16.3.18

A seca

Nos anos em que as águas da barragem do maranhão passavam além da ponte vinte e cinco de abril entre o Ervedal e Figueira e Barros ouviam-se algumas vozes de alentejanos empreendedores a quererem extrair terra do leito da referida barragem, que era, é e continuará a ser mais que muita.
Serviria essa terra para muitas coisas, pois a sua riqueza em resíduos orgânicos viria mesmo a calhar para adubar e fertilizar outras terras, nomeadamente, jardins, hortas, olivais, vinhas, etcetera e tal...
A chamada "hidráulica" nem cavaco lhes dava, pois era proibido mexer no leito das barragens para tirar fosse o que fosse, chegando ao ponto de, na actualidade, proibir o pastoreio e o acesso dos animais, à água para saciarem a sede.
Agora os inteligentes lembraram-se da necessidade, conveniência e ocasião de "limparem" o leito das barragens para aumentar a sua capacidade de armazenamento de água.
A seca, que já vem de longe, agora denominada de "extrema", vai de encontro ao que alguns alentejanos vêm desejando fazer a alguns anos a esta parte: aceder ao leito descoberto das barragens para dali extrair a terra de aluvião de muita utilidade em muitas situações.
Agora até chegaram a mobilizar a  "tropa" para fazer o serviço...
Mas tal decisão pecou por ser tardia e a más horas, porque pouco tempo decorrido passaram por Portugal duas tempestades que quase acabavam com a seca "extrema" e deixavam as barragens quase na sua capacidade máxima.
E ainda não acabou.
Por este andar não tarda que os inteligentes comecem por aí a bradar aos céus que "nunca mais acaba de chover" e "já estamos fartos de tanta chuva" e muito mais dos ventos que a acompanham.
Somos uns ingratos.
Mas isto é mesmo assim: quando temos os pés molhados queremos sol; quando temos os pés secos queremos chuva.
Mesmo que as barragens do alentejo cheguem à sua capacidade máxima, no fim do verão do ano corrente teremos a oportunidade de ver e ouvir os tais inteligentes a ordenar a limpeza do leito das barragens utilizando todos os equipamentos disponíveis, como agora pretenderam fazer com os "tropas", mas já não foram a tempo...
O tempo o dirá...

7.3.18

Não entendo

Já não faço a mínima ideia do que vai passando nesta santa terrinha.
Parece-me que tudo isto anda ao contrário: anda-se pela esquerda quando se deveria andar pela direita; fala-se verdade quando se deveria falar mentira; discutimos quando deveríamos andar alegres e contentes com a nossa vizinhança; amamos quando deveríamos odiar; somos felizes quando deveríamos andar trombudos e insatisfeitos por tudo e por nada; cantamos quando deveríamos berrar alto e bom som para que todo o mundo nos ouvisse; enfim, já não entendo nada disto.
Bem vistas as coisas não tenho confiança em coisa alguma que acontece no burgo: tudo me faz desconfiar porque nada me parece sair do coração e tudo me parece indicar que a falsidade é o maior lugar comum que me é dado observar.
Já não confio em ninguém porque ninguém me dá garantias de que falar verdade e só a verdade e aos costumes diz nada.
Mas nem tudo anda pelas ruas da amargura.
O que resta, ainda me deixa ver uma luzinha lá no fundo mesmo lá no fundo do túnel, o que me oferece uma ligeira consolação, porque nem tudo está perdido.
Salvam-se umas boas horas diárias dedicadas ao futebol pelos diversos canais de televisão, sendo protagonistas  jornalistas e comentadores, que investem toneladas de conhecimento a demonstrar que o mundo está perdido e próximo da extinção, mas que eles, defensores máximos da dignidade, da ética, da moral e da verdade verdadinha ainda estão ali para as curvas e não vão deixar que um punhado de energúmenos e de malfeitores levem ao descalabro total o nosso glorioso futebol.
Nunca na vida irá acontecer, disso estou convencido, desde que pelo menos se mantenha ou se aumente como seria desejável o número e a duração dos programas dedicados ao futebol dos nossos canais televisivos e, se tal for possível, pois aconselhável é de certeza, com mais jornalistas e mais comentadores, para que a nossa cultura suba um degrauzinho mais...
Às vezes pergunto-me como é possível haver quatro opiniões diferentes em quatro possíveis perante umas imagens passadas mais de vinte vezes...
Consciente de que a ciência não é para todos e que a certeza absoluta só existe na convicção de comentadores e de jornalistas, limito-me a colocar-me no meu devido lugar e agradecer tudo o que esta gente está fazer por todos nós e a bem da nação.  

2.3.18

O engano

Nos últimos dias os diversos canais generalistas de tv têm prestado  a devida atenção aos efeitos da tempestade "emma" que vai passando pela europa, deixando atrás de si um rasto bem visível de desgraças, que fazem a delícia dos jornalistas de microfone.
É um ver se te avias para mostrar as imagens do que vai acontecendo por  esse país fora dando voz aos pobres que sofrem algum prejuízo por perda ou estrago de alguns dos seus haveres.
Contudo, quem se der ao cuidado de prestar a devida atenção às muitas imagens que nos vão mostrando não deixará de verificar e de constatar que as mais das vezes são imagens repetidas e constantemente repetidas sem se darem ao cuidado de introduzir uma qualquer diferença que nos permita pensar que se trata de coisa nova.
De vez em quando lá vem uma coisa diferente para que os mais atentos fiquem a saber que a actualidade actual é apanágio dos canais generalistas de televisão.
Para cúmulo do engano por diversas vezes podemos constatar que as imagens passadas nos diversos canais são as mesmas e ainda por cima fartas vezes com o mesmo texto.
Também, se assim não fora, a lusa não teria qualquer utilidade... e não valia a pena a sua existência a não ser para garantir o pão e o emprego a uma quantas pessoas... independentemente das funções desempenhadas.
A tragédia continua: a tal tempestade "emma" nada mais faz que desgraças e tragédias e vítimas  e poucos ou nenhuns benefícios para o território nacional.
Bem vistas as coisas, que coisas boas nos pode trazer uma tempestade que se limita a derrubar árvores, a atirar ao chão postes de telefone e de electricidade, a trazer para as ruas toneladas de areia das praias, a escavacar estruturas de apoio a diversas actividades, a destruir residências, molhes e guardas e outras coisas mais...?
Poucos jornalistas se lembram de referir que têm caído algumas pingas que não fazem mal a coisa alguma e proporcionam uma boa regadela e contribuiem para que o campo satisfaça a sua enorme e grande sede... eliminando dalgumas regiões a famigerada e desgraçada "seca".
Lembro-me de algumas grandes inundações de outros tempos e até me atrevo a afirmar que tenho saudades...

1.3.18

O tempo

Nos últimos dias temos ouvido falar do "mau tempo" como se o tempo que enfrentamos fosse uma desgraça e até mesmo uma tragédia.
Temos uns pingos de chuva e umas rabanadas de vento acompanhadas de umas ondas um pouco fora do normal para que o pessoal "entendido" nestas matérias, nomeadamente jornalistas de microfone, leitores de teleponto, alguns comentadores e a generalidades dos meteorologistas passem o "tempo" a classificar o tempo como "mau tempo".
Claro que nem todos estão de acordo com estas classificações.
Hoje mesmo e dos poucos momentos que vejo este tipo de programas ouvi um senhor lá dos lados da Covilhã a protestar com este tipo de linguagem classificando o tempo como "mau tempo" precisamente numa altura em que toda a gente estava à espera da chuva, que normalmente vem acompanhada de vento e de outras coisas mais que chateiam o pessoal das secretárias.
Numa altura em que se lamenta profundamente a falta de água por esses campos fora, quando as barragens estão muito abaixo dos níveis aceitáveis, quando se fala de seca severa por todo o país, quando se perspectiva um ano de fome  e de desgraça para o mundo agrícola, temos a lata de designar como "mau tempo" o tempo que nos tem dado umas quantas pingas de água, que mais não são que uma boa regadela e que pouca influência terá no enchimento das barragens quase vazias.
Por mim, sempre tive a convicção que o tempo da chuva merecia o maior respeito por parte de toda a gente, mesmo que essa mesma chuva levasse pela frente umas quantas casas, que alagasse ruas e que virasse uns quantos carros com verdadeiro prejuízos para alguns.
Para resolver esses problemas existem os seguros e diversos fundos e bancos que nadam em dinheiro e não sabem o que fazer dele a não ser distribui-lo pelos accionistas...
Mas para a seca, para a falta de chuva, para as barragens vazias, para a falta de comida para os animais, para a desgraça da agricultura não há coisa que valha a não ser a chuva que nos traz o "mau tempo".
Pois que venham muitos períodos de "mau tempo", desde que nos traga algumas gotas de água minimamente suficientes para as nossas necessidades.
Mas como nem tudo deve ser tempo de desgraças e de lamentações, gostaria muito de perguntar a todos os inteligentes que agora discursam e opinam em todo o lado, que estudos têm produzido para defender ou apoiar a construção de um sistema de "transvases" do rio douro e do rio tejo para responder com eficácia à carência de água de algumas regiões do nordeste, das beiras e do alentejo, como aconteceu com a construção da barragem do alqueva...

16.2.18

É uma alegria

Num destes dias passados recebi uma mensagem da caixa geral de  depósitos dando-me conta que dispunha de sete euros para gastar numa compra em qualquer loja do continente.
Convém esclarecer que não se trata de uma compra no Continente, designando Portugal Continental, mas do "continente" como sendo as lojas de comércio a retalho do grupo sonae.
Como não me davam mais explicações, aguardei por uma oportunidade para verificar se a oferta era válida e em que termos o seria, pois fiquei muito admirado por receber uma mensagem desta natureza com este  conteúdo ainda mais estranho.
Mas como estamos numa terra onde tudo parece ser possível até a recepção de mensagens de oferta de dinheiro sem se saber bem porquê e até se desconhecer o texto e o contexto de tais mensagens, nada mais tinha a fazer a anão ser constatar se se tratava de uma brincadeira ou de uma verdadeira oferta.
Dito e feito.
Fui a um supermercado "continente" e quando acabou o processo de registo e se passou ao processo de pagamento mostrei a dita mensagem no telemóvel e perguntei como era esta coisa.
"Tudo bem... vou descontar os sete euros...!!!
E foram descontados os tais sete euros e eu não paguei os tais sete euros como oferta da caixa geral de depósitos.
Claro que fiquei a matutar neste negócio entre o grupo sonae e a caixa geral de depósitos para que se justifique uma oferta da caixa
 para uma compra nas lojas de comércio a retalho do grupo sonae.
Pensando melhor: a coisa nem está mal pensada para fazer participar os depositantes nos lucros da caixa no ano de dois mil e dezassete, depois de uma injeção de muitos milhões, de terem saído umas centenas de trabalhadores, de terem encerrado vários balcões e de terem uma nova administração que pode aumentar como quiser as comissões pelas operações dos depositantes...na proporção dos seus salários: salários baixos, comissões pequenas, salários altos comissões altas.
E tudo a bem da nação...

Os milhões

Nos últimos dias circularam algumas notícias dando conta das actividades do nosso sistema bancário, isto é, de alguns dos bancos instalados em território português.
E não foi pouco.
Foram cobrados cerca de 100 milhões de euros em comissões.
Os lucros dos maiores rondaram os setecentos milhões.
Parece que a coisa está a voltar aos melhores tempos dos bancos.
Contudo, também circulavam notícias sobre os dois mil trabalhadores que deixaram o seu posto de trabalho num qualquer banco a actuar em Portugal.
Encerraram duzentas e sessenta e nove agências instaladas neste cantinha à beira-mar plantado que serviam e se serviam da guita do pessoal que confiava cegamente nos seus bancários.
Não sei quantos milhares de utentes do sistema bancária já não entram numa agência para tratar dos seus assuntos relacionados com pagamentos e levantamentos, porque recorrem aos seus meios informáticos para se substituírem ao pessoal bancário e porque são portadores dos seus cartões de débito e de crédito para milhentas operações financeiras e comerciais.
E tudo isto sem quaisquer custos para o sistema bancário.
Mas o sistema comporta-se como o monstro das sete cabeças que tudo devora à sua volta nada deixando para trás sem o devido tratamento.
E vai daí toca a aumentar o montante das várias comissões já em vigor e a criar outras para que nada se deixe ao cuidado dos utentes do sistema.
Querem ter uma conta no sistema bancário? Que paguem por ela.
Querem fazer pagamentos por cheques? Que paguem por eles.
Querem utilizar cartões de débito e de crédito? Aí vai a anuidade e mais alguma comissão.
Querem utilizar o seus meios informáticos para gerir a sua conta bancária? Não há problema, mas têm de pagar, apesar de libertarem o banco dos respectivos custos por atendimentos nos balcões da rede bancária.
Nunca entendi a história das taxas de juro negativas que os investidores pagam para comprar dívida pública, mas se prestarmos um pouquinho de atenção ao que vai acontecendo nas nossas relações com o sistema bancário rapidamente chegamos à conclusão que os pagamentos que fazemos por uma conta bancária onde temos a guita que ainda não gastamos têm o mesmo significado que as taxas de juro negativas.
Pagamos para que os senhores continuem a ser os senhores...
O nosso grande problema é que os os colchões já não são o que eram...



9.2.18

Os Jogos da Paz

É!!!
Já se diz por aí que estes jogos olímpicos de inverno são "Os Jogos da Paz".
Serão, se as boas vontades do mundo inteiro tiverem a paciência e o interesse para que assim seja.
Mas haverá, certamente, muita argumentação para duvidar do que se vai dizendo sobre serem estes os jogos da paz.
Faz-me lembrar aqueles jogos olímpicos de munique, quando...
É verdade que se deslocou à coreia do sul uma delegação olímpica da coreia do norte, onde se incluía a irmã mais nova do senhor manda-chuva.
Mas não nos devemos esquecer que tal senhora não é mais nem menos que a "chefe" da propaganda do regime que ameaça meio mundo com o carregar no botão vermelho das bombas atómicas...
Não importa muito o que se passou na cerimónia de abertura dos jogos com as imagens fantásticas vistas por todo o mundo, que incluíam a tal senhora irmã do homem, com ar seráfico e inocente, como se a chefe da propaganda do regime mais fechado do mundo fosse julgada apenas e  tão só pelo seu aspecto físico e não pelas suas acções.
A ver vamos o que se vai passar durante os jogos e, principalmente, que atitudes e comportamentos se irão observar nos senhores do norte...
Estamos bem certos de já ter visto coisas desta natureza: num determinado momento temos beijos e abraços e logo a seguir sem que nada o faça prever, deparamos-nos  com um facalhão bem cravado nas costas de uma vítima...
Que sejam os "Jogos da Paz", mas sem incautos...

5.2.18

O mundo

Este pessoal entrou em paranóia pura: o bruno está a fazer birra, o seu clube leva uma tareia ali para os lados de belém e parece que o universo aquece demasiado e está próximo da explosão.
Eu bem sei que o mundo leonino já não cabe na galáxia, mas não é preciso que os jornalistas e comentadores desportivos levem a coisa demasiado a sério.
Bastou que o homem tivesse uma caganeira, atirasse umas quantas "bujardas" ao ar e todos os canais de televisão dedicassem umas quantas horas a discutir a "crise".
O que vai pelo mundo não interessa "puto".
O que se passa no "campus" ali no parque e em locais da mesma natureza não merece mais que uns minutinhos mal medidos.
A catástrofe ambiental do tejo, a seca e as barragens do alentejo quase vazias ditam uns segundos de dois em dois dias e é um pau, porque o tempo não estica e a bola tem prioridade.
Estamos perante uma verdadeira revolução no tipo de valores que orientam e condicionam o nosso desenvolvimento social: se um canal de televisão não dedicar pelo duas horas a discutir a grandeza, a magnitude, a relevância do futebol para felicidade dos portugueses não merece dispor de uma licença de emissão de televisão, pelo que deve cessar de incomodar o pessoal.
Não temos dúvidas sobre a qualidade de um canal de televisão que não tenha na sua programação a discussão do futebol visto pelos jornalistas e comentadores desportivos, cujos méritos se baseiam e se fundamentam na gritaria e até no insulto e pouco na cultura do futebol.
Existem para manter vivo o que mais prejudica o desporto em geral e o futebol em particular: clubite e inveja.
O mais curioso de tudo isto estará certamente no facto de toda esta gente ser paga para gritar e maldizer quanto mais e mais alto tanto melhor, sendo conveniente que não se entenda lá muito bem o que dizem durante todo aquele tempo, pois todos devem falar ao mesmo tempo para que se pense que percebem da poda...
O melhor de tudo é que ditam as audiências...
Assim vai o nosso pequenino mundo...

1.2.18

É assim mesmo

Queriam chatear o ministro das finanças e presidente do "euro" e levá-lo a nem sequer a aquecer a cadeira dos capitalistas do euro, mas não tiveram lá muita sorte, porque parece que alguém arquivou o processo, dando-lhe o seu real valor.
Que levem para a cadeia todos os aldrabões que por aí andam a gozarem dos rendimentos das vigarices é uma coisa que merecerá o acordo da grande maioria do pessoal, se exceptuarmos um pequeno número de advogados que se banqueteiam com estes manjares oferecidos pela prática democracia, mas por dever e obrigações de ofício.
Também concordo: são todos inocentes até prova em contrário e terminado o processo, diz-se, "transitado em julgado".
De qualquer modo tenho adorado estas andanças das leis portuguesas e toda a actividade das polícias, das várias classes de juízes e todos os que têm participado na realização destas novelas rocambolescas que mais parecem brincadeiras em que poucas pessoas acreditam.
Veja-se aquela da devolução a um banqueiro de sessenta milhões!!!
Devolver a um banqueiro sessenta milhões sem se saber lá muito bem do que se trata...
Afinal quem tinha os sessenta milhões?
Eram sessenta milhões do banqueiro?
Eram sessenta milhões supostamente do banqueiro?
A que propósito aparecem sessenta milhões devolvidos por um juiz a um banqueiro?
Esclareçam esta coisa bem esclarecida e depois digam ao pessoal de quem eram os sessenta milhões e o que andavam a fazer para que um juiz tivesse intervenção na sua devolução ao banqueiro.
Estou tentado a pensar que o tal primeiro não passava de um anjinho que se contentou com pouco... quando...
Para além do mais, eu gosto muito de banqueiros e não quero pensar sequer que pode haver por aí algum que não ponha o bem público acima dos interesses particulares e que se possa apropriar de qualquer coisa que não seja dele, não fossem eles as pessoas mais honestas existentes à face da terra, incluídos os arredores...


 

2.1.18

O ano

Se não tivéssemos quem temos como Presidente da República o ano que findou, não teria sido dividido em duas partes:uma que foi uma maravilha e a segunda que uma tragédia.
Nem mais: até o Presidente da República baseia e utiliza a sua argumentação e manda os seus recados utilizando o "se".
Pensava eu que se tratava de uma figura gramatical usada apenas pelos comentadores, jornalistas, economistas e toda aquela minha gente que bota "faladura" nos rádios e nas televisões para justificar as respectivas avenças e os seus empregos...
Já toda a gente se esqueceu (tenham presente que este "se" não é da mesma categoria gramatical dos "se" referidos anteriormente) dos papeis desempenhados pelos incendiários e "quejandos", da falta de limpeza das matas, da carência de caminhos na floresta, do péssimo ordenamento florestal, das desequilibradas plantações de espécies e de todo um se número de variáveis "influenciadoras" dos incêndios.
De modo que temos na nossa frente o que resta: os bombeiros tão só porque foram mal coordenados, a protecção civil porque não percebe nada do assunto, o governo, incluindo primeiro, segundo e todos os terceiros e respectivos secretários de estado e até alguns chefes de gabinete, porque estavam nos gabinetes de Lisboa com o seu ar condicionado e esqueceram-se dos calores abrasadores que se faziam sentir por todo o lado.
E não vou agora esquecer os autarcas de todas aquelas regiões que tinham acabo de ser eleitos em eleições democráticas, mas que deixaram tudo na mesma na maior da paz e da tranquilidade até dia em que um raio incendiou Portugal...
Ardeu muita coisa? Pois sim.
Poderia não ter ardido? Se...
Morreu muita gente? Lamentavelmente.
Poderia não morrido? Se...
Nada mais me interessa saber a não ser um pequeno pormenor: para onde irá a grandiosa solidariedade do POVO PORTUGUÊS...?
Não sei "se" mais alguém, mas os MORTOS merecem... porque são dignos da nossa tristeza...

1.1.18

O Primeiro

Está quase a terminar o "primeiro" dia do ano da graça de dois mil e dezoito.
Apesar de se desejar "paz, saúde e amor" para todas as pessoas conhecidas, desconhecidas, amigas e "inimigas?" e para o mundo e seus arredores, estou convencido que de tudo isto pouco ou nada se vai realizar.
Mas não faz mal que tal aconteça, porque vamos estando preparados para o pior e a habituação a qualquer coisa passada faz com que a nossa certeza de sobreviver e a nossa vontade de vencer é e será bem mais forte que qualquer coisa que aí venha.
Sempre foi assim e já não saberíamos viver de outra maneira se as coisas se tornassem boas demais.
Faz parte das  nossas vidas a existência permanente de um motivo como razão fundamental para acordar todos os dias com os pés quentes, mesmo que se nos depare o mesmo que se nos deparou
Para além do mais, ainda vamos tendo alguma água para um banho com a frequência possível...
Dizem por aí isto vai ser uma maravilha...
Que mal haverá em acreditar...

14.5.17

A Nação

Dia glorioso, este treze de maio de dois mil e dezassete:

Fátima

Fado

Futebol

O Centenário das "aparições" com a presença do Papa;

O Fado com o Salvador a ganhar o Festival da Canção da Eurovisão;

O Futebol com o TETRA da "nação benfiquista".

Bem vistas as coisas não há lugar para carpideiras...

"Sursum corda" !!!!!!



3.5.17

Ingratos

Lembrava-me vagamente de aqui há uns meses ter visto na televisão um protesto de utentes da estrada nacional um entre Setúbal e Grândola , justificado pelo mau estado de conservação da dita e pela insegurança que se verifica diariamente devido ao elevado tráfego de ligeiros e pesados.
No dia a seguir ao dia um de maio, que, suponho, era o dia dois de maio, resolvi matar saudades dando um passeio até à lagoa de santo andré, onde contava almoçar.
Dito e feito.
Fomos por aí fora com a intenção de sair da autoestrada em setúbal e utilizar as estradas normais, nacionais e camarárias, até à tal dita lagoa.
Assim foi.
Durante aqueles infindáveis quilómetros da estrada nacional tive a oportunidade de constatar que os respectivos utentes e todos aqueles que barafustam contra qualquer coisa, não tinham lá muita razão de queixa.
Eu, que conheço relativamente bem muitas das estradas e autoestradas desta terra, de norte a sul, tive a oportunidade de constatar que os protestos nem sempre são justificáveis ou, pelo menos, não têm em conta os prós e os contra das coisas.
Bem sei que aquela estrada nacional não tem duas faixas de rodagem para cada lado, mas tem uma enorme vantagem em não permitir o mínimo descanso ao condutor e exigir o máximo de atenção na condução, evitando que se possa adormecer ao volante e causar acidentes trágicos envolvendo terceiros.
Não tive a mínima hipótese de me preocupar pelo silêncio que se verifica por não haver qualquer obstáculo na via, nem buracos, nem lombas, nem falta de alcatrão, nem raízes de pinheiros, tudo coisas frequentes em muitas das estradas colocadas à disposição dos automobilistas.
Como é possível pedir mais quando se proporciona aos utentes a rara oportunidade de se evitar qualquer distracção que pode ser causa de graves acidentes?
Se as autoestradas e muitas das estradas tivessem um piso  igual ou semelhante ao da estrada nacional um, principalmente no troço entre alcácer e grândola, certamente que as companhias de seguros estariam bem mais ricas, os cemitérios menos cheios e as pessoas mais alegres e contentes porque não teriam que chorar os seus que, quase diariamente, morrem nas estadas de Portugal.
O presidente, o primeiro, o segundo e todos os outros terceiros, o patrão das estruturas viárias, os políticos de todas as espécies deveriam utilizar aquela estrada sempre que se deslocarem para sul e não se servirem da autoestrada, mesmo com isenção de pagamento de portagens, para ficarem a saber o que é ter uma estrada nacional de tal calibre...
Que os deuses os protejam... dos crimes que cometem por omissão..

27.4.17

Quarentena

Continuam as brincadeiras do pessoal da bola: os presidentes presidem, os comentadores comentam, os jornalistas informam (?), os canais de televisão ganham dinheiro, fazem cultura, promovem a educação, envenenam os miolos da gente e todos fazem crer que andamos a viver no melhor dos mundos, não fora coisas que acontecem um pouco por toda a parte, menos por aqui, a não o inefável passos, que adoramos do fundo do coração.
Grita-se aos quatro ventos que é preciso por ordem nestas coisas do futebol, pois a guerra está impossível de aturar e já nem os comentadores se sentem com conhecimentos e disposição para continuar a comentar o que já está comentado desde há muito tempo.
São tantas as repetições dos factos (?) que já temos dúvidas se estamos num mundo real ou se se trata de jogos de guerra virtual...
Longe de mim pensar e imaginar que tudo isto não passa de um espectáculo orquestrado e montado pelos "media" para garantir a sua viabilidade económica e financeira e manter ao de cima uma quantidade de gente, cujo contributo para o pib não pode ser alguma vez e em tempo algum desprezado, dado que estamos perante um fenómeno social que justifica totalmente a paz, a tranquilidade e a satisfação de milhões de portugueses.
Que fariam estes milhões durante aquelas horas de programação dedicada aos três grandes do pontapé da bola?
Querem resolver o problema das guerras dos presidentes?
Há uma solução, embora seja dura de roer: usem a quarentena do microfone, recusem a repetição das jogadas, acabem com as entrevistas antes, durante e depois de tudo, calem os jornalistas, dispensem os comentadores e...logo verão o que acontece...
Mas se quiserem manter os programas, os jornalistas e os comentadores, dediquem metade dessas horas todas ao futebol dos três últimos classificados e a outra metade à divulgação das regras, normas e comportamentos exigíveis a todos os agentes desportivos.
É um tanto ou quanto radical, mas seria eficaz e estaríamos dispensados de ouvir o carvalho, o vieira, o espírito santo e assistir às discussões, berros e gritos de comentadores mal formados e mal educados e sem qualquer respeito pelos ouvintes e telespectadores.


25.4.17

Sempre

Ontem, hoje e amanhã.

SEMPRE


24.4.17

As horas

Venho aqui confessar em surdina e declarar em público que me estou nas tintas para as declarações quer do carvalho quer do vieira a propósito das circunstâncias de que se faz o mundo do futebol cá do burgo, embora admita achar alguma piada ao que o presidente lá do norte nos brinda de vez em quando.
Se existe algum problema no que sempre aconteceu e no que está acontecendo e o que vai acontecer no futuro no mundo do pontapé na bola, certamente que não se vai resolver com a atitude e com a posição assumida por quase todos os órgãos de informação e respectivos agentes.
Já repararam em quantas horas diárias são dedicadas pelas televisões à análise e discussão do que se passa nos jogos de futebol em que estão envolvidos os ditos três grandes?
Já repararam no número de comentadores e jornalistas que se dedicam a escrutinar todas as jogadas que podem ser objecto de qualquer dúvida por parte dos comprometidos com os respectivos clubes?
Já alguma vez pensaram que a programação das televisões sem aquelas horas ocupadas pelo futebol teria que exigir dos seus responsáveis algo mais que emitir quinhentas mil vezes a mesma jogada para se chegar sempre à mesma conclusão: penalti para uns, boa decisão para outros?
Já alguma vez colocaram sobre a mesa a hipótese de tudo se tratar de mais um espectáculo, cujos intervenientes são os jornalistas e comentadores pagos devidamente para o efeito?
Já alguma vez se deram conta que é altamente improvável que aqueles jornalistas e comentadores tenham a necessidade de passar duas horas aos berros, com interrupções mútuas e permanentes de tal modo que se torna quase impossível serem percebidos por quem, supostamente, estão a falar?
Será que aquelas discussões são mesmo a sério?
O que aconteceria de os órgãos de informação se abstivessem de emitir as declarações dos carvalhos, dos vieiras, dos pintinhos, deste e daquele, etc e tal... durante, pelo menos, trinta dias?

23.4.17

As onze varas

Tantos quantos os necessários para formar uma equipa de futebol de onze os que estiveram presentes na primeira volta das eleições para presidente da república francesa.
E todos tiveram votos, embora uns mais que outros, como diriam todos os jornalistas e comentadores a propósito do acontecimento.
E todos já se pronunciaram sobre a identificação dos dois candidatos que estarão presente na segunda volta.
Para lá do espectáculo, com comentadores em estúdio e jornalistas nos locais onde aconteciam coisas, será agora preciso que se pronunciem os entendidos sobre o que irá acontecer no dia seguinte.
Claro que estou à espera de ouvir dos homens do microfone que não há mais que aguardar para saber quem será o próximo presidente francês e o que irá fazer depois de tomar conta do lugar.
Para que não se diga que estou à espera do facto acontecer para dizer que aconteceu, aqui vai a minha previsão, tornada opinião:
O próximo presidente da república francesa será senhor macrom e, logo depois de tomar conta da cadeira, dissolverá a assembleia nacional e convocará eleições para a dita.
Mas o problema não está aqui.
O problema virá logo a seguir para saber o que o novo presidente pensa sobre a formação de um novo governo que garanta o seu programa e as suas ideias.
E aí é que estarão as tais onze varas: o homem é independente, vai ganhar como independente e vai a votos para a eleição da assembleia nacional com que estatuto?
Os comentadores e jornalistas, que vivem disto, que se pronunciem e opinem conforme entenderem, pois será (?) a sua obrigação...
 

12.1.17

A Homenagem

Sou dos muitos daqueles que consideram que as homenagens prestadas a Mário Soares por ocasião da sua partida para a última viagem foram justas, merecidas e adequadas.

Voltámos à rotina do dia a dia para ouvir mais uma vez o que já ouvimos centenas de vezes, para que a realidade do estado presente não se confunda com a memória da grandeza dos "nossos egrégios avós".
Foi uma homenagem onde não faltaram os lugares comuns proferidos a torto e a direito por aqueles que, de microfone na mão e sem teleponto, acompanharam minuto a minuto e em todos os canais de televisão as cerimónias fúnebres, parecendo, nalguns momentos, que se tratava de uma festa.
Ficaram de barriga cheia todos aqueles que têm poucas oportunidades no dia a dia de demonstrarem que sabem utilizar as pomposas e tónicas palavras de "também" e "então", mesmo que não venham a propósito.
Mas nunca tinha ouvido um tal repórter de microfone na mão e sem teleponto utilizar os tais advérbios devidamente unidos como se se tratasse de uma única palavra: "também então".
Deu-me vontade rir, mas somente expressei um "hoh..." de admiração porque fora a primeira vez a ouvir tal coisa.
Ainda mais empolgante que a utilização destes advérbios na rotina de jornalistas de microfone na mão sem teleponto foram as grandes e formidáveis e espectaculares entrevistas ao povo anónimo que nos foram brindadas durante quase três dias.
"O que é que sente..."; "donde veio..."; "que lhe parece..."; " o que está aqui a fazer..." "sabes quem é...", etc e tal.
Mimos, mimos e mimos, oferecidos gratuitamente...
Estejamos agradecidos pela qualidade, seja lá o que isto for...

11.1.17

O espírito

Quando disse ao meu neto de sete anos que ia aos Jerónimos despedir-me de um amigo, que tinha morrido, disse-me para dar um beijinho ao espírito dele, porque os espíritos não morrem.

Aqui vai o tal beijinho, do fundo do coração, camarada e amigo...

Vemo-nos por aí, um dia qualquer.

3.1.17

Mais desejos

Como se está numa maré de desejos e de votos, parece-me oportuno esperar que o ano de dois mil e dezassete me dê a oportunidade de ver e ouvir alguns programas de comentário político.
Não é que me encontre privado de ver e ouvir alguns dos especialistas, comentadores e politólogos a pronunciarem-se sobre o que se vai passando por aí.
Mas como ouvir opiniões diferentes ou semelhantes sobre os assuntos, temas e factos relevantes não faz mal a ninguém, não se pode condenar os programas de comentário político e desportivo que abundam nos nossos canais de televisão, pelo que entendo ser sempre bom ouvir aqueles que têm a oportunidade de se fazerem ouvir e  com isso, poder influenciar a opinião dos menos atentos e menos informados.
Estes são os meus desejos, quase sempre contrariados pelos comportamentos insólitos por parte daqueles que teriam a obrigação de tornar possível a audição das suas doutas palavras.
Poderiam fazer algum esforço para evitar as berrarias, as gritarias, as interrupções malcriadas dos seus parceiros, contribuindo para um relacionamento normal que deveria existir entre as pessoas, apesar das opiniões divergentes ou contrárias às suas.
Por vezes, torna-se quase impossível ouvir ou entender o que se diz dado o ruído produzido pela insubordinação dos ilustres comentadores.
Para além do mais, podemos pensar que se trata de rivalidades sérias e que estão mesmo zangados uns com os outros, mas se tivermos presente que são "trabalhadores" do mesmo ofício, facilmente chegamos à conclusão que se trata de um circo cheio de malabaristas, que, no fim do trabalho efectuado, vão jantar calmamente ao mesmo restaurante, todos juntos na mesma mesa.
Isto é bonito de se ver, porque ouvir e entender é difícil, principalmente nos programas de comentário futebolístico, onde os comportamentos de má educação são apanágio de uma boa quantidade de especialistas.
Como se trata de uma actividade onde os entendidos são aos milhões não vem grande mal ao mundo se ficarmos privados de ouvir e entender as opiniões de uns quantos, apesar de serem os melhores.
Há sempre uma possibilidade: tentar ouvir ou entender durante trinta segundos ou, no máximo, sessenta segundos e depois ir lá mais para a frente à procura de coisa menos ofensiva da boa educação.
Como não se trata de ética e de cultura, mas se trata de política e de futebol...
 

2.1.17

Os desejos

Aproveitando a época festiva de início de um novo ano, adequada à formulação de desejos, aqui vão alguns dos meus.
Vou, desde já, desejar que me saia o euromilhões. Contudo e apesar de ter de pagar uma fortuna milionária ao estado por dupla tributação, comprometo-me aqui e agora a não fazer qualquer plástica para parecer mais velho e, o que é mais importante, afirmo solenemente que vou instituir um prémio de montante a determinar  oportunamente mas nunca inferior ao maior prémio mensal dado pelos canais através daquele tal número mágico, suporte e bandeira dos programas da manhã e da tarde, programas que se destinam essencialmente a entreter o pessoal, contribuir para elevar o seu nível cultural e assegurar a paz social, de que tanto necessitamos.
Este prémio mensal destina-se a galardoar o jornalista, o comentador, o reporteiro, o politólogo, o transmissor de notícias não escritas e todos os que falam sem teleponto nas rádios e nas televisões que sejam capazes de passar uma semana inteira sem pronunciar as palavras "também" e "então".
Se tal acontecer, o ganhador ou os ganhadores deverão apresentar prova dos factos e reivindicar o tal prémio que será pago na hora sem dupla tributação.
Comprometo-me ainda a contratar com uma livraria ou editora a aquisição de tantas quantas as gramáticas portuguesas requisitadas por qualquer pessoa ligada de qualquer maneira à imprensa audiovisual para que a língua portuguesa seja tratada com alguma dignidade.
Estaria ainda disponível para financiar um " cursillo" de formação profissional a todos os que tentam ganhar a vida de microfone na mão.

No fim de contas, bem me podem chamar "amigo" por não incluir o " de que" e "amigo egoísta" por saber que o prémio não vai ser atribuído, pelo que estes meus desejos não passam de "boas intenções", das quais...

1.1.17

Ano Novo

Os canais portugueses de televisão deram o melhor de si e dos seus para entreterem o pessoal durante as últimas horas de dois mil e dezasseis e as primeiras de dois mil e dezassete.
Nunca me tinha apercebido do esmero, do esforço e do interesse que merecíamos por parte daquela gente que se dedica a tornar a nossa vida menos infeliz e mais interessante.
A minha alma esteve parva durante as horas que dediquei com unhas e dentes a deambular pelos canais televisivos na esperança de nada perder de tudo o que me punham à disposição para celebrar condignamente os últimos momentos do ano da graça de dois mil e dezasseis e os primeiros de dois mil e dezassete.
Andei totalmente entusiasmado a apreciar a altíssima qualidade dos programas de entretenimento dos diversos canais de televisão, merecendo a minha especial atenção as reportagens provenientes de diversos locais e que "reporteiros" de qualidade inquestionável faziam para merecer a nossa atenção.
Pouco me interessava saber de que locais eram enviadas as imagens do deslumbrante fogo de artifício, pois estava centrado na imensa qualidade dos comentários dos tais "reporteiros".
Foi uma noite deslumbrante e não me arrependo do tempo que lhe dediquei, uma vez que  me esforço por reconhecer o mérito e a dedicação de todos os que prestam um serviço público ao serviço dos cidadãos.
E por isso mesmo devo aqui realçar aquela do canal público, quando interrompe um qualquer fogo de artifício para nos oferecer o primeiro anúncio publicitário do ano entrado de 2017.
Não vi tal anúncio porque entretanto fui invadido por uma onda de revolta por deixar de ouvir os comentários dos extraordinários apresentadores do programa, mas devo reconhecer que os milhões de portugueses que adoram e admiram aqueles que trabalham quando eles se divertem, ficaram altamente agradecidos por verem e ouvirem o primeiro anúncio publicitário.
Contudo, fiquei simplesmente surpreendido por durante estas horas de diversão e de divertimento genuíno oferecidas pelos canais de televisão não me terem dedicado uns momentos a solicitarem-me um telefonema para o tal setecentos e sessenta e não sei quantos.
Não posso perdoar tal ocorrência pois tinha intenção de, pela primeira vez, pegar no telefone e desejar ao

MUNDO e ao UNIVERSO um ano de 2017 a abarrotar de coisas boas.

11.7.16

O Explendor de Portugal



"...

Cessem do sábio grego e do troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
Aa fama das vitórias que tiveram,
Que eu canto o peito ilustre lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

...

Vereis amor da Pátria, não movido
De prémio vil, mas alto e quase eterno,
Que não é prémio vil ser conhecido
Por um pregão do ninho meu paterno.
Ouvi: vereis o nome engrandecido
Daqueles de quem sois senhor superno,
E julgareis qual é mais excelente,
Se ser do mundo rei, se de tal gente.

..."

4.6.16

Outras vistas

Aproveitando uma ida a Viana do Castelo para partilhar lembranças de outros tempos, planeei um passeio pelo norte galego e asturiano.
Dei uma vista de olhos a Santiago de Compostela onde revi a Praça do Obradoiro com milhares de "peregrinos"; debandei La Corunha; fiz um desvio ao Ferrol do ditador; cheguei a Gijón; parei em Oviedo; deliciei-me com León;; lembrei-me do Afonso Henriques quando descansei em Zamora; revisitei a Praça Mayor de Salamanca; olhei para Ciudad Rodrigo e entrei no paraíso a beira-mar plantado.
Durante cinco dias os meus ouvidos não foram bombardeados com as  expressões bem portuguesas preferidas pelos jornalistas, repórteres e comentadores da especialidade áudio como são o "então", o "tamém", o "e também", o "digamos" e ainda o "ele que..."... ditas a propósito umas vezes e a despropósito quase sempre...
Percorri cerca de mil e duzentos quilómetros de autoestrdas espanholas, pagando menos do que me processaram os pórticos dos cerca de cento e cinquenta quilómetros de Vilar Formoso até à saída para a Barragem do Fratel.
Só quando passei a linha imaginária da fronteira é que me apercebi do diferencial dos preços dos combustíveis lá e cá, como se estivéssemos entrado num país de multimilionários indiferentes ao valor das coisas.
Cheguei a Lisboa e logo tive a sensação que era um mundo do outro mundo, habitado por selvagens que não sabiam nem queriam saber o que é ter uma rua limpa, asseada, sem merda, sem lixo e tudo o mais que os humanos atiram para fora de si mesmos.
Tinha passado por umas quantas cidades onde não se via uma lata, um papel, um saco de plástico, cagadas de cão, cheiro nauseabundo a mijo e logo que saio da viatura deparo com a porcaria por todo o lado como se tivesse chegado a aterro sanitário...
Querem saber o que uma cidade limpa?
Visitem as espanholas...
 

10.5.16

Um mimo

Já que estou numa maré de língua portuguesa vêm-me à memória algumas expressões características ditas, usadas e abusadas por parte de determinado pessoal, quando se ouvem relatos e comentários de qualquer natureza.
Alguns terão presente aquela do "arremesso manual" que nos brindava um certo relator de jogos de futebol. Delirava com tal expressão, pois sempre me questionava como seria um arremesso da bola com o pé ou com a cabeça ou com o tronco, que não fosse um arremesso com as mãos. Não tinha graça nem ciência nem se tratava de uma figura de estilo, mas eu achava piada sempre que chegava aos meus ouvidas  a tal do "arremesso manual".
Bem mais moderna, mas não menos interessante, está aquela que se ouve a um determinado jornalista de comentários desportivos que reza como soa "dá-me a ideia". Trata-se de uma profundidade profunda que me causa calafrios ao pensar que eu posso dar-me um ideia e ter uma ideia ou produzir uma ideia, mas sim a ideia dar-me alguma coisa a propósito de qualquer coisa. Dá-me  ideia que isto está confuso, mas nunca pensei que uma ideia minha me pudesse dar alguma coisa que fosse de terceiros.
De outra natureza gramatical, mas mesmo assim coisa interessante, são as utilizações de significado profundo que muitos faladores da rádio e da televisão fazem dos adjetivos, dos pronomes  e de outras formas gramaticais que abundam na nossa língua portuguesa.
Posso não ter qualquer fundamento, mas não deixo de me interrogar sobre o que vai na cabeça de qualquer falador quando refere que "... estamos no minuto quinze desta primeira parte...", sendo certo que todos sabemos que não há outra primeira parte, mas sim a segunda e até mais partes, mas primeira só há uma e é esta e mais nenhuma.
Há poucos minutos  ouvi ou li "... instituições de educação privada...", ficando curioso sobre o significado da expressão, questionando-me sobre se se tratava de "instituições privadas" de educação ou se se tratava mesmo de "educação privada" em contraponto talvez com "educação pública"...
Uma outra frequente nas bocas de muita gente é aquela coisa do "melhor classificado" ou do "mais bem classificado", como se estivesse tudo certo do ponto de vista gramatical, como "esta ali" e "aquela aqui"...
Como não conheço qualquer novo projeto para uma nova gramática portuguesa, basta-me a consulta de uma das existentes para tomar conhecimento de muitas regras usadas na escrita e na fala da nossa língua, que merece algum respeito, apesar do novo acordo ortográfico...
Um mimo de linguagem.

9.5.16

O acordo do sul

Como nos últimos dias se falou do tal acordo ortográfico a propósito das declarações do pr lá para os lados do sul, com manifestações prós e contras, a matéria não me passou ao lado. Ouvi algumas tomadas de posição sobre o assunto, mas gostei muito de umas proferidas num programa televisivo de comentário político a tudo e a mais alguma coisa.
Um comentador desconhecia que nalguns países o tal acordo já estava em vigor manifestando a devida surpresa, muito provavelmente, pela sua ignorância sobre a matéria que estava a comentar.
Um outro afirmava que a coisa pouco lhe interessava uma vez que o seu corretor ortográfico tratava do assunto aplicando automaticamente o tal dito novo, o que deve ser uma aldrabice, porque se pode optar pelo velho ou pelo novo, a não ser que o corretor não seja o corretor ortográfico de português português...
Outros ainda declararam  que utilizavam o dito novo porque os jornais para os quais escrevem assim os obrigavam, dando a entender que para eles "tanto se me dá como se me dão...", desde que me paguem.
Honra seja feita a quem afirma peremptoriamente que está contra o acordo, mas também a quem se declara incondicional adepto do dito novo e ainda honra seja feita àqueles que se estão nas tintas para os acordos ortográficos, porque nunca escreveram, não escrevem e não
pensam em escrever ou que o importante é a língua e as suas circunstâncias...
Já agora, alguém que me diga qual o acordo ortográfico aplicado nos últimos livros do prémio nobel português para eu saber se a aplicação de qualquer acordo é um direito ou uma obrigação de quem escreve ou se também é um direito ou uma obrigação de quem lê...
Aqueles muitos leitores dos livros do autor do "cus de judas" devem saber perfeitamente que se pode ser um autor altamente reputado e considerado e lido e consumido sem aplicar qualquer acordo ortográfico e, parecendo-me, estar-se nas tintas para os acordos ortográficos e para todos os que discutem, muitas vezes sem conhecimento, estas questões linguísticas que condicionam o desenvolvimento da língua portuguesa, colocando milhões de faladores do português na dúvida sobre o que fazem para se entenderem por esse mundo fora.
Cá por mim, é como calhar e não sei qual o corretor ortográfico que utilizo neste texto, mas quando sei qual é, utilizo o velho ou novo de minha livre vontade e não porque o jornal me obriga a utilizar o novo ou porque não gosto deste e adoro aquele.
Graças aos deuses que os jornalistas faladores e comentadores de microfone e utilizadores do teleponto não têm que se preocupar com estas coisas do acordo...
 

7.5.16

O "então" e o "também"

Os tiques e as expressões linguísticas têm o seu tempo, sucedendo-se umas às outras como se a linguagem fosse sendo  construída num "co ntinuum", sem qualquer razão aparente.
Todos se lembram daquela que correu mundo e seus arredores com origem no porto, atribuída ao pintinho que a imortalizou "penso eu de que...", chegando ainda aos nossos dias com algumas variantes como "tenho a informar de que...", "esclareço de que...", " estou convencido de que...".
Nos primeiros tempos da crise, que ainda continua, viemos a ter conhecimento que o dicionário português contemplava a expressão "resiliência", totalmente desconhecida para mim, sendo que a ignorância era minha, que não podia der atribuída a uma falha do dicionário. Ela estava lá, e lá continua, para que os tecnocratas europeus nos ensinem alguma coisa e justifiquem a sua existência.
Vinda de paris, via sócrates, passámos a usar a expressão "narrativa" para catalogar qualquer coisa que não se sabia bem o que era, pelo que passou a ser "narrativa", principalmente no meio dos comentadores, que gostam muito de narrar as nossas narrativas.
Muito utilizada pelos comentadores e relatores desportivos vamos encontrar uma outra, que é um primado de beleza gramatical, quando pretendem introduzir na frase uma determinada informação ou observação e dizem "...ele que...".
Eu gosto muito desta porque tem a ver com um elevado conhecimento da gramática da língua portuguesa, que pode parecer do desconhecimento da maioria do pessoal que fala português por esse mundo fora e nada melhor que o futebol para chegar a toda a gente que se quer aculturar...
Mas a delícia de todas elas e que está no topo da criatividade e da inovação e da actualidade é o "então" e, em menor escala, o "também".
O  "então" e o "também", usados a torto e a direito, com sentido e sem sentido, a propósito e a despropósito, em qualquer lugar e em qualquer tempo, com significado e sem significado, fazem parte do mundo dos jornalistas de microfone, como se estes fossem pagos pelo número de vezes que nos atiram com tais palavras no tempo de uma reportagem, que muito poucas vezes dura mais que um minuto.
O mais curioso é que lá encontramos uma meia dúzia de vezes estas palavras bem e a propósito utilizadas numa leitura de duzentas ou trezentas páginas de um qualquer livro ou até nos textos lidos por apresentadores de telejornais.
Tudo me leva a crer que que o mundo da fala permite todos os dislates possíveis e imaginários, mas o mundo da escrita é bem mais exigente.
Talvez seja por isto que temos jornalistas de microfone e jornalistas de esferográfica...
Vá se lá entender o significado e a razão destas coisas...
E então?
Às vezes vale a pena mudar de canal... 

15.3.16

A sustentabilidade

A "sustentabilidade" entrou há bem poucos anos no vocabulário nacional, ocupando páginas de jornais, minutos e minutos de televisão, discussões inacabadas na assembleia da república e quase todo o gato pingado manda umas bocas a propósito da sustentabilidade.
Nunca me tinha preocupado com a matéria a  ponto de ficar deveras preocupado com esta coisa da sustentabilidade.
Era a sustentabilidade do serviço nacional de saúde; era a sustentabilidade do sistema de pensões da segurança social; era a sustentabilidade da própria segurança social; era a sustentabilidade da sustentabilidade; era a sustentabilidade de tudo e de mais alguma coisa.
Mas nunca tinha ouvido que o subsistema de saúde da adse, isto é, o subsistema de saúde de alguns funcionários públicos podia estar com problemas de sustentabilidade daqui a uns quantos anos.
E vai daí, aparecem umas quantas vozes a discursar o mesmo discurso que sempre foi discursado quando interessava cascar e malhar nos funcionários públicos: o estado paga a saúde dos funcionários públicos quando o dinheiro pago pelos próprios não dá para a coisa, o quer dizer que a guita sai dos nossos impostos, como se os tais funcionários públicos não os pagassem também.
Raramente ouvi dizer, e quando o disseram, disseram-no com medo e com receio, que nada mais se devia e se esperava que o estado pagasse para as pensões e para o subsistema em vigor o que pagavam todos as entidades patronais para as reformas, pensões e saúde dos seus trabalhadores.
Quantos anos andou o estado sem pagar o que deveria pagar?
Quantos milhões não seriam devidos a um suposto "fundo de pensões" se à participação dos funcionários blicos se juntasse a participação do seu patrão?
Neste momento, quando a coisa está de saúde, alguém se vem lembrar que depois da saúde pode vir a doença e antes que se morra, seria bom que houvesse igualdade na morte, porque na vida nós já sabemos que não há.
Quem agora fala, fala do alto da sua sabedoria e da sua tranquilidade e olha para o rebanho como se fora o seu pastor...
Invejosos, pois não podem ver um pobre com uma camisa lavada...
Já agora: façam lá uma discussãozinha sobre a sustentabilidade da televisão pública sem os nossos impostos e sem as taxas pagas com a factura da electricidade...

11.3.16

O apelo

Gostei e adorei.
Gostei e adorei, não porque tivesse achado graça à coisa, mas porque provinha da boca de um ministro e até por se tratar do ministro da economia.
Não querem lá ver que o homem se lembrou de apelar aos portugueses, principalmente aos portugueses que residem ou trabalhem perto da fronteira com a espanha, para se absterem de encher os depósitos das suas viaturas nas bombas espanholas, pois deste modo estão a pagar impostos em espanha e, por consequência não os pagam em portugal.
Faltou dizer que é mau português todo aquele português que vai a espanha encher o depósito da sua viatura, devendo fazê-lo em  portugual, pois só assim é digno de ser considerado filho desta grande nação.
Diga-se em abono da verdade que se trata de uma verdade verdadeira quando o homem afirma que quando um português vai a espanha encher o depósito da sua viatura com combustível fornecido por uma bomba espanhola paga ali os impostos devidos e não os paga em portugal.
Não temos qualquer dificuldade em concordar com o ministro mas a questão não é essa: faria sentido perguntar ao ministro se ele ou alguém por ele fez as contas considerando os ganhos e as perdas por cada litro de combustível que os portugueses pagam em espanha deixando de pagar em portugal, incluindo todas as variáveis intervenientes no processo e não apenas os impostos.
Acredito piamente que o ministro estava a falar a sério quando fez tal apelo, mas esqueceu-se que está a apelar a todos aqueles que contam os cêntimos necessários para encher o depósito de combustível quer seja em portugal quer seja em espanha.
Nem sequer sei se lhe ficou bem fazer este apelo, quando sabe que não tem qualquer razão e também sabe que "vale" a pena fazer vinte ou trinta quilómetros para meter no depósito cinquenta litros de combustível numa qualquer bomba espanhola.
Mais valia,  senhor ministro, "taxar" devidamente a importação da áfrica do sul ou do peru ou do chile ou da nova zelândia ou da austrália ou de outro país qualquer do outro lado do mundo de uma vasta gama de produtos existentes em portugal.

9.3.16

Felicidades

Que os deuses o protejam, sempre e a toda a hora.
Dos outros.
E, principalmente, dele próprio.

7.3.16

O meio tempo

Quando estiver em portugal, não estará na inglaterra; quando estiver na inglaterra, não estará em portugal; quando andar de avião, sabe-se lá onde estará.
Mas alguém no seu perfeito juízo dará por falta da criatura quando não estiver onde deveria estar?
Alguém,de boa fé, julgará alguém por estar num determinado lugar e não estar noutro lugar, onde eventualmente e só eventualmente alguém pode precisar da sua atenção?
Deixemo-nos de palermices e entendamos que as duas coisas se revestem de um aspecto muito particular que dá pelo nome de "part time", mesmo que os respetivos patrões entendam que se trata de dois "full time".
Os juízos sobre esta insólita e estranha situação deriva do facto de o trabalho da assembleia da república ser considerado para alguns como uma coisa de se levar a sério, normalmente para aqueles que nada mais fazem ou sabem fazer e há alguns e para outros, os tais senhores disto tudo, como uma coisa para merecer um pouco de atenção e nunca preocupação,porque o salário é mijoruca e o que se faz não é digno de gente importante.
Há quem queira fazer parecer que a coisa deveria ser levado um pouco mais à séria, principalmente nos primeiros tempos, para que não se fique a pensar que  a cereja no topo do bolo não passa de uma compensação por alguma que se fez e que não se deveria ter feito ou pelos feito daquela maneira.
Todos lá terão as suas razões, mas o facto é que estar a tempo inteiro como representante do povo para o que foi devido e merecidamente eleito e ao mesmo tempo ocupar-se dos interesses de uma empresa privada que se serve e vive da miséria dos outros é um tanto ou quanto chocante e difícil de engolir sem que se tenha uma qualquer opinião menos própria sobre a matéria.
De qualquer modo, uns dizem que sim, outros dizem que não, mas tudo vai continuar como dantes: quem pode aproveita, quem não pode fica a chuchar no que tiver mais à mão...

O tempo livre

Não passam de uma cambada de invejosos: mal uma pessoa tenha uma oportunidade para tratar da vida logo se levantam as vozes dos que não acordaram com o cu voltado para a lua.
Nunca ninguém se pode esquecer que a vida não é mais que um momento e que esse momento não pode de modo algum ser desperdiçado. 
Esse tal momento só acontece uma vez, como a água só passa uma única vez por baixo da ponte. Depois virá mais, mas já é diferente da anterior e assim sucessivamente.
De modo que ninguém poderá negar a ninguém a hipótese única de aproveitar a única dádiva que se deve aceitar de bom grado: compor a vida.
A madama não teve mais que agarrar com unhas e dentes a rara oportunidade que lhe deram de tratar do seu bem-estar bem como o da sua família com custos totalmente marginais.
Mesmo que fossem cinco dias por mês a sua ocupação a troco duns largos milhares de euros não me digam que era matéria para se rejeitar, mesmo que estivesse em causa uma falsa moral relacionada com o seu mandato de eleita ao serviço do povo.
Este povo nem sequer a leva a mal por aceitar e exercer, ao mesmo tempo, dois papéis completamente diferentes um do outro.
Uma pessoa inteligente com muitas capacidades não teme nem sequer se questiona se pode ou não pode ou se é capaz não de desempenhar dois papeis diametralmente opostos no seu significado. O que importa é que o desempenho de um não prejudique o desempenho do outro, até porque não está desacompanhada nesta matéria.
Quantos são os eleitos que se dedicam de alma e coração ao cumprimento do mandato para que foram eleitos sem terem mais qualquer coisinha que lhes ocupe o tempo livre?
Nem toda a gente se questiona sobre a moral, a ética e os bons costumes quando está em causa uma conta bancária disponível para receber todos os meses uns milhares sem se se saber nem como nem porquê, mas tão somente porque um dia se exerceu uma função adequada a ser reconhecida num determinado momento e em seu devido tempo.
Dirão as más línguas que não se tem tempo para desempenhar e a contento de todos dois papéis altamente exigentes, mas está bem de ver que se um a pode ocupar durante quatro ou cinco dias por mês, o outro  pode esperar porque não vai mal ao mundo, que é como quem diz, a república não se vai queixar...
Eu também não.
Que lhe faça bom proveito.
Mas, porque é que os "beefs" se lembraram desta?


4.3.16

O culpado

Nos dias que correm, a fábula do lobo e do cordeiro diz muito pouca coisa ao pessoal que se habituou a desligar de encontrar as causas das coisas e estar atento apenas ao que nos pode dar um proveito direto.
Que é como quem diz: pouco me interessa se me querem imputar qualquer tipo de responsabilidade pelo que faço, se o que fiz tem por base aquilo que outro fez.
Bem vistas as coisas a senhora tem razão: como posso eu assumir a responsabilidade de uma decisão que não é minha, que contraria uma decisão que é minha, mas se produziu tendo por base uma coisa que uma terceira pessoa fez?
Como se torna evidente, a anulação ou a nulidade de um ato, pressupõe com toda a evidência que esteja em vigor esse mesmo acto.
Contudo se quem anulou ou  considerou a sua nulidade não foi o autor desse mesmo ato, é razoável e plausível que a responsabilidade de tudo o que sucedeu posteriormente se deva atribuir a quem praticou o ato inicial.
Sempre estive convencido que o desgraçado do afonso henriques nunca deveria ter nascido e que se se o tivesse feito de livre vontade deveria tal nascimento ter ocorrido lá para a índia, no pressuposto da sua existência naqueles tempos...
Do mesmo, aquele sacristas do beato e do fradeco de avis deveriam ser chamados à responsabilidade por terem chateado os filipes quando estavam a governar esta terra miserável que só dava chatices.
Mas não... Armaram-se em valentões e não descansaram enquanto não fizeram asneira da grossa.
E agora pagamos nós.
O engenheiro, então primeiro, terá deixado fazer ou fez merda da grossa.
A madama quis ficar bem aos olhos do pessoal e trata de mandar às urtigas quem deveria ser mandado às urtigas, mas de modos decentes e educados, reais e legais.
Vai daí, lavam-se as mãos da porcaria feita e identifica-se o culpado: o engenheiro, quando foi primeiro, por responsabilidade da teresa, que nunca deveria ter nascido...


26.2.16

A medalha

Desde há uns tempos a esta parte tenho mantido permanentemente o telemóvel dentro do bolso e, quando tal se torna impossível por qualquer motivo, saco do telefone fixo e faço-o meu companheiro e cúmplice de todos os meus atos.
Não posso e não quero perder a oportunidade de atender a tão esperada chamada com origem em belém para me dar a informação que, finalmente, chegou a minha vez de ser condecorado antes de o atual residente assentar arraiais lá bem para o sul onde não chateie ninguém.
Não tenho razões para duvidar do merecimento da atribuição de uma medalha à minha pessoa pelo simples facto de ver atribuídas as ditas a outros indivíduos que pouco ou nada fizeram para a merecer.
De modo que e bem vistas as coisas, o facto de se ser um cidadão normal, cumpridor de todas as suas obrigações sociais, morais, políticas, fiscais e tudo o mais, é motivo suficiente para ostentar ao peito a merecida medalha atribuída por quem de direito.
Tenho na minha coleção de medalhas umas quantas que me foram oferecidas  por muito menos mérito do que me é agora devido pelo simples motivo de nunca ter fugido ao pagamento de impostos e nunca ter aldrabado o estado em tudo e em mais alguma coisa.
Certamente que o que acabo de afirmar não será, não tenho muitas dúvidas disso, o caso de muito dos felizes contemplados com uma medalha que aguarda pacientemente até ao limite do tempo.
É verdade que já tenho umas recordações também deveras importantes como sejam uma lembrança oferecida pelo glorioso passados os vinte e cinco anos de sócio, o mesmo sucedendo com o acp.
Mas isto  nada tem a ver com uma medalhinha atribuída por tão eminente personalidade da nação.
Continuo a aguardar, porque ainda faltam uns dias para que o pessoal se veja livre desta fabulosa criatura que vamos deixar de ver de vez em quando ao serviço do povo para  nos fazer lembrar que os nossos pecados não foram perdoados e que continua a sua dolorosa expiação...
Vou lamentar profundamente a ausência de uma medalha e juro, aqui e agora, que nunca perdoarei tamanha afronta ao mérito de quem merece...

25.2.16

A experiência

Não sei o que mais fazer para resolver o meu magno problema.
Não se trata da discussão do orçamento; não se trata de saber se a austeridade acabou, se a austeridade continuou; não me interessa discutir seja o que for que ponha em causa esta obra magistral de homens mais magistrais ainda que dá pelo nome de "União Europeia".
E também não se trata de estar preocupado pela saída ou permanência dos ingleses na união.
A bem dizer estou-me perfeitamente nas tintas para tudo isto e também me estou totalmente nas tintas para a falência do maior banco privado alemão.
Por muito menos caiu o carmo e a trindade aqui em portugal e eu nem soube do que se tratou.
O que realmente me preocupa é ser ou não ser capaz de enviar para este sítio os meus textos escritos a partir do editor habitual, isto é, o meu editor habitual...
Este assunto dá-me a volta aos intestinos de tal modo que ando permanentemente chateado com esta matéria. e com umas fortes dores de cabeça, que me indique de prestação ao enormíssimo problema da ética na arbitragem do futebol português.
Na verdade não sei se ando chateado com esta dificuldade se com o facto de a europa continuar a ser inundada com pessoal a fugir da guerra alimentada pelos fabricantes e vendedores europeus de armas que tornam a guerra possível ali para aqueles lados.
Mas como o mundo é um mundo de hipocrisia total, que tudo continue na mesma, apesar de não ser capaz de publicar mensagens a partir do meu editor preferido.
Até quando?
Até quando for...

3.1.16

Os desejos

Por estes dias, toda a minha gente desata a formular desejos e a fazer pedidos quase todos no sentido de acentuar o egoísmo universal.
Desta vez, vou pedir duas ou tgrês coisas para o bem de todo o mundo e arredores, ficando desde logo convencido da nulidade dos seus efeitos.
Contudo, a esperança em dias melhores não se desvanece pelo facto de se perder  uma batalha quando a guerra continua.
Aqui vai:
Em primeiro lugar, desejo que os comentadores, os politólogos, os especialistas e todos os outros que botam faladura  não se esqueçam de continuar a brindar-nos com a expressão "digamos assim", pois não queremos ficar privados de uma das melhores coisas quje essa gente nos pode oferecer:a transição para o esquecimento.
Em segundo lugar, peço aos deuses dos céus e das terras que continuem a iluminar as mentes dos nossos jornalistas e repórteres do microfone para que nunca se esqueçam de utilizar a cada cinco segundos das suas intervenções microfónicas a expressão "então". Sem ela estaremos privados do sentido, da clareza, da verdade, da certeza, da qualidade do jornalismo praticado nos nossos canais de informação. Já me chega que os jornalistas, leitores de notícias, me privem de ouvir aquela sonoridade musical do advérbio ainda pouco utilizado pelo pessoal, cujo instrumento fálico agora já colorido utilizado nas suas funções me faz lembrar um "bordalo de cabeça encarnada".
Por último e não menos importante queria chamar a atenção dos canais de televisão para uma carência inadmissível que não podemos suportar por muito mais tempo: precisamos urgentemente de mais uma hora de emissão, pelo menos, durante a manhã e durante a tarde, dedicada exclusivamente ao desporto rei, isto é, o "futebol". Pode parecer estranho, mas o que temos na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado e ao domingo pela noite não satisfaz as necessidades do pessoal, tanto mais que nas manhãs e nas tarde de todos os dias estamos cheios daqueles programas altamente culturais que nos fazem mal à cabeça e que abusam do 760...

1.1.16

A chuva primeira

Já começou e com chuva!!!
É um dos  meus desejos:  que chova até que os regatos, os ribeiros, os rios, as barragens, as nascentes, os lençóis freáticos fiquem de tal modo cheios que satisfaçam todas as nossas necessidades.
Outros poderiam ser citados, mas ficam nos meus neurónios, esperando ansiosamente que se cumpram: o mundo ficaria melhor.
Mas se não forem cumpridos na totalidade, pelos menos que dois ou três se tornem realidade para que Portugal seja um pouco mais liberto de passarões...
Bem vistas as coisas eu já ficava satisfeito com ver na prisão dois ou três tipos que tornaram este país um dos mais miseráveis da europa.
Talvez que os deuses se entusiasmem de tal modo que esta terra comece a ter uma razão de ser,   de estar e de existir.
Amanhã a realidade da situação vai entrar na cabeça de cada um e todos iniciaremos mais uma caminhada, sem que se vislumbre o carreiro que se deve seguir, pois não temos um sinal nem uma estrela que nos mostre a direcção certa...
Veremos até onde vamos chegar... 

31.12.15

Já foi

Já foi.
Não fico com saudades da porcaria, da javardice, da sacanice, da albrabice, da roubalheira...
E muito menos de javardos, de sacanas, de aldrabões, de gatunos...
Salve-se a alma lusitana, na qual deposito as justas esperanças de uma vida melhor...
Será nossa... de todos os que aspiram à paz e à liberdade sem necessidade de pisar os outros...