas de umas décimas para uns quantos, que serão certamente os mais pobrezinhos.
Será que o dito "superavit" em dois mil e vinte justifica tudo isto...?

9.1.20

A chuva

Deixei o Alentejo debaixo de água, com regatos, ribeiros e riositos e quejandos e semelhantes tudo a correr em direção à barragem do Maranhão.
Era um encanto ver tanta água surgida de um dia para o outro como se  os céus tivessem deliberado resolver de uma vez o problema da falta de água armazenada suficiente para satisfazer todas as necessidades de toda a natureza viva.
Tive uma vaga esperança de que desta vez a barragem ficaria de tal modo cheia que houvesse necessidade de tomar as devidas precauções para não ir tudo por água abaixo.
Foi sol de pouca dura e logo veio o tal chamado de "bom tempo" pelo pessoal citadino e do ar condicionado: com sol e sem chuva com calor de preferência...
Voltei hoje e a coisa não teve melhoras significativas faltando ainda muita água para que a barragem se dê como cheia, os aquíferos a níveis satisfatórios, os nascentes com água visível, as fontes a transbordar e o pessoal satisfeito e contente como seria de esperar e merecer.
Porque isto de andar todos os dias a esperar por uma valente enxurrada que lavasse e limpasse toda a porcaria que se andou a fazer durante anos não é para o pessoal perdido neste Alentejo profundo.
Vá lá que nem tudo ainda está perdido, havendo alguma gente a pedir qualquer coisa como a do mondego...
Quem quiser que faça um digno esforço para entender este gente: se chove, quer o sol; se há sol que venha a chuva.
Pelo menos parece que o peixe já subiu, embora a água ainda esteja muito barrenta.
Só faltava que também quisessem água límpida sem  uma pitada de barro...

8.1.20

O contra

O centeno que se cuide: o anúncio foi feito e a previsão efetuada.
O deputado/estrela do firmamento do parlamento  acaba de anunciar que vai votar contra o orçamento de estado para o ano de dois mil e vinte.
Não contente com esta assombrosa decisão, decidiu efetuar a previsão, que nem ao diabo lembrava, sobre a chegada da maior crise financeira de todos os tempos que vai arrasar Portugal e a Europa.
Não disse quando chegará a referida crise, porque parte do princípio de que todos sabemos que  a essência do capitalismo está diretamente relacionada com a existência de crises. Como a última grande crise teve início em dois mil e oito é previsível que esteja uma na forja.
Não se torna necessário que o tal referido deputado nos venha lembrar que está a caminho uma nova crise, pois não somos totalmente ignorantes e sabemos que as grandes produtoras petrolíferas e as grandes fabricantes de armamento já deram o sinal pelas suas atividades lá para o médio oriente.
Mas como a chegada ainda não tem data marcada o melhor é o governo estar atento à votação do orçamento após o magno anúncio do contra por parte do deputado estrela da política e do desporto.
Por mim estou totalmente tranquilo pois não tenho voto na matéria, mas já ficou o aviso a todos aqueles que ousem votar a favor do tal orçamento: vão ser responsáveis pelo que vai acontecer cá no burgo e arredores por efeitos da tal crise, esperando apenas que não aconteça numa manhã de nevoeiro e seja num dia de chuvada tropical para que o povo arrefeça a cabeça e as barragens tomem água de jeito...

7.1.20

BOM ANO

Começaram as festas;
Veio o Natal;
Os santos inocentes perderam a vida;
O São Silvestre correu por todo o lado;
Terminou o ano velho;
Começou o ano novo;
Os reis magos foram para local incerto;
Acabaram as festas.
As aulas recomeçaram e a ameaça surgiu mesmo: o Centeno aí está!!!
Estou-me verdadeiramente nas tintas para o orçamento de 2020.
Desde que não me aconteça o que me aconteceu com o anterior já me dou por satisfeito.
Será extremamente desagradável tomar conhecimento de um aumento da minha pensão para depois vir a receber menos do que no ano anterior.
Para acontecer outra vez será melhor que deixem ficar como está agora. Pelo menos não fico chateado.
Bem basta ouvir as lamúrias das esquerdas, das direitas, dos centros, do raio que os parta a todos para ainda me aborrecer com o orçamento.
Claro que eu não tenho a obrigação de estar contra o orçamento; também não tenho o direito de estar a favor. Para isso estão os representantes do povo no parlamento que é o lugar mais apropriado para a indignação.
Na rua custa alguma coisa, principalmente se se tratar de uma greve ou de uma manifas durante a semana. Porque num fim de semana a coisa nem estará nada mal se se mantiver o tempo ameno ou mesmo com chuva, desde que seja aquela de molha tolos, pois  outra não faz falta nas ruas das cidades importantes da nossa terra... quando o POVO se quer zangar...
Gostem ou não gostem, queiram ou não queiram, um BOM ANO!!!

3.3.19

A paisagem verde

Era minha intenção sair da Covilhã e embrenhar-me pelo interior para olhar e ver com alguma atenção a transformação da paisagem após um ano e meio das tragédias.
Percorri umas quantas centenas de quilómetros por estradas quase sempre boas e sem buracos.
Andei por montes, por vales, por serras, por encostas, por buracos e vi nos lugares mais esquisitos casas plantadas aqui e ali no meio de uma devastação quase total.
E observei o verde  da paisagem nos quilómetros percorridos quase sempre e exclusivamente proveniente dos eucaliptos já  renascidos, mas observei também uma paisagem inóspita onde abundavam as árvores dos mais diversos tamanhos todas ardias e sem qualquer sinal de vida.
A natureza é assim: os pinheiros mortos e os eucaliptos vivos.
No meio disto tudo e quando foi necessário um pedido de informações sobres estradas para chegar a um determinado lugar raramente se encontrava uma pessoa, um natural, um residente para uma troca de palavras.
Era o interior no seu esplendor!!!
Para nos darmos conta do que se passa lá naquelas terras, importa e é totalmente imprescindível  ir lá e verificar pelos seus próprios olhos e não dar muita importância nem muita credibilidade aos ditos de todos os políticos quer dum lado quer do outro.
Aquilo é inenarrável e só vendo é que se pode acreditar e confirmar a realidade.
Como é possível alguém acreditar que se pode transformar o interior dando aquelas condições?
Como se pode pretender que o pessoal deixe a cidade e se fixe no campo?
Aquilo é quase um deserto e ainda por cima abandonado.
É preciso ter muita coragem ou não ter qualquer outra hipótese para viver naqueles lugares...

19.1.19

Pensões

Aquando da discussão do orçamento para 2019, discutiu-se muito o aumento de impostos, a diminuição de impostos, o aumento das pensões, a diminuição das pensões, as novas tabelas do irs, os novos escalões e muito mais coisas deveras importantes para serem aqui referenciadas...
Do que se iria passar em Janeiro de 2019, quando fossem pagas as pensões, logo se veria o que acontecia, mesmo quando se afirmou que o aumento das pensões era uma coisa certa, embora se fizesse referência às mais altas, às...
O facto: em janeiro de 2019 fui aumentado vinte e seis euros e noventa e três cêntimos.
Consequência: em janeiro de 2019 recebi menos 8 euros e 2 cêntimos.
Causa: o desconto para a adse passou de noventa e três euros e quarenta e três cêntimos para noventa e quatro euros e trinta e oito cêntimos; enquanto que o irs passou de setecentos e sete euros para setecentos e quarenta e um euros, em virtude de passar de 26,5% para 27,5%.
Aumentaram as pensões? Sim, aumentaram e o tipo falou verdade.
Recebi mais? Não, recebi menos e o tipo não mentiu...
O consumo vai aumentar?
A poupança vai aumentar?
Assim ganham-se eleições...?

10.1.19

A beata

Às vezes acho piada a algumas medidas do poder político, normalmente anunciadas e tomadas para bem do cidadão, mesmo que este delas duvide, ou, pelo menos, ponha em causa a sua eficácia.
Quem levar a sério estas coisas que se dizem para entreter o povo é bem capaz de acreditar que uma multa de algumas dezenas de euros por deitar uma beata de cigarro ou até uma pastilha elástica ao chão vai fazer com que a cidade apareça limpa e a cheirar a alecrim numa bela manhã de qualquer dia do ano...
Eu acredito piamente que não atirarei uma ponta de cigarro acesa ou apagada ao chão nem tampouco uma pastilha elástica e até o maço de tabaco pelo simples facto de não estar disponível para pagar uma multa nem que fosse de um cêntimo... quando...
Faz-me lembrar aquela da multa do isqueiro naqueles tempos de então...
Para além do mais não é justo pretenderem fazer pagar uma multa por conspurcar os passeios, jardins, ruas e parques da cidade quando não são capazes de limpar e retirar toda a porcaria, papeis, latas, garrafas, dejetos e tudo e mais alguma coisa que vemos todos os dias e a todas as horas na nossa cidade.
Como será isso possível quando dedicamos a nossa atenção a não pisar a porcaria dos cães depositada na relva e nos passeios das ruas e dos jardins da cidade e sentimos que os responsáveis dão de barato esta realidade e tendem a preocupar-se com as pontas dos cigarros.
A coisa é assim: quando não querem ou não podem fazer o que de-veriam fazer, inventam uma coisa qualquer para desviar a atenção do cidadão que, às tantas, ainda vai acreditar naquilo que vai ouvindo...
Já agora, incluam lá nas medidas a multa pelo mijadouro público que abunda na nossa cidade...

4.1.19

Finalmente

Fez-se luz como nunca se tinha feito e o homem foi embora...
Finalmente o pessoal das televisões, das rádios e dos jornais, simples opinadores, inteligentes comentadores e espertos jornalistas viram as suas opiniões e juízos devidamente confirmados... o Vitória não dava para treinar o Glorioso...
Falta-lhe o "quid" e sem isto o "ego" não funciona porque o "super-ego" está a controlar tudo e mais alguma coisa.
É como se o "superego" fossem todos os jornalistas que não gramavam o Vitória e este não morria de amores por aqueles.
No meio disto tudo, nem tudo está perdido: segundo as profecias, o messias ainda há-de  vir e não será numa manhã de nevoeiro como se espera por don sebastião...
Um dia destes uma qualquer televisão dirá: conforme já tínhamos previsto em primeira mão o novo treinador do... é ...".
Claro que nós já sabemos que o novo treinador  será um dos nomes que vão circulando por aí até que se chegue ao definitivo.
Agora o que importa é manter o pessoal atento a este drama dramático que atormenta a nação benfiquista...
Espera-se que os teleespectadores não se lembrem de fazer greve aos programas desportivos...

3.1.19

A nação

O Costa demitiu-se? Não

O Governo caiu? Não

O Presidente da República está mal disposto? Não

O Ministro das Finanças aceitou a proposta dos professores? Não

Os enfermeiros acabaram com as greves? Não

As greves acabaram? Não

A Europa deu o berro? Não

Os ingleses voltaram atrás? Não

O Bolsonaro libertou o Lula? Não

O que é que aconteceu para toda esta loucura das televisões?

 

A NAÇÂO benfiquista já não tem Vitória!!!!

1.1.19

O norte

 

Que venhas por bem, 2019.

Mostra aí as coordenadas do progresso e do desenvolvimento.

 

Parece que esta gente perdeu o NORTE…e precisa de ajuda…

31.12.18

Ano Novo

 

 

Celebra-se o DIA MUNDIAL DA PAZ.

 

Que assim seja em todos os cantos do UNIVERSO.

15.11.18

A ajuda

Não pode ser.
Não têm o direito de me fazer isto.
Estou desesperado e estou desolado.
Não sei o que fazer da vida.
Tenham pena do sofrimento atroz em que me vejo submerso.
Não me tirem a rosa!!!.
Há quase quatro dias que não tenho notícias da rosa.
Há quase quatro dias que não tenho conhecimento da última entrevista e da última carta da rosa.
Agora a vida do mundo resume-se ao bruno e ao mustafá.
Não; isto não se resume à vida do mundo, trata-se antes da vida no universo próximo e afastado incluindo todos os paralelos e quejandos.
Que os deuses sejam capazes de transmitir algum bom senso às cabecinhas pensadoras dos jornalistas e dos comentadores que dedicam horas e mais horas e ainda mais horas a falar do bruno e do mustafá sem que se veja qualquer coisa de útil e de esclarecedor sobre o magno problema que preocupa milhões e milhões...
Contudo, falta alguma coisa para dizer: ainda não falaram da cor dos peidos do bruno e do mustafá nem sequer se colocou a hipótese de um trato entre os diversos canais de televisão para chamarem à razão e ao bom senso jornalistas e comentadores para se acalmarem durante quinze dias apenas...
Por mim e se me saísse o euromilhões convidava essa gente toda para um cruzeiro onde estivesse ausente discussão da bola, sobre a toupeira e sobre tudo o que cheirasse a parvoíce e idiotice...
Se todos esses jornalistas e comentadores estiverem interessados  na "pacificação" do futebol experimentem a esquecerem-se de transmitir essas programas vergonhosos onde o insultos, os berros, a má educação, a pouca vergonha e o clubismo mais ordinário imperam e fazem lei.
É pedir muito?
Ainda há uma solução: expliquem o que é o "Brexit".
Se não quiserem, digam, ao menos, quanto ganham para fazer aquela porcaria toda.
No fim, podem falar da bola durante dez minutos...

29.10.18

A pintura

 

Vendo como ma venderam, pelo que nela faço a devida fé.

Uns quantos batiam-se galhardamente pela defesa do seu produto.

Outros tantos empenhavam-se heroicamente a condenar o dito produto.

Outros ainda a dizer que sim, mas…

Outros nem se manifestavam, tão só porque no fim apenas interessa o voto.

Uns quantos afirmando que o produto era o possível e que respeitava os objectivos.

Outros tantos que a coisa não era mais que eleitoralista, que aumentava os impostos, que não respeitava as promessas, que mais do mesmo, que engava o pessoal, que isto e mais aquilo, etc…

Para uns valia a aprovação.

Para outros valia a reprovação.

Cada um à sua maneira fazia valer os seus argumentos, mesmo que alguns fossem contraproducentes e outros tivessem alguma dificuldade em convencer.

Nestas coisas de análise de produtos que são feitos por uns e destinados a todos existe sempre uma margem de injustiça relativa, quando uns são penalizados ou até esquecidos e outros são beneficiados, mesmo que o benefício não seja lá grande coisa.

Por outro lado, estará sempre presente a "posição de princípio", a ter em conta na apreciação da matéria.

Como não tenho qualquer grau de poder de reivindicar seja o que for, já me dou como satisfeito se o benefício não acarretar qualquer prejuízo.

Mas enquanto decorre o evento, vamos tomando conhecimento de algumas situações deveras caricatas e que podem fazer rir o mais sério dos humanos existente à face da terra.

Nunca imaginei que fosse possível uma fotografia de uma  "senhora deputada" a pintar as unhas em pleno plenário da

Assembleia da República durante a apresentação do Orçamento de Estado para 2019.

Nem sei que dizer vindo de onde vem…

 

Enviado do Correio para Windows 10

 

21.10.18

O serviço público

 

Achei muita piada a uma observação de um comentador de futebol a propósito da transmissão do jogo entre o

Sertanense e o Benfica para a Taça de Portugal classificando-a como "serviço público".

O mesmo aconteceu a quando da transmissão do jogo de futebol entre o Loures e o Sporting, igualmente para a Taça de Portugal.

Nós, os que andamos por aí a escutar estas e outras coisas quejandas, não sabíamos que o serviço público de rádio e de televisão era da responsabilidade da RTP e não de qualquer outro canal de rádio ou de televisão…

Não fazíamos a mínima ideia que fosse possível classificar de "serviço público" a transmissão por um canal privado e do cabo do jogo de futsal da selecção portuguesa de sub 19 realizado na Argentina por ocasião dos jogos olímpicos da juventude.

Neste jogo de futsal estava em disputa a medalha de outro e a medalha de prata, tendo a nossa selecção, isto é, a selecção de Portugal e ainda a selecção de todos os portugueses saída vitoriosa com a medalha de ouro ao peito para dizer ao "serviço público de televisão", que estiveram na Argentina a participar nos Jogos Olímpicos da Juventude em representação de Portugal e que foram esquecidas por quem deveria estar presente…

O "serviço público de televisão" esqueceu-se do acontecimento ou não lhe deu a importância suficiente para ser considerado "serviço público".

Por coisas bem menos graves já se verificaram despedimentos e demissões de cargos e lugares do "serviço público".

Contudo e como os trabalhadores da RTP não se consideram "funcionários públicos", apesar de serem pagos pelo orçamento do estado e pelas taxas dos utilizadores de contadores de energia, sentem-se acima de qualquer suspeita, que nos leve a pensar que não são os únicos com dever de prestar um "serviço "público"… como é o caso da utilização do 960… e do prémio  em cartão…

Se fosse só isto...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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17.10.18

A demissão

No meio de toda esta trapalhada que gira à volta de Tancos, "dá-me a ideia" que o grande problema do momento é saber-se se o chefe do exército se "demitiu" ou "se foi demitido".

É justo e sensato que assim seja porque está em causa a descoberta da verdade sobre o que aconteceu em Tancos.

Isto é: se o homem se demitiu houve um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos; se o homem foi demitido continua a haver um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos.

Assim sendo, é do maior interesse para a dignidade da pátria e de todas as instituições civis e militares que se preocupam com o bem-estar da nação portuguesa que se saiba a verdade da demissão.

Depois, mas não sei quando, haverá tempo para que os jornalistas se preocupem verdadeiramente com os factos ocorridos em Tancos  e nos arredores da Chamusca e se ponham a investigar a sério tudo o que aconteceu deixando-se de andar permanentemente a mandar palpites e a repetir as mesmas coisas em todos os canais de televisão, sem que sejam capazes de adiantar qualquer coisa nova.

Cá por mim entendo que não será necessário dramatizar tão enfaticamente o sucedido como se estivesse em causa e no horizonte o fim do Estado, a independência de Portugal, a honra e a dignidade do mundo português.

Aconteceu que alguém se deu conta de que faltavam armas e material de guerra num dos paióis situados no perímetro militar de Tancos, desconhecendo-se totalmente como tal tinha acontecido. Vai daí, sai uma guerra, cujo fim não se vislumbra, mas sabemos que todos os dias assistimos a uma enorme saraivada de balas que fazem recochete em todos os canais de televisão, dando trabalho e divertimento a comentadores e jornalistas.

Contudo, também me dá a ideia que a coisa não será assim tão difícil de decifrar; o problema está saber se o interesse no "deciframento" é do interesse de quem deveria ter o interesse.

Nós, que fomos militares, sabemos que naquele dia ou naquela noite em Tancos havia um "Oficial-Dia" e um "Sargento-Dia", militares de serviço com diversas responsabilidades, patrulhas, etc. e tal.

Claro que isto é matéria dos militares, sendo certo que cabe aos militares resolver o problema, esclarecendo tudo e mais alguma coisa relacionada.

A nós, aos civis está reservado o papel de actuar logo a seguir…

 

 

Enviado do Correio para Windows 10

 

14.10.18

As notas

 

Apenas quatro notas sobre temas da actualidade, apesar do tempo que já lá vai:

 

Primeira: Talvez tenha chegado o momento de prestarmos mais atenção ao que, com alguma frequência e em determinadas épocas do ano, acontece ali para os lados das caraíbas e costa leste dos estados unidos. Sempre que acontece um evento meteorológico de trágicas dimensões, temos a tentação de pensar ou de imaginar que estamos devidamente resguardados de coisas semelhantes. Não é bem assim. E quando se anunciava que a coisa se dirigia para sul trazendo água abundante e ventos fortes alguém terá pensado que o Alentejo ia ter uma boa rega, mesmo que fosse para o galheiro alguma coisa de relativa importância. Ao fim e ao cabo, com água tudo se faz… mas não se aguenta uma repentina mudança de direcção seja do que for, tanto mais que as previsões do que aí vinha mereciam muita atenção e muito cuidado.

 

Segunda: Quando se pedia a cabeça do ministro da defesa por tudo e mais alguma coisa relacionado com o roubo e posterior devolução de material de guerra, eis que o primeiro resolve fazer uma remodelação governamental envolvendo quatro ministros e os consequentes secretários de estado, causando a maior surpresa pelo inesperado da situação. Quem se atreve a fazer uma remodelação ministerial e secretarial sem mandar uns zunzuns para a imprensa, para que esta tenha a possibilidade de mandar os seus palpites, alguns dos quais poderiam estar certos? Isto não se faz aos nossos adorados jornalistas, o que se pode e se deve considerar uma grande desconsideração.

 

Terceira: A remodelação governamental mandou para casa quatro ministros, um esperado a todo o momento, outro desejado por muitos e dois fora das previsões.

Curiosamente permanece o ministro da educação, cuja cabeça, tronco e membros são pedidos desde a sua nomeação. Porque será…?

 

 

Quarta: Apesar dos enormes prejuízos materiais causados pela passagem da tempestade tropical pelo centro do território continental, pode dizer-se que  nos deu a oportunidade de conhecermos mais uns quantos reporteiros dos nossos canais de televisão que nos concederam a rara oportunidade de apreciar a qualidade do português, principalmente na utilização sempre oportuna e em divido tempo do "então" e do "também", transmitindo a todos nós a convicção de que estamos perante guardas e salvadores da língua portuguesa. Não me esqueço dos "ash" e dos "osh", quando as palavras terminam em "as" "os"…

 

 

 

 

Enviado do Correio para Windows 10

 

12.10.18

A tropa

Sempre fui de opinião que  no dia em que foi conhecido o roubo de material de guerra dos paióis de Tancos Suas Excelências o Ministro da Defesa e o Chefe do Estado Maior do Exército deveriam ter apresentado a sua demissão ou terem sido demitidos imediatamente.

Os ilustres donos da verdade, os ínclitos portugueses fazedores, donos e senhores da opinião pública, conservadores e guardiães supremos da verdade, da ética e dos bons costumes formularam as suas opiniões, mas rapidamente esqueceram o assunto, porque outras coisas surgiram de maior interesse para as vendas e para as audiências.

Ainda se ouviu alguma voz a pedir as tais demissões, dada a gravidade da ocorrência, mas como não foi roubado qualquer avião, nem desapareceu qualquer submarino, nem ocorreu qualquer tragédia com a tropa destacada em missões internacionais, a coisa não teve grandes desenvolvimentos.

Mas o destino protege os audazes e os deuses não querem que falte nada aos jornais, às rádios e às televisões para cumprirem abnegadamente a sua suprema  missão de aculturar o pessoal cá do burgo.

Parte do material de guerra roubado e mais algum apareceu, como quem não quer a coisa, e foi levado para os destinos ocultos que lhe são reservados.

Foi um vendaval, não, foi um furacão de nível vinte que varreu a imprensa portuguesa.

Que sabia; que não sabia; se não sabia que devia saber; que devia isto; que devia aquilo; estava tudo; não estava tudo; que recebeu; que não recebeu; um desmente; outro diz que sim; quem mentiu; quem diz verdade…

Mas qual verdade?

O que importa é que o ministro não tem condições para ser ministro, pelo que…

O homem foi embora…

À falta de melhor, perguntou um inteligente a outro inteligente: porquê agora?

Mas não era o que queriam?

Contudo a coisa ainda não acabou.

É que ninguém sabe como foi o roubo, nem como foi o achamento…

Já se vai dizendo que se trata de um assunto dos militares e deve ser resolvido pelos militares.

Por mim tudo bem, mas já agora gostava de saber o que realmente aconteceu e se os militarem não se importarem muito e se não der muito trabalho, com pjm,  com pj ou só com uma ou só com outra, venha de lá a tal informação que os donos e senhores da verdade ainda não descobriram.

Certamente porque não é matéria de segredo de justiça, da responsabilidade de…

 

Enviado do Correio para Windows 10

 

22.9.18

O prémio

 

Foi anunciado o vencedor do prémio do "melhor" canal de informação, promovido por uma organização relacionada com os meios de informação televisiva a operar em Portugal.

Querem uma prova verdadeira da qualidade da informação e do merecimento do prémio?

Pois, aqui vai:

No passado dia catorze de Setembro deste ano da graça, o programa "expresso da meia noite" foi dedicado à discussão da recondução ou não da actual procuradora geral da república, que termina o seu mandato  nos primeiros dias de Outubro próximo.

Não vou indicar as minhas leituras sobre as atitudes e posições dos jornalistas coordenadores/moderadores do programa, porque posso, mesmo que involuntariamente, estar a invadir os critérios jornalísticos utilizados, mas tive uma ligeira percepção que se inclinavam com muita dignidade para a recondução da actual procuradora, porque…

Porque sim, dado o seu mandato… etc e tal.

Como habitualmente, no final do programa, é mostrada e lida a primeira página do jornal "expresso", a sair no dia seguinte.

Com coincidência ou sem coincidência e nem de propósito, a primeira página do jornal apresentava a sua grande caixa, revelando que o presidente e o primeiro, isto é, Marcelo e Costa, estavam de acordo com a recondução para novo mandato da actual procuradora geral da república.

Dois, três, quatro dias depois era tornado público o nome da nova procuradora geral da república, que  não era o nome da actual.

Na primeira página do jornal "expresso" de vinte e um de Setembro deste ano da graça, constava uma referência a um erro do jornal, remetendo a sua leitura para a página 32!!!.

Informação?

Paixão?

Manipulação?

Critérios jornalísticos?

Enviado do Correio para Windows 10

 

5.9.18

O dia da borga

Hoje terá sido o dia do benfica.
Parece que as televisões se preocuparam muito com a bomba do ministério público a propósito de um assunto que já ocupou muitas horas a comentadores e jornalistas sem que se tenha chegado a um acordo.
Pelos vistos, a coisa agora chia mais fino porque surgiram as acusações de terem sido cometidos muitos crimes por parte de...
Da minha terei dedicado a este assunto, nas últimas vinte e quatro horas, cerca de vinte minutos, pelo que não tenho qualquer tipo de informação que me permita ter uma opinião sobre o assunto.
Contudo, tive a oportunidade de ouvir um especialista a mandar umas bocas bem foleiras, que me deram que pensar.
Não sei se as bocas do senhor eram a favor ou contra quem quer que fosse, mas iam no sentido de estar convencido de que esta coisa não ia dar nada, porque nem os juízes nem os políticos tinham a coragem para se meter com o futebol.
Nem sei se gostei, se não gostei de ouvir o senhor, mas também me "deu a ideia" sobre a matéria que não difere muito do que ouvi.
Há por aí uns quantos indivíduos  todos contentes porque a justiça, diga-se, está a meter-se com os grandes e com  os poderosos, pelo que a coisa está a mudar, a partir daquele tal momento em que a justiça entrou nos eixos por obra e graça da sua alma suprema.
Pois que assim seja e que meta na  prisão quem deve estar na prisão pelos muitos crimes cometidos e que tudo não vá pelo cano do esgoto abaixo por um mero erro processual, conhecido na hora por quem o cometeu.
É o que me  acontece quando  sei que estou a escrever uma palavra incorrectmente, mas não emendo o erro, porque no fim vou passar o corretor ortográfico que me resolve quase todos os problemas.
Só que nesta matéria do futebol não temos corretores de erros processuais que evitem a anulação de todas as acusações e continue tudo na mesma vida airada.
Vou adorar ver o glorioso jogar contra o avisense ou até contra o lusitano de évora ou com o estrela de  portalegre em pleno estádio da luz com cinquenta mil espectadores a dar vivas ao futebol...
Como os incêndios não dão "pica", os comentadores e os jornalistas têm que ocupar o tempo... e ganhar o seu...

4.9.18

As corporações

Eu não gosto das corporações.
Não gosto das corporações em geral e não gosto das corporações em particular, isto é,corporações consideradas individualmente.
Não gosto das corporações dos militares, quer sejam do exército, da força aérea ou da marinha e ainda dos respetivos braços direitos...
Não gosto das corporações dos juízes, dos procuradores, dos polícias, dos gnrs, dos das fronteiras.
Não gosto das corporações dos advogados e muito menos quando organizados em gabinetes.
Não gosto das corporações dos médicos, mesmo quando procuram diferenciar-se consoantes as funcionalidades e as especializações.
Não gosto das corporações dos enfermeiros, principalmente porque o seu estatuto não é aceite pelas outras corporações, considerando-os corporações de segunda.
Não gosto das corporações dos professores, porque são os únicos que se consideram uma corporação e só querem para si o que seria devido a todos.
Não gosto da corporação dos estivadores, porque querem ser os donos daquilo que é dos outros.
Não gosto de eventuais corporações de engenheiros, de cientistas, de investigadores, de escritores,de arquitetos e de mais umas quantas profissões que queriam mas não são capazes de o ser.

Mas gosto da corporação dos reformados, dos pensionistas, dos aposentados e dos idosos e das idosas por três razões fundamentais:

Se fizerem manifestações, ninguém lhes liga alguma;
Se pensarem em fazer greve rapidamente virá alguém a dizer e a convencer que será inútil.
Se tiverem em mente dizer mal de alguma coisa, logo virá alguém a lembrar-lhes que vivem das pensões e mesmo que sendo baixas a servirem apenas para uma semana,e que são dadas pelo Estado Social e por isso...

Não falo dos políticos porque estes, desde a base até ao topo, não têm capacidade de juntar vinte deles com o mesmo pensamento que esteja desligado do seu interesse pessoal...
 Parece que "quem não chora não mama" está perder o seu significado básico, levando os adultos a pensar que os bebés já não têm grandes motivos para desatar a berrar quando estão com fome... desde que haja alguma coisa à mão...

30.8.18

O meu bairro I

Tive outra ideia, desta vez, por demais espetacular.
Pensei em dar uma voltinha pelo meu bairro e arredores e fazer umas pequenas observações de modo a construir um mapa das críticas e reparos  a mandar ao senhor presidente da câmara da capital.
E pensei contar os objetos que, teoricamente, estariam fora dos seus lugares naturais, tais como: garrafas de vidro, garrafas de plástico, pedras da calçada soltas, buracos nos passeios, buracos nas vias, buracos nas ciclovias placas de pavimento soltas, placas do pavimento partidas, desníveis nos passeios, desníveis nas vias, passeios cheios de ervas, papeleiras cheias de lixo e mais um sem número de coisas que chamassem a atenção aos meus olhos.
Bem me esforcei por encontrar qualquer coisa atrás citada, mas qual quê!!!
No meu bairro não encontrei nada que justificasse  mandar um recado ao senhor presidente da câmara criticando-o duramente por deixar todos os seus munícipes entregues à bicharada.

Nada encontrei.

Não fiquei furioso, mas apenas transtornada dos miolos, pois não tinha qualquer justificação para lamentar profundamente viver em Lisboa e no bairro que vi nascer...
Quando não temos motivos e razões para criticar, para denegrir, para exigir, para mandar umas bocas, ficamos sem trunfos para maldizer seja quem for e muito menos o presidente da câmara, nascendo dentro de nós ódio e a raiva por viver uma vida tão pouco atraente... que nada deixa para que a nossa iniciativa se manifeste para bem da sociedade...
Ao fim e ao cabo acaba-se-nos os fundamentos para pensar em alterar a nossa posição quanto ao exercício da democracia nas alturas eleitorais.
Se tudo está bem, se tudo caminha às mil maravilhas, se nada a apontar que valha a pena o esforço, se tudo funciona como deve funcionar, se...

O meu bairro é o máximo!!!


28.8.18

O meu bairro

Hoje tive uma ideia deslumbrante:
"deu-me a ideia" de mandar um recado ao senhor presidente da câmara de lisboa a propósito da higiene e limpeza do meio ambiente do meu bairro e dos arredores muito arredores.
Por favor, não mude nada, pois o que acontece no meu bairro e arredores no que diz respeito à higiene e limpeza, isto é, ao meio ambiente não pode ser estragado com o desconhecimento das coisas.
Todos os dias me passa pela cabeça começar a despejar lixo por todo o lado para ver se o pessoal começa a protestar contra a degradação dos serviços de higiene urbana.
Não consigo encontrar uma cagadela de pombo; por mais que tente não vislumbro um cagalhão de cão nos passeios ou na relva dos jardins; um saco de plástico, nem pensar; um papel? um cartão, uma embalagem? Nem por sombras...
As faixas de rodagem para os automóveis, as pistas para bicicletas, os passeios para os peões, a relva dos jardins para cães e gatos, tudo uma autêntica maravilha, onde não se vê razão para qualquer reparo.
Até mesmo o passeio entre a central dos transportes públicos e a avenida do marechal t r oferece-nos um magnífico perfume proveniente dos dois acessos às hortas sociais junto à quinta da granja, mas que não é produzido pela agricultura ali praticada, mas pelo sistema biológico das dezenas de taxistas que aguardam vez para chegarem à praça de táxis do colombo...E que dizer da fronteira entre a quinta da granja e a pista de bicicletas? Pois trata-se um jardim maravilhoso, que nos deslumbra e encanta profundamente...
Senhor presidente da câmara, mantenha este estado de coisas, pois caso contrário a sua próxima eleição pode estar em causa, a não ser que isso pouco lhe importe.
Pelo sim e pelo não, trate de arranjar um lugarinho nas listas do seu partido para as próximas eleições legislativas...
Não vá o diabo tecê-las.

28.5.18

As televisões

Recebo com alguma frequência na minha caixa de correio eletrónico diversos documentos, nomeadamente petições públicas sobre os mais diversos assuntos, muitos dos quais com o seu interesse.

Mas ontem, recebi um documento deveras curioso: trata-se de uma espécie de petição pública, de pedido coletivo, de sugestão, de alerta para que os canais televisivos abrandem um pouco o seu empenho nas discussões sobre o mundo do futebol português, genericamente falando e resumindo muito resumido o conteúdo do documento.

Genericamente falando, porque falando sobre a realidade trata-se apenas e tão só do futebol da segunda circular de lisboa e bem pouco mais e de vez em quando.

Mas estou totalmente em desacordo.

Até vou mais longe sendo de opinião que os canais de televisão deveriam instituir a obrigatoriedade de um programa com pelo menos uma  (1) hora de duração durante a manhã, outro durante a tarde e os tais à noite com pelo menos três horas (3) de emissão.

Só assim ficaríamos devidamente informados sobre tudo o que se passa no mundo do futebol da segunda circular e, muito provavelmente, devidamente vacinados para carregar no botãozinho do comando e demandar outras coisas, mesmo que menos interessantes, logo que aparecesse as fantásticas introduções aos referidos.

Estou realmente convencido que o papel dos canais de televisão no desenvolvimento intelectual, social, cultural e profissional do "povo" só seria devidamente cumprido com mais estas horas dedicadas ao mundo da bola da nação portuguesa...

PS: Para além do mais, seria interessante conhecer os rendimentos auferidos por tão eminentes e credenciados comentadores...

9.5.18

O sério

Pelos vistos, não tiveram dúvidas nem problemas de consciência quando decidiram emitir em canais de televisão o som e a imagem de gravações feitas nas audições a arguidos bem conhecidos da praça pública.
Nessa altura não tiveram problemas nem deram ouvidos nem cumpriram o que a lei determinava e continua a determinar.
Estava tudo conforme porque o interesse público e o dever de informar se sobrepunha aos interesses individuais e à própria lei.
Nestas situações não deveriam ser tidas em conta as normas do direito nacional e internacional e muito menos o tal segredo que é segredo mas tem pouco de segredo porque é do conhecimento público.
Nem sequer houve a preocupação de citar a tal figura do "advogado do diabo" por se entender que não era necessário estar com essas palermices, pois estavam em causa evidências reconhecidas por toda a gente.
Reconhecidas por toda a gente, ponto e vírgula, porque continua em vigor aquela coisa do direito ao julgamento nos tribunais e não na praça pública, conforme se quer e se faz.
Entendo tudo.
Só não entendo os fundamentos, os motivos, as razões, as preocupações e até os medos e as citações das normas nacionais e internacionais quanto à divulgação dos devedores às entidades bancárias.
Agora já se precisam de comissões de inquérito para inquirir tudo até ao último cêntimo não propriamente de quem o recebeu mas principalmente, mas quem o concedeu.
Neste sentido torna-se mais importante ser do conhecimento público os nomes de todas as pessoas que num determinado banco emprestaram dinheiro a alguém, podendo não estar em causa a necessidade de se saber o nome dos devedores.
Isto é tanto mais estranho quanto já se sabe os nomes de quem deve, pois a lista dos mais importantes  circula na internet e não me venham agora com as tretas de o banco de portugal e o banco central da união europeia não permitirem tal divulgação.
Os tais canais de televisão bem podem atirar com o barro à parede, mas podem ficar com a certeza de que o "zé povo" entende perfeitamente onde eles querem chegar.
Por mim, acredito e estou convencido que varas há muitas e sacanices muitas mais...
Não pensem que nós acreditamos que os "critérios jornalísticos" justificam tudo o que se faz por detrás de uma câmara de televisão
...
A bem da Nação.

5.5.18

O osso

Nunca como agora me pareceu tão verdadeiro o dito popular "são sete cães a um osso".
Trata-se de uma guerra sem quartel: de um lado a corporação, do outro o osso que passa de mão em mão como se fora uma folha ao sabor do vento.
É a um, é a três, é a quatro, é a cinco, é a seis, é a sete e é a oito.
Todos a todas as horas  lutam abnegadamente pelo posse do osso e não o largarão enquanto não sugarem tudo até ao tutano.
Não haverá tréguas.
Não descansarão enquanto o osso tiver qualquer coisa onde se agarrarem.
Primeiro utilizam os caninos para desgarrar tudo, para partir tudo, para desfazer tudo.
Depois entram em funções os molares para fazerem em papas e em massa o osso até que não se veja coisa alguma para recordar.
A corporação não tem outra fonte de alimentação que não seja as suas vítimas mesmo que essas vítimas se tenham colocado à mão de semear, que é como quem diz, tenham dado o seu flanco, que é como se estivessem mesmo a pedi-las.
Não contavam com as diligências, com a fome, com a vontade de comer, com a necessidade absoluta de se alimentarem todos os dias mesmo que seja à custa de carne putrefata, malcheirosa e imprópria para consumo.
A corporação não dorme pelo que quem quer que seja não pode correr o risco de se descuidar seja do que for, pois a corporação está atenta ao mais ínfimo sinal de cheiro a comida e, se for fresca, tanto melhor.
Não importa saber donde vem a comida; não importa saber se a comida provém de animal em vias de extinção ou de animal em fase de crescimento.
Para a corporação o que importa é quem come, mas não quem dá de comer.
Seja quem for não tem o direito de enfrentar a corporação, porque esta é o poder supremo.
Assim, quem não tiver em conta o poder da corporação não terá oportunidade de passar anónimo durante muito tempo: a corporação pode demorar, mas chegará a seu tempo.
Assim sendo: a vocação da corporação é o exercício do poder para julgar tudo o que for do seu interesse.
Contudo, está fora do seu âmbito e não demonstra qualquer interesse pela aplicação da pena.
O resto é mera conversa.
  

4.5.18

A reunião

Se fosse uma reunião com o mestre supremo do universo para preparar uma viagem sem regresso a uma das luas satélites de júpiter para ali depositar todos os aldrabões, vigaristas, gatunos, corruptos, ladrões e todos os semelhantes ainda admitia uma senha de presença no valor de duzentos e vinte e sete mil euros, acrescentando cinquenta e dois cêntimos para que a conta não fosse certa.
Se fosse uma reunião com o carvalho sem v para tratar de uma vitória na primeira liga de futebol cá do burgo dos lagartos nos próximos dez anos estaria disposto a pagar uma senha de presença de cem mil euros e trinta e cinco cêntimos para os mesmos efeitos.
Se fosse uma reunião com os importantes ali do outro lado para justificar à nação respectiva a falência da equipa de futebol e a perda do penta estaria igualmente disposto a pagar uma senha de presença de cento e cinquenta mil euros e onze cêntimos.
Se fosse uma reunião com o pessoal da pesada dos azuis e brancos para explicar ao mundo conhecido e arredores que os mouros já saíram das nossas aldeias, vilas e cidades, dos montes e dos vales há umas centenas de anos e que agora o que resta neles só se vislumbra na cor da pele da malta a sul do tejo fixaria a senha de presença no montante de dez euros e quarenta e cinco cêntimos, por se tratar de uma reunião com baixo nível de dificuldade.
Se fosse uma reunião com quem quer que fosse para tratar de salvar Portugal de toda a porcaria que por aí abunda e limpar o bom nome dos portugueses que descobriram o mundo, então estaria disposto a fixar uma senha de presença de um milhão de euros sem acrescento de cêntimos, porque se deve tratar de uma missão cuja dificuldade se pode comparar com a indicação do número de grevistas por parte dos sindicatos e das empresas.
Agora pagar ou cobrar duzentos e vinte e sete mil euros...!!! 

2.5.18

O gosto

Gosto muito dos jornalistas.
Gosto muito dos comentadores.
Gosto muito dos jornalistas-comentadores.
Gosto muito dos comentadores-jornalistas.
Gosto muito dos canais grátis de televisão.
Gosto muito dos canais pagos de televisão.
Gosto muito de ver e ouvir as notícias.
Gosto muito de ver e ouvir programas informativos.
Gosto muito de ver e ouvir programas desportivos.
Não gosto mesmo nada de ver e ouvir a mesma notícia várias vezes ao dia, nos diversos canais de televisão, com o mesmo texto e as mesmas imagens, embora em alinhamentos diferentes.
Assim sendo e como não pretendo a falência da edp, vou para os canais pagos onde encontro toda uma série de programas que se podem ver a qualquer hora do dia ou da noite e que não me torturam com notícias já velhinhas mas ainda actuais...
Por outro lado, já estou verdadeiramente cansado de saber que há bandidos e gatunos à solta, que os tribunais não fazem julgamentos, mas que se limitam a aplicar as penas...
Duzentos e vinte e sete mil euros por uma reunião...?!!!

11.4.18

Mais festa

Não há nada para entender: o que está em causa ou para dizer o que os comentarista dizem o "problema é o seguinte" é que não há causa alguma para justificar seja o que for.
O que estará passando pela cabeça do bruno quando levanta e mantém levantada toda esta barafunda em que meteu o pessoal?
O homem deve andar a pensar no que o terá levado a escrever aquela coisa que está a dar origem a horas e horas de discussão nos canais de televisão, envolvendo dezenas de inteligentes, sem que se saiba verdadeiramente o que queria.
Bem vistas as coisas até parece que o bruno entendeu que tinha a obrigação e o dever de contribuir com as suas posições imbecis para dar um pouco mais de trabalho a uns quantos comentadores que ainda não se tinham feito ouvir e precisavam de umas horitas para embolsar mais umas notinhas que sempre serão bem-vindas.
Contudo, parece que o objectivo não foi lá muito bem escolhido: meteu tudo ao molho e a coisa não correu bem.
Bem podia ter atribuído as responsabilidades de um resultado normal num jogo de futebol a um qualquer apanha bolas lá da terra ou até mesmo cascar nos dirigentes do clube adversário por terem falsificado o peso das bolas ou ainda atirar umas flechas às linhas do campo por estarem mal colocadas e pelo tamanho da baliza da sua (dele bruno) equipa que estavam claramente acima do estabelecido pelas regras da suprema autoridade da bola...
Mas não: isso seria pouco para a real vontade de tão importante investidor no clube de alvalade, pelo que se sentia no direito de julgar, culpar e punir aqueles que lhe dão ou deram a oportunidade de ser conhecido por meio mundo que nem sabia quem era tal personagem.
Mas a festa continua porque temos aí umas dezenas de importantes personagens do mundo da bola que diariamente se ocupam em julgar, julgar não, porque esta gente só comenta e só dá opiniões pessoais e só falam em seu nome e nunca no nome dos outros, se ocupam em comentar com contornos tragicómicos o que se passa ali no lado norte da segunda circular.
Preparem-se todos: se o bruno não acabar ou se o bruno continuar não sabemos o que nos pode acontecer.
Haverá tragédia maior que lamentar a perda de tantas horas de comentários nos canais de televisão se a solução da "crise leonina" terminar amanhã à noite?

6.4.18

E viva

Pensam que foi a prisão do lula?
Pensam que foram os incêndios do próximo verão?
Pensam que foram as manifestações dos agentes culturais?
Pensam que foi o fim da guerra da síria?
Pensam que foram as guerras comercias dos américas e dos chineses?
Pensam que foi isto?
Pensam que foi aquilo?
Pois não; não foi nada disto!
O momentoso assunto do momento nacional foi nada mais nada menos que a situação do clube de futebol do lado norte da segunda circular!
Foram programas especiais; foram presenças em estúdio de inteligentes da bola; foram intervenções via telefone e foram sobretudo aberturas dos telejornais dos canais de televisão!
De todos? Não porque um dos canais da televisão pública estava a cumprir o serviço público transmitindo em directo um jogo de futebol para a qualificação de um campeonato da europa...
Gostei muito do que vi e ouvi e fiquei deveras encantado porque o mundo girou à volta de um presidente, embora este mundo esteja circunscrito a um cantinho do continente e o presidente seja...
Se alguém tiver a paciência de continuar a ouvir toda esta gente que se dedica a falar e a comentar o futebol nos vários programas quase diários de várias horas nos vários canais de televisão vai ficar muito mais informado, muito mais rico de conhecimentos e muito mais apetrechado para enfrentar os graves problemas com origem na camada do ozono...
E viva!!!

29.3.18

O desejo

Afinal o meu desejo formulado antes da famosa e espectacular acção de limpeza das matas pelos nossos importantes não se confirmou: foram umas pinguinhas que não chegaram para formar umas poças de água nas estradas de terra batida de acesso aos locais escolhidas para fazerem a festa.
Foi uma pena.
Não a não satisfação do meu desejo, mas principalmente a pouca chuva que caiu naqueles locais, pois que ainda continua a fazer muita falta às muitas barragens que estão longe de deitar pelas bordas fora, que é como quem diz: ainda não estão cheias.
Mas a vida é assim: foi a festa, alguns deitaram os foguetes e outros foram apanhar as canas para ficarem com uma recordação.
Pode perguntar-se se valeu a pena a despesa que foi feita com os custos dos equipamentos utilizados e combustíveis gastos para transportar e pôr a trabalhar umas dezenas de importantes.
Bem vistas as coisas e se quisermos ser justos, deveríamos estar satisfeitos porque andamos sempre a dizer e a queixar-nos que os de cima nada fazem em prol dos de baixo e quando e aqueles nos dão o exemplo e se põem a trabalhar, nada mais salutar que ficarmos contentes e satisfeitos pelo exemplo dado pelos nossos governantes a fazerem uma coisa que nunca tinha sido feita: roçadora nas mãos e vai daí que o trabalho é para se fazer e não para se ir fazendo.
Por mim gostei de ver o pouco que vi e tive a oportunidade de sentir nas profundezas do meu ser que o INTERIOR, no sentido mais amplo do termo, incluindo território, pessoas, cultura, economia, matas, arvoredo, bichos, e tudo o mais que por ali se pode encontrar, deve acreditar que o ar condicionado jamais o esquecerá.

23.3.18

A roçadora

Estou a imaginar o marcelo, o costa e mais vinte importantes de roçadora na mão, de galochas calçadas, de impermeável contra a chuva vestido, de chapéu ou boina ou carapuço na cabeça a "operar" na limpeza da mata algures no centro do País.
Vai ser bonito e engraçado vê-los, quais combatentes heróicos a dar cabo do lixo das matas que rodeiam as casas e as estradas e que foram a "causa" de tanta desgraça e fundamento de tantos clamores.
Continuo a imaginar o marcelo, o costa e mais vinte importantes a beberem água por um cantil da tropa quando a garganta de cada um ficar seca por causa da poeira e da serradura proveniente da acção das roçadoras e das serras mecânicas, operadas por tão ilustres portugueses.
E atrevo-me a imaginar o marcelo, o costa e mais vinte importantes a sentarem-se na beira da estrada ou encostados a uns eucaliptos para sacarem da marmita e atreverem-se a ingerir o seu almocinho bem rápido, porque ainda falta muito lixo para retirar da mata.
Talvez a coisa não se passará conforme imagino, uma vez que a metereologia está prever chuva para continuar a regar os campos e a dar força aos arbustos cortados e aos eucaliptos queimados nos nos incêndios do verão passado.
E quando os ponteiros dos relógios indicarem que o tempo disponível para a tarefa está quase a esgotar-se, lá se ouvirá uma voz para mandar parar o sol e aguentar mais uns tempinhos para que nada fique por fazer dos propósitos destes portugueses ilustres: demonstrar que é possível fazer o que não foi feito e que deveria ter sido feito há muito tempo e continuar a ser feito todos os dias do ano: limpar Portugal.
Agora o meu desejo: espero bem que os canais de televisão, as estações de rádio locais, regionais e nacionais, jornais e toda a espécie de pasquins, jornalistas de pena, jornalistas de microfone, fotógrafos e portadores de telemóveis estejam ausentes desta brincadeira de mau gosto, que se vai realizar no próximo sábado.
Se isto não for possível, que os céus abram as portas e deixem passar água, granizo e neve quanto baste para obrigar a que este pessoal se meta nos carros e volte a suas casas, porque espectáculos tristes já vamos tendo por aí quase todos os dias.
Ao menos, que descansem ao fim de semana...

21.3.18

O prognóstico

Se não houvesse fósforos,
Se não houvesse isqueiros,
Se não houvesse gasolina,
Se não houvesse petróleo,
Se não houvesse trovoadas,
Se não houvesse relâmpagos,
Se não houvesse incendiários,
Se não houvesse malucos,
Se não houvesse estradas,
Se não houvesse pinheiros,
Se não houvesse eucaliptos,
Se não houvesse mato,
Se não houvesse carros,
Se não houvesse aldeias na mata,
Se não houvesse casas,
Se não houvesse pessoas,
Se eu soubesse de antemão,
Se eu fosse capaz de prever,
Se eu fosse capaz de ver o futuro,
Se eu tivesse tempo para...
Se Portugal se localizasse dentro do círculo polar ártico ou antártico...
Quase de certeza "absoluta"
Que não haveria incêndios...

Pois claro: " prognósticos só no fim do jogo."