17.3.07

Sentença

Não morro de amores nem sequer tenho grande simpatia pelos polícias e pelos guardas-republicanos, principalmente quando se arvoram em juízes ou guardiães da democracia através de actuações injustificadas e inadequadas à realidade. E muito menos quando actuam “encapuçados” ou disfarçados de pessoas normais, mas com o cartão no bolso e a arma convenientemente escondida, esperando pelas distracções do pessoal.

 

E é nessas situações e actuações, que, às vezes, as coisas não correm como esperam.

 

Parece que os polícias e os guardas se esquecem que há sujeitos por aí fora que gostam e sentem o prazer imenso de chatear ou pisar os calcanhares aos ditos.

 

Vão aparecendo esses tipos que, perante situações dúbias ou duvidosas sobre os procedimentos dos polícias e dos guardas, não têm problemas em correr os devidos riscos para dizer aos fulanos que a democracia nem sempre é como eles querem.

 

O que é que se há-de fazer quando acontecem coisas como aquela sentença de um juiz de Coimbra que decidiu a favor de um condutor que fora multado por excesso de velocidade por uma equipa de guardas/polícias devidamente disfarçados, senão esperar por um ataque de risos e manifestar uma satisfação plena e total por alguém ter chegado para os guardas do templo.

 

Não é que me tivesse dado grande alegria esta sentença do juiz de Coimbra, dadas as consequências que daí podem advir, principalmente no que se refere ao comportamentos dos automobilistas que usam e abusam das capacidades dos seus veículos em andar depressa…

 

Mas é da vida! Tanto mais que não é só por cá que acontecem estas coisas: ontem mesmo noticiava-se que um juiz espanhol considerou “não perigosa” uma condução a duzentos e sessenta e nove quilómetros por hora!!!

 

Mas na Segunda Circular lá está a sinalização dos oitenta quilómetros hora!!!

 

Temos tão poucas alegrias nestas coisas dos automóveis que sentenças destas servem para afagar o “ego” de quem anda na estrada sempre nos limites ou a excedê-los…

 

 

 

16.3.07

Remédio

Naquelas conversas malucas e quando se pretende dizer algumas coisas sérias à maneira de brincadeira, chegamos sempre à conclusão que estamos num País do “faz de conta” e que nada vai para a frente sem ser à cacetada.

 

Bem vistas as coisas, alguém anda rir-se delas e mais não faz que divertir-se à grande com esta porcaria toda, pois só assim é que não se vai à farmácia buscar qualquer droga para o stress ou, mais grave (?), para a depressão…

 

Mas de repente lembrei-me de um remédio santo para a cura do mal crónico da República, sem que seja necessário usar o cacete ou a famosa, senão saudosa, moca…

 

Então tomem nota, mas antes uma advertência: o remédio fica dado, mas não me responsabilizo por arranjar quem vai resolver o problema para depois da cura…

 

Aqui vai então: retirar da circulação, isto é, de todos os circuitos do poder, todas as sumidades que são ou já foram membros de qualquer governo desde mil novecentos e quarenta; retirar da circulação, isto é, de todos os circuitos do poder, todas as sumidades que são ou já foram vereadores e presidente de câmara; retirar da circulação todas as sumidades que são ou já foram membros de administrações de empresas públicas; suspender da circulação por um período de dez anos todos os jovens até aos trinta anos que são ou já foram deputados, membros do governo, membros de administrações de empresas públicas como resultado de pertencerem a juventudes partidárias…Aos deputados apenas lhe condicionava o acesso aos órgãos de informação, principalmente à televisão…a não ser que fossem representantes de pequenos accionistas de empresas que já foram públicas…

 

Depois disto, fazia eleições e começava uma nova era…

 

Que mal fiz eu à SOCIEDADE para ter que gramar com esta gente às horas mais incríveis?

 

Será que não mereço, ao fim de tantos anos de trabalho e de ouvir quase que por obrigação uivos das mais diversas tonalidades, será que não mereço um pouco de descanso?

 

Por alguma razão a minha ocupação mais séria e serena é ver telenovelas portuguesas…

 

Bastam as gordas dos jornais e meia hora de atenção…

 

Ou estão convencidos que aguento mais de cinco minutos dos prós e contras…?

8.3.07

Assinatura mensal

No rescaldo da opa, tive a oportunidade de ouvir o Presidente da PT lamentar-se por uma certa descriminação relativamente aos concorrentes, porque a estes foi permitido e à sua empresa ainda não foi permitido.

 

Agucei mais o ouvido e pareceu-me ouvir que o Presidente da PT estava magoado não sei com quem por ainda não ter sido permitido à PT acabar com a assinatura mensal, o que já acontece com os outros operadores.

 

Agucei ainda mais o ouvido e tive a sensação de ouvir o Presidente da PT que ainda não lhe fora permitido acabar com a assinatura mensal, porque a PT já o queria fazer há uns quantos anos, mas… (deveria ter ouvido mal) a PT queria qualquer coisa como englobar a assinatura nos custos das chamadas telefónicas, à semelhança do que acontece com os seus concorrentes.

 

Fiquei baralhado com esta informação, porque andava convencido que a PT não acabava com a assinatura porque não queria e não porque não a deixavam.

 

Fiquei totalmente baralhado por não ter percebido aquela história de incluir a assinatura nos custos das chamadas como fazem os seus concorrentes…

 

Não percebi pura e simplesmente: é que eu tenho a consciência (não digo certeza) que o custo da chamada da PT é superior ao custo da chamada feita através dos outros concorrentes… e se já estão a incluir o custo da assinatura no custo das chamadas, então é que assenta que nem uma luva aquela famosa e popular expressão “… é fartar vilanagem…”.

 

Tenho muita pela PT, tenho uma profunda admiração pelo Presidente da PT tão só porque não o deixam fazer o que ele quer fazer!!!

 

Eu pensava que para acabar com a assinatura mensal do telefone era só a PT querer, mas parece que não é bem assim… !!!

 

Então quem não deixa?

 

Será que quem não deixou a opa funcionar também não deixa acabar a assinatura do telefone?

 

Só nos faltava isto…

 

 

4.3.07

O que já foi

Quem se deixa apanhar pelos hábitos está mesmo tramado da vida: passar grande parte do seu tempo totalmente ocupado a não fazer nada, isto é, a fazer o que muito bem lhe apetece dá origem a situações um tanto ou quanto complicadas.

 

Claro que quando se nos depara a obrigação de produzir um qualquer trabalhinho com hora marcada, a inércia ainda manda alguma coisa: primeira que a máquina se ponha a rolar já passados estão uns quantos dias e a data marcada está quase a chegar…

 

Daí que não tenha tido a oportunidade de opinar sobre umas quantas coisas da nova interessantíssima vida política portuguesa, mas ainda estou a tempo de dedicar duas linhas e meia àquela inestimável conferência de imprensa do homem que não foi, que foi e que deixou de ser, mas que quer ser outra vez qualquer coisa de um partido que é o mesmo, mas que não será o mesmo porque ele sendo o mesmo também será um opositor de peso ao actual Primeiro.

 

Ao fim e ao cabo todos devemos estar conscientes que Portugal e, por consequência, o Mundo não pode ficar sem o PP e muito menos sem o PP: seria uma perda tão grande, tão grande, tão grande… que deixaria de ser perda para ser o drama do Universo e de todos os seus arredores.

 

O que é que se há-de fazer: sempre ouvir dizer que “… presunção e água benta, cada um toma a que quer…” e a mais não está obrigado.

 

Se o homem pensa em grande… não somos nós que vamos ficar pequenos, porque na hora do voto, vota quem vota e ninguém tem rigorosamente nada a ver com o que pôe no voto: se uma cruz dentro do quadradinho, se outra coisa qualquer ou mesmo se coisa nenhuma…

 

Isto está tão parado, que bem merecemos um congresso…

 

Saloiice

Enquanto não termina aquele grandioso espectáculo da bola a decorrer lá para os lados de VC, onde as estrelas brilham a grande altura, devidamente ofuscadas pelo eclipse lunar, lembrei-me do desfecho do negócio do século que esteve prestes a realizar-se em Portugal.

 

E estava… não fora o procedimento mesquinho, vergonhoso e envergonhado do Estado Português, através do seu Banco: votar contra a desblindagem do capital da PT de modo a inviabilizar a OPA do Engenheiro.

 

Devo dizer que não sou accionista do Engenheiro e também não sou accionista da PT e não sou accionista de coisa alguma, porque as únicas acções que comprei, pelo que sou accionista, são do maior clube de futebol do mundo e arredores, cuja sede dá pelo nome de “Catedral”… ( Esta foi boa…).

 

Então um Estado, então um Governo, então uma economia que se dizem estar integrados no “Mercado” de capitais livre, aberto, nacional, internacional, mundial, liberal, e tudo o mais que queiram, vai votar contra uma medida já condenada por esse mesmo mercado, mas que em Portugal ainda se guarda com unhas e dentes?

 

É preciso ter vistas curtas: ao menos que fosse o Mercado a negar ao Engenheiro o que o Engenheiro queria: os detentores das acções não vendiam e o Engenheiro não comprava; agora ser o Estado a tomar parte na brincadeira…e a decidir o resultado…

 

Lembrei-me de quando o Engenheiro quis comprar o BPA e o Estado não deixou, para mais tarde já deixar, mas não ao Engenheiro. Lembrei-me também do que se passou em Espanha com a Endesa: para a Gás Natural não, para os alemães já pode ser...

 

Inveja e mais inveja e mais inveja…como se os euros dos euros fossem melhores que os meus…Saloiice…

 

Mas as coisas não vão ficar como estavam: o Engenheiro atirou uma pedra que apanhou a PT mesmo no centro da tola: vai ter que vender alguma coisa para pagar as promessas feitas porque os milhões prometidos não cabem no euromilhões, tanto mais que os jogos de azar não têm tanta falta de dignidade como o capital público português representado na PT.

 

Deixe lá, Engenheiro!!! O mal está feito…

 

19.2.07

Assim é que é

Cá no Continente já sabíamos que a Madeira ia ficar sem governo, uma vez que o respectivo se ia demitir em protesto contra a lei das finanças regionais, a qual vai colocar um pequeno freio nos desmandos do dito.

Vai haver eleições, com os mesmos candidatos e com os mesmos vencedores e com os mesmos derrotados, mas também com as mesmas leis colonialistas socialistas do Continente e tudo isto para que o Governo da Madeira se possa adaptar convenientemente às exigências da lei condicionante do desenvolvimento económico da Madeira.

Claro que não se trata de ter uns quantos euros a menos para transportar água para Porto Santo e regar  o campo de golf…

Eu acho muito bem que o Presidente do GRM tenha apresentado a sua demissão, eu acho muito bem que o Presidente da R a aceite e também acho muito bem que haja novas eleições e ainda acho muito bem que os mesmos candidatos se candidatem e ainda que ganhem os mesmos e fiquem derrotados também os mesmos…

Mas espero que a lei não seja mudada por causa da birra política deste homem, que está muito certo em reformular as novas promessas ao Povo da Madeira, dado que as feitas anteriormente não podem ser cumpridas devido aos cortes financeiros dos fascistas socialistas de Lisboa!

Dignidade acima de tudo: se fiz promessas que não posso cumprir por responsabilidade de terceiros, manda a coerência que haja demissão e nova eleição, para que todos vejam quem tem razão ao querer mais umas guitas para fazer mais e melhores promessas para as gentes da Madeira…

Não faço a mínima ideia do que o homem vai ter a mais do que tem agora, mas seriedade é seriedade e não se pode andar a brincar com o voto do Povo…, principalmente se esse Povo é o da Madeira que só pode ser dirigido e comandado pelo glorioso…

Bem vistas as coisas só temos a lamentar que os incompetentes socialistas e outros quejandos políticos da Madeira e os malandros dos colonialistas socialistas de Lisboa tenham provocado toda esta palhaçada por causa de quarenta ou cinquentas milhões de euros…

Acho que não valia a pena, se tivermos na devida conta que o Carnaval da Ilha pagava tudo isso e muito mais e não havia necessidade de estar a condenar à miséria uns quantos milhares de madeirenses que agora vão ficar no desemprego…

Eu acho que todos devemos agradecer aos deuses por o homem se ter demitido, ser candidato e ser vencedor e ficar-se por aí… pois seria bem pior para todos nós os colonialistas do Continente, socialistas incluídos, se o homem se lembrasse de boicotar o envio de banana…

 

 

16.2.07

Sanguessugas e carraças

Houvesse impunidade e pouca vergonha… e nunca teríamos conhecimento de muitos episódios escabrosos que a nossa política de vão de escada e de meia tigela nos vai oferecendo quase diariamente.

Pensávamos, pensávamos mesmo?, que neste ciclo político-partidário haveria um pouco mais de cuidado com as broncas da nossa vida e que seria exercida uma maior pressão sobre esta gente sempre convencida de que o poder pode fazer tudo e mais alguma coisa sem dar contas a ninguém.

Muita gente ficou convencida que o discurso fácil, mas convincente, do Primeiro era mais que suficiente para travar o voraz apetite pela boa vida que representa a possibilidade de engordar a conta bancária não por conta do euromilhões, mas à custa de jogos, malabarismos e piruetas na segurança do orçamento.

Mas parece que o Primeiro rapidamente está a perder o controlo desta coisa: uns quantos falam demais, outros tantos falam de menos, mas temos uns que continuam no silêncio da moral e dos bons costumes a viver à grande e à francesa, na convicção de que aqui, neste País, tudo se faz e tudo se pode fazer, desde que se olhe com atenção a tudo o que os rodeia.

O nível de confiança vai baixando e, qualquer dia, saberemos que quem deu, também o vai tirar, isto é: os votos que colocaram o engenheiro no posto de Primeiro serão rigorosamente os mesmos que o vão mandar às urtigas…

Já aconteceu muito recentemente e irá acontecer muito rapidamente: não haja decência cívica e moral política para cortar as ervas daninhas e queimar toda a porcaria malcheirosa…

No topo da carreira, mas ainda a uns anos da reforma, que coisa melhor pode acontecer a um cidadão trabalhador que “negociar” a sua “demissão” a troco de uma choruda indemnização de umas quantas dezenas de milhar de euros?

Haverá coisa melhor?

Pois parece que sim!!! E essa coisa melhor é receber uma choruda indemnização de umas quantas dezenas de milhar de euros e pouco depois ser contratado por uma outra empresa do mesmo dono e da mesma (?) actividade a ganhar uns pouquinhos milhares de euros por mês…

Olhe, Senhor Primeiro, se o Presidente das tais empresas ainda não acabou com a pouca vergonha, se o Ministro competente ainda não debelou a bagunça e o descaramento reinante, então o Senhor não pode deixar as coisas por mãos alheias: anule o negócio, demita o Presidente das empresas envolvidas, demita o Ministro e compre a primeira página de todos os jornais a anunciar a sua acção.

Ficaria com a certeza de que o pessoal recomeçava a sentir total confiança em si…

As sanguessugas e as carraças, sabe de que vivem?

 

14.2.07

As Duas Torres

Decorria o meu passeio nocturno pelas imediações da catedral do consumo e vai daí que deparei com uns taipais tipo “encaminhador de multidões” a ocupar grande parte da calçada.

Pensei que se tratasse dos preparativos para a grande noite europeia do Glorioso, mas não me cheirou lá muito bem porque havia qualquer coisa pendurada da estrutura que não podia estar relacionada com a bola.

Dediquei um pouco mais de atenção àquilo e foi então que me entrou pelos olhos dentro cerca de meio metro quadrado de informação muito igual ou semelhante, conforme queiram, àqueles “cartazes” que estão nas obras a falar do alvará, do projecto de construção, da duração, do não sei quantos, dos pisos, dos usos, dos não sei quantos, das datas e mais não sei o quê…

Mas estranhei porque lia “deferimento tácito”, “13 pisos acima…”, “52 meses”, “escritórios”, “acórdão do STA de…”

Lembrei-me da maqueta da catedral do consumo e visualizei as tais famosas duas torres, que tantos problemas deram ao Sampaio, ao Soares, ao Soares, ao Santana, ao Carmona…

Está tudo resolvido: o Colombo vai ter as suas duas torres e os residentes vão ter o seu calvário durante os próximos cinco anos…

Quem se lembra do que foi, talvez faça uma ideia do que será…

Por mim, que vi nascer grande parte do Bairro chamado da “Quinta da Luz”, certamente que não deverá estranhar que se aproxima mais um longo inferno… a bem da justiça por conta dos direitos adquiridos, que, como sempre, só para uns existem, pois que para outros quem os concedeu também os levou…

Do fraco, do pobre, do triste e do miserável…

 

12.2.07

A Vitória

Queriam um Referendo? Pois tiveram um Referendo.

Queriam a vitória do Sim? Pois tiveram a vitória do Sim.

Queriam a vitória do Não? Pois tiveram a vitória do Não.

Queriam a vitória da Abstenção? Pois tiveram a vitória da Abstenção.

Assim: sem mais nem mais: todos queriam ganhar, todos ganharam.

Só a Democracia perdeu e eu também porque fiz cerca de cento e oitenta quilómetros para votar nos que queriam ganhar… e deixei aqueles ares puros do Alentejo profundo para vir votar à minha mesa de voto…

Ainda consegui ouvir umas quantas palavras dos importantes desta terra: uns, porque são dirigentes de partidos políticos, outros porque são convidados das televisões para mandarem faladura de vez em quando e dizer aquilo que é óbvio e que não acrescenta coisa alguma ao que todos já sabemos.

A não ser aquela coisa do Professor que votou nos que ganharam…

A gente ouve cada coisa que até me espanto com tanta inteligência à solta e eu sem pitada dela para entender estas hipocrisias todas e estes hipócritas todos.

O que mais me chateia é eu ter a certeza de que se gastaram uns quantos milhões sem qualquer utilidade; que se envolveram enormes energias pessoais e colectivas para alimentar uma farsa que estava à vista de todos: quem antes fazia vai continuar a fazer; quem antes fazia bem vai continuar a fazer bem; quem antes fazia mal vai continuar a fazer mal; mas…

Não deixa de haver alguma coisa de positivo nesta palhaçada toda: tivemos à luz do dia uns quantos palhaços que nos faziam crer que a palhaçada nunca existiu, apesar de todos os palhaços demonstrarem o contrário…

E valeu a pena termos passado por tudo isto só pelo facto de podermos ouvir o Presidente da Ordem dos Médicos a afirmar, do alto da sua sapiência, que “… os médicos juraram defender a vida desde o princípio…”!!!

Desde o princípio de quê: desde o princípio de ser médico; desde o princípio da vida; desde o princípio das duas coisas…???

“Desde o princípio” significa o quê?

Desde o princípio eu sabia que este nosso Primeiro é mesmo diabólico: vem arrumando, desde o princípio, com os seus adversários e agora acaba de arrumar com uns quantos jovens socialistas que, pelo facto de serem jovens e socialistas, pensam que a despenalização da interrupção voluntária da gravidez está relacionada com a não utilização do preservativo nas relações sexuais…

Espero bem que o próximo referendo seja utilizado para saber a opinião do Povo sobre a Regionalização.

8.2.07

2067

Já por diversas vezes que tenho tentado falar de uma notícia do jornal La Vanguardia, mas as circunstâncias não se proporcionaram e lá se tem ido o assunto.

Um destes dias o referido jornal fazia-se eco de um estudo feito em Espanha sobre a sexualidade dos espanhóis, que não da espanholas, e adiantava que, lá para o ano de dois mil e sessenta e sete (2067) os espermatozóides espanhóis não teriam qualquer mobilidade, isto é, que daqui a sessenta anos aqueles bichinhos, agora endiabrados, não teriam qualquer movimento, pelo que para bom entendedor o que aqui digo é perfeitamente suficiente.

Lamento profundamente que a coisa só aconteça lá para o ano de dois mil e sessenta e sete, uma verdadeira eternidade para as actuais gerações…

Não temos a nossa frente grandes soluções, mas espero que o pessoal continue a respirar o ar deste mar salgado e o mais importante a continuar subdesenvolvido porque daqui a sessenta anos são umas quantas luas e a Espanha é logo ali na próxima estação do TGV, que já deve estar construído e a funcionar.

O pessoal para lá da fronteira não se preocupe muito com as conclusões do estudo porque os amigos são para as ocasiões, mesmo que estas exijam alguns sacrifícios, e os irmãos, salvo seja, também podem servir para estas coisas.

De resto podemos andar todos descansados porque lá para o ano de 2067 estas gentes e estes povos serão denominados e cognominados de “ibéricos”, pelo que não haverá ofensa em resolver o problema de cada um… tudo ficará para cá dos Pirenéus…mas se houver necessidade, o que é mais que certo, não teremos quaisquer problemas em passar por aqueles montes com neve ou sem ela… e dar uma ajudinha aos gauleses…

Dois mil e sessenta e sete? Não haverá engano? Não será dois e quarenta e sete?

Com um pouco de sorte…

 

6.2.07

Dezoito mil milhões

No último texto aqui publicado fiz referência aos montantes de dívidas ao fisco que foram cobrados durante o ano de dois mil e seis, referindo também os milhões que se previam recolher durante o corrente ano.

Nos jornais de hoje aparecem referências aos montantes em dívida ao Estado por particulares e por empresas, sendo que são apontados entre dezasseis a dezoito mil milhões de euros…

Coisa pouca!!!

Mas coisa que daria para construir a OTA e o TGV e, certamente, que ainda sobrariam uns quantos milhões para pagar uma viagem de comboio de alta velocidade a todo o pessoal que esteja envolvido na construção dessa infra-estrutura…

Claro que estes milhões são de dívidas ao Estado, pelo que estão no lado indevido e errado: nos cofres do Estado ou investidos na coisa pública e não nos bolsos dos particulares e dos accionistas para deleite de uns quantos espertos…

Importa deixar aqui umas quantas perguntas, cuja resposta não me interessa conhecer, pois o que importava certamente saber é o nível de responsabilidade de cada um nesta pouca vergonha.

Onde estavam os Primeiros-ministros, onde estavam os Ministros, onde estavam os Secretários de Estado, onde estavam os Directores Gerais, onde estavam todos os que podem ser responsabilizados por esta imensa fraude que se verifica de há uns anos para cá? Impávidos e serenos a governar com dedicação e inteligência ao serviço de Portugal com espírito de missão…

Que fizeram estes senhores para prevenir, para remediar, para sarar, para sanar, para alterar o estado desta pouca vergonha nacional e dar alguma dignidade às funções que desempenharam???

Ficam-se por constatar os factos, lamentar o sucedido, prometer acção e tudo a continuar na paz podre da política à portuguesa.

Alguém foi julgado, alguém foi parar à cadeia, alguém foi demitido, alguém não foi premiado quando abandonou o nobre exercício dessas mui nobres funções???

Estes milhões todos fazem parecer uma brincadeira de crianças os discursos de todos os políticos sobre défice e medidas para o controlar e para o manter dentro dos limites impostos pela EU.

E isto é só de dívidas…!!!

Falta saber e ter conhecimento de uma simples previsão do montante de fuga aos impostos que se verifica diariamente neste País pelos actos comerciais não taxados e por aquela coisa que todos apelidam de “economia paralela”…

Venham de lá essas prisões…

5.2.07

Milhões

Hoje ouvi o Senhor Ministro dos impostos a anunciar ao povo que a cobrança de dívidas em dois mil e seis tinha ultrapassado todas as expectativas, pois previa-se mil e quinhentos milhões e entraram nos cofres públicos um pouco mais, isto é, mais uma bagatela de quarenta e seis milhões.

Anunciou também que em dois mil e sete estão previstos mil e seiscentos milhões…

Se tivermos presente que em dois mil e cinco foram uns quantos milhões, que em dois mil e seis foram estes milhões e que em dois mil e sete continuarão a cair os milhões, podemos ter uma pálida ideia do que ainda anda à solta pelas contas bancárias e bolsos de uns quantos portugueses e de outras tantas empresas…pertencentes ao Estado…

Por outro lado, todos nós sabemos, sem necessidade de não revelar as fontes porque tudo é feito às claras, o que não vai por aí de fuga ao pagamento de impostos!

E digo que tudo é feito às claras porque toda a gente sabe o que se passa nos mercados e feiras que acontecem todos os dias e todas as semanas por esse Portugal fora e tudo é feito às claras quando montanhas de transacções comerciais são feitas sem qualquer recibo…

Tenho dito muitas vezes que o mal deste País é que ninguém tem levado a sério quer a dívida quer a cobrança e já se ouviu dizer a muito boa gente que a dívida ao fisco ou pelo menos a fuga ao dito é sinal de inteligência e bem anda o povo que consegue fugir aos impostos!

Pela minha parte tenho a certeza que nesta matéria não passo de um pobre diabo, pois não consigo fugir ao pagamento do que é devido ao fisco.

Houvesse cinquenta por cento de portugueses que não tivessem hipótese de fugir ao fisco e nós bem poderíamos pagar muito menos todos os meses…

O Ministro dos impostos lá vai aparecendo com resultados que merecem o nosso reconhecimento, nosso de alguns, porque de outros não merecem mais que diatribes e violentas…

Agora vamos ter que chatear o Ministro da Economia, o tal da visita à China, para que tenha mão a tão só e apenas a dez por cento da economia paralela neste ano venturoso de dois e sete…

 

 

 

 

4.2.07

O Contexto

O nosso Primeiro já andava um tanto ou quanto aborrecido com a pouca cobertura por parte da imprensa da sua importantíssima visita à China, como se aquilo tivesse igual importância à de uma inauguração de qualquer poça de água lá no Alentejo profundo…

Pensando bem, contemplou a comitiva e mandou um recado ao Ministro da Economia “…oh Pinho, vê se animas esta coisa, que lá no burgo ninguém sabe que nós andamos por aqui, nas terras do fim do Mundo a publicitar o que de melhor há na Europa…”

Não se fez rogado o Ministro e “amandou” umas bocas aos investidores chineses sedentos de mais uns milhões…que sim, que aqui é que era bom, que era o melhor da UE, que os salários eram baixos, que ali ao lado eram altos, que aqui tudo era bom…  até o sol, mesmo a matar para uns investimentosinhos…, etc…

Claro que jornalista nada tem de obrigação em entender o contexto das coisas e muito menos o texto do que se diz…

O contexto exige racionalidade, conhecimentos, percepção da poda, dá uma trabalheira ter em conta o outro lado ou o lado mais próximo da coisa e o texto é preciso estar escrito, requer semântica e gramática, exige interpretação e um sem número de coisas que o torna tantas vezes imperceptível, principalmente quando às letras junta números sendo estes zeros À DIREITA…

Para jornalista o que importa é o pretexto para desancar em quem quer que seja, nem que se trate do desgraçado do Ministro da Economia, porque o da Saúde já nem liga …

Para jornalista, o que se aprendeu na escola, primária, secundária e superior, é justamente esquecido logo que da posse de uma esferográfica e de um microfone; isto é, quando se arranja emprego… sendo que, a partir desta simples circunstância, o que conta é o pretexto e este tudo aceita e tudo permite…

Embora esteja convencido que o homem é entendido na coisa e sabe bem mais que aqueles que nele desancam sem dó nem piedade e com toda a ironia do verbo, estou certo e seguro que o homem falou verdade…

O chato de tudo isto é que estavam jornalistas presentes de microfone na mão, dado que se tinham esquecido do lápis e do papel e vai daí veio-lhes mesmo à mão o pretexto para falar da visita do Primeiro e de mais não sei quantos ao país próximo futuro dono do Mundo…, apesar de ter falado verdade…

A EDP sai de Macau?...lá deve haver controlo de preços…

A PT sai de Macau? … lá não deve poder cobrar assinatura mensal…

31.1.07

Mais lucros

Os Bancos começaram a anunciar os resultados do exercício de dois mil e seis.

Não que para mim seja algo de importante, uma vez que não tenho um único cêntimo investido num banco, mas sugiro que estejam alerta para estes números, pois vamos ouvir vários vezes o anúncio de milhões de euros, mesmo que se trate de um simples banqueta de vão de escada…

Estes anúncios devem ser relacionados com as informações divulgadas a semana passada por um relatório qualquer com origem na EU sobre o custo da actividade bancária para os portugueses que têm o seu dinheiro à guarda de qualquer banco.

Parece que os custos das operações bancárias em Portugal não têm paralelo ou semelhança com as praticadas por essa Europa fora.

Somos naturais de um País falido; somos residentes mais falidos ainda… pelo menos uma larga percentagem, porque uma bem pequena tem mais guita que a sua congénere europeia, mas isso não invalida que o pudor do capital em Portugal ande pelas ruas da amargura…

Bem poderíamos pensar que o capital deveria comportar-se da mesma maneira em qualquer país onde esteja implantado, mas a realidade é que o capital em Portugal porta-se de maneira diferente como que a dizer que o comportamento não é do capital mas dos capitalistas ou dos gestores dos capitalistas a exercerem em Portugal…

Então não é o capital que suga a guita aos portugueses praticando taxas e comissões como não se vê na Europa e como se se tratasse de um País senão rico, pelos endinheirado.

São as pessoas que gerem esse tal capital os entes que rendibilizam o dinheiro em Portugal ao ponto de atingirem níveis de lucros nunca vistos na nossa curta história de País Capitalista.!!!

Se o capital adopta comportamentos ditos normais nos países parceiros da EU, quais serão as razões profundas do seu comportamento em Portugal?

Será que está na natureza, isto é, será que está na maneira de ser portuguesa a inevitabilidade de governação sem um ditador a fixar preços para tudo e para mais alguma coisa?

Será que não somos capazes de praticar a tão apregoada lei do mercado vendo a concorrência entre operadores e empresas a culminar em benefício dos consumidores?

Pois… se eu posso ganhar 100 numa hora por que raio de lei do mercado me limito a ganhar 90 num dia?

Um dia … qual a diferença entre o Governo aumentar os impostos para ter mais dinheiro e os bancos aumentarem as comissões para terem mais lucros?

Para isto não é preciso ser gestor…

Para isto só é preciso ter poder… e pouca vergonha…

23.1.07

Gestão por tarifas

Segundo notícias dos órgãos de informação, o Presidente da EDP teria afirmado que a empresa vai aumentar as tarifas da electricidade para pagar uns largos milhões de euros em indemnizações por despedimento de trabalhadores.

O aumento das tarifas deve-se ao facto de os custos destas indemnizações não poderem ter qualquer influência nos resultados a pagar aos accionistas da empresa…

Todos diriam que qualquer gestor de meia tigela, isto é, qualquer cidadão que tenha a mínima percepção sobre a realidade do ter ou não ter caroço para comprar o pêssego, pode gerir qualquer empresa, incluindo a EDP, desde que a sua actividade permita estas coisas.

Trata-se de um bem de primeira necessidade; trata-se de um bem que não pode deixar de fazer parte da hora a hora da vida de cada um e de todos; trata-se de um bem no qual se pode cortar como se corta na comida…

Claro que o Presidente da EDP sabe do que está a tratar e sabe que está a gerir muitos milhões de tudo para ser minimalista ao ponto de ter qualquer prurido em aumentar as tarifas da energia eléctrica para manter o nível dos lucros para remunerar o capital.

Mas remunerar o capital desta maneira torna desnecessária a sua presença ou, pelo menos, torna possível pagar ao Presidente da EDP menos uns quantos milhares, porque o seu trabalho nada tem a ver com a gestão de uma grande empresa: apenas deve saber o “quanto” é necessário aumentar as tarifas para pagar as indemnizações sem recorrer às receitas normais provenientes da normal actividade da empresa…

Para o Presidente da EDP o esforço de pensar esta solução bem merece um aumento do prémio de produtividade por conseguir fazer com que o petróleo vá baixando de preço e os lucros vão aumentando de volume.

Às urtigas com a gestão!

Venha daí um aumento das tarifas da electricidade!

Um trabalhador despedido tem direito à respectiva indemnização!

Um despedimento de um trabalhador não é um acto de gestão!

Um despedimento de um trabalhador é um aumento das tarifas…

21.1.07

Era a fonte

Volto aos meus computadores porque o assunto teve um desenvolvimento assaz curioso, mas que, muito provavelmente, já aconteceu a outros.

Na passada quinta-feira telefonei para os amigos que me levaram o computador para a terceira reparação para recolher informações sobre o processo, dado que tivera início no dia vinte e seis de Dezembro de 2006…

“Que o computador estava a funcionar normalmente, que não fora alterada a configuração, que talvez fosse a electricidade estática, que o colega dissera ter levado um choque quando retirava o computador, que arrancava sempre, que umas vezes não arrancava quando tinha a placa de som ligada, que depois ligaram tudo e o computador arrancava, que arranca sempre… então amanhã, sexta-feira, eu vou buscar o computador...”

Na sexta-feira lá estava o computador ligado, pelo que tinha arrancado na última vez que accionaram o interruptor da energia eléctrica.

Cheguei a casa, liguei o computador e o computador não arrancou…!!!

Pensei…pensei…pensei… abri o computador… vi uma quantidade enorme de fios de várias cores… e continuei a pensar para ver se o pensamento me dava alguma informação sobre o mistério… tanto mais que aquilo tinha corrente…

Pensei… pensei… pensei… e zás… decidi ir ao centro comercial do Engenheiro, decidi comprar uma fonte de alimentação e com o cuidado máximo de retirar uns fios e colocar outros nos mesmo sítios para que a coisa não desse para o torto.

Tudo pronto: carreguei no interruptor da energia eléctrica  e já está… es-adof !!!

Aquela coisa nunca mais parou até desligar e depois ligar e depois desligar e depois ligar e sempre a arrancar que nem um desalmado…

A fonte de alimentação que estava custara a módica quantia de 15 euros e a fonte de alimentação posta ficou na simpática quantia de sessenta e nove euros e noventa cêntimos…

Pois então???!!!

Era a fonte…

20.1.07

Gestores

Não há Governo, não há Primeiro, não há Ministro, não há Secretário de Estado que ponha termo à pouca vergonha dos ordenados dos gestores públicos.

Bem vistas as coisas para os gestores públicos não há lei, não há regulamentos, não há despachos, não há coisa nenhuma que ponha fim a toda esta pouca vergonha: um aumento de duzentos por cento…

Mas até onde se vai permitir esta total e escandalosa ausência de moral e de ética públicas, que deveriam estar presentes nos comportamentos sociais dos gestores públicos?

Já o povo diz que “… a vergonha era verde e o burro comeu-a…”, pelo que a vergonha e a pouca vergonha são conceitos não aplicáveis aos gestores públicos.

Tanto faz para as empresas públicas terem milhões de lucros como milhões de prejuízos, tanto faz que os serviços prestados sejam coisa boa como porcaria, tanto faz que sirvam a coisa pública como o interesse privado.

Para os gestores o que importa é ser reconhecido o seu estatuto e não a sua eficácia para justificar vencimento e montes mais de alcavalas, porque tudo o resto pouco importa.

Depois venham que a responsabilidade assumida pela gestão de uma empresa pública é muito elevada e que essa responsabilidade tem que ser assumida e que a assumpção dessa responsabilidade é garantida pelo salário e por tudo o resto que recebem no fim de cada mês.

E se têm a sorte de serem substituídos antes de terminarem o mandato… Santa Maria!

Porque se terminarem o mandato, certamente que o vão continuar numa outra empresa pública com tudo o que tinham antes e talvez mais alguma coisa…

É fartar, vilanagem!!!

Um dia ainda aparece por aí um maluco que vai por ordem nesta neste descalabro total e depois digam que… foram maltratados!

18.1.07

Tarifas e proveitos

 

“Entre 1998 e 2004, os custos com a produção de electricidade aumentaram 64%, segundo Jorge Vasconcelos, que, por isso, defende que o Governo poderia baixar as tarifas ao acordar com os produtores uma redução dos proveitos”, frase retirada de um matutino.

 

“… as tarifas reflectem os custos de produção, pelo que se estes forem reduzidos as tarifas também são…”, frase atribuída a Jorge Vasconcelos.

 

“Negociar com os produtores para reduzirem os proveitos”, afirmação atribuída a Jorge Vasconcelos.

 

Já aqui afirmei que não entendia esta história dos custos das tarifas da energia eléctrica, mas adiantei que me parecia haver muita desinformação no meio de tudo.

Os três pensamentos atribuídos ao ex-regulador mereceriam uma análise mais profunda do que uma simples olhadela para o que podem significar e para o que podem representar de ópio para a mente dos consumidores.

Numa primeira volta ficamos a saber que custos altos significam tarifas altas, numa correlação perfeita.

Numa segunda volta o homem defende que o Governo deveria negociar com os produtores uma redução de proveitos, pensando eu que “proveitos” significam lucros…

Numa terceira volta já se afirma que o Governo podia baixar as tarifas ao acordar com os produtores uma redução dos proveitos apesar dos custos terem aumentado 64% entre 1998 e 2004… numa contradição exemplar…

Por mim tudo bem: negociar uma redução de proveitos ou acordar uma redução dos custos? Sempre pensei que o efeito da redução dos custos se reflectia no aumento dos proveitos ou, pelo menos, na diminuição dos prejuízos…!

Parece-me que tudo isto quer dizer que os produtores de electricidade têm lucros como nunca tiverem apesar do aumento tão elevado dos custos e dos preços das tarifas ao nível de 2006, pelo que será lícito pensar que os proveitos com os preços de 2007 e seguintes irão por aí acima até sabe-se lá onde…

Para o ex-regulador bastava o Governo legislar (negociar ou acordar) no sentido de os produtores renunciarem aos seus lucros para benefício dos consumidores e assim dar trunfos ao Governo.

Só faltava que o ex-regulador solicitasse ao Governo para que os salários das administrações dos produtores fossem reduzidos em cinquenta por cento para que as tarifas pudesse baixar…

Esta história continua mal contada, pelo que os consumidores aguardam uma explicação racional e lógica do preço real da electricidade…

Entretanto, o riso e o sorriso ainda continuam a fazer bem… a quem é capaz de o fazer…

 

 

 

14.1.07

Trinta e cinco por cento

Como forma de incentivar profissionais com licenciatura em direito a adesão ao cargo de juízes dos tribunais administrativos e fiscais um determinado Ministro da Justiça deliberou, lá do alto do seu estatuto e no exercício do seu poder, assinar um despacho aumentando o salário desses tais juízes em não sei quantos por cento relativamente aos salários de não sei quê de juízes…

Mas o Ministro das Finanças, lá do alto do seu julgamento e do seu poder, não concordou com o despacho e os juízes não tiveram aumento…

Veio um novo Ministro da Justiça e, lá do alto do seu estatuto e no exercício do seu poder, assinou novo despacho, o mesmo, para aumentar o salário a esses tais juízes…

Mas o novo Ministro das Finanças, lá do alto do seu julgamento e do seu poder, não concordou e também não assinou o tal despacho…

Se na primeira vez não houve, que se saiba, grandes protestos contra a decisão do Ministro das Finanças, já da segunda a coisa chiou mais fino: os interessados recorreram para os tribunais para que estes julgassem os despachos dos Ministros da Justiça e dos Ministros das Finanças.

Presumo que concordavam que o Ministro da Justiça tinha todo o poder de ultrapassar a legislação regulamentadora dos vencimentos da função pública com um simples despacho e não concordavam que o Ministro das Fianças pudesse não concordar com o Ministro da Justiça.

Como o Primeiro não pode (não pode?) contrariar um dos ministros, precisamente aquele que não concordava, a solução só podia passar pelos tribunais. E passou…

O Juiz do Tribunal não sei quantos julgou que o Ministro da Justiça podia e o Ministro das Finanças não podia, pelo que a guita era devida aos seus colegas de profissão desde dois mil e quatro…Calcula a dívida e paga… assim decidiu o Tribunal…

Eu tento dar uma ajuda a quem não souber quais são os sectores da Administração Pública mais bem pagos: os juízes, os cobradores de impostos e os educares do Povo.

Precisamente os sectores…

13.1.07

Portagens

Ao dar uma vista de olhos pelas edições electrónicas dos jornais deparei com uma notícia que me deixou profundamente preocupado. Não é que vá ficar na miséria; não é que não tenha alternativas; não é que não encontre soluções para esta proeza, mas fiquei arrepiado com o teor da notícia.

Não é que no contrato das últimas concessões de construção e exploração de auto-estradas entre o Governo (Estado?) e um grupo privado de construção civil está prevista a inclusão do Eixo Norte-Sul para instalar portagens?

Li segunda vez para me garantir de que tivera lido bem e a par da CRIL e outras IC e IP lá estava o dito Eixo Norte-Sul.

Então levantei a cabeça, respirei bem fundo e dei comigo a pensar: mas o Eixo Norte-Sul é uma via urbana, com montanhas de entradas e saídas; é uma via urbana que num sentido vai dar a uma ponte já com portagens e paga muitos, muitos anos e noutro a uma auto-estrada já portajada e a uma ponte idem idem aspas aspas…

Se isto acontecer nada me espanta e espero que nada me espantará que o seguinte passo será colocar portagens na Segunda Circular, na Avenida Gago Coutinho, para que o Sacadura Cabral ressuscite, e ainda na Avenida Lusíada e, para que o ramalhete fique me feito, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, para que o manguito se justifique totalmente.

Embora não me incomode muito que o nosso Primeiro comece a passar-se, fico preocupado porque a solução final continua por aparecer, apesar de estar na frente dos olhos de toda a gente: acabem lá com a brincadeira de colocar portagens em tudo quanto é estrada com mais de cem carros por dia e decidam-se por “murar” Lisboa e cobre-se um euro, não, cinquenta cêntimos por cada entrada e saída de cada carro e um cêntimo por cidadão…

Como o nosso Primeiro e todos os seus ministros e secretários não são capazes de fazer descer a despesa e fazer crescer a receita, erradicar a economia paralela, cobrar impostos, evitar a fuga descarada ao fisco e acabar com a balbúrdia e com o caos português, nada mais resta que fomentar a cultura e o modo de vida da sanguessuga...

Mas um dia ela rebenta e o outro vai à vida…

11.1.07

Lixo

Eu gosto muito da Câmara Municipal de Lisboa!

 Eu gosto muito dos programas de defesa do ambiente da Câmara Municipal de Lisboa!

Eu gosto muito das acções da Câmara Municipal de Lisboa para facilitar a vida aos seus munícipes!

Pelo que não devemos dizer qualquer coisa que pareça ser contrária à iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa para dotar os residentes da Quinta da Luz com os devidos contentores para depositarem o lixo que produzem nas suas casas.

Estando isenta de responsabilidades pela produção de lixo, a Câmara Municipal de Lisboa gasta pipas de massa para recolher a porcaria dos seus munícipes. Não o podendo fazer, como antes acontecia, todos os dias vai daí coloca na via pública os contentores para que o pessoal faça daquilo a lixeira enquanto a CML não vem recolher aquela coisa…

Por acaso a Quinta da Luz ainda dispõe de alguns espaços perfeitamente suficientes e adequados para colocar os contentores, mas alguém poderia vir a dizer que ocupar passeio com porcaria não seria coisa acertada…

Daí que a colocação dos contentores nos espaços de estacionamento vem mesmo a calhar, dado que vai convidar os proprietários de automóveis a optarem: ou via pública para automóveis ou via pública para lixo; as duas coisas, aqui não pode ser; procurem outras câmaras…

Cá por mim, ciente dos meus deveres de cidadão preocupado com estas coisas do meio ambiente, resolvi o problema: quando tenho lugar na via da CML ali deixo o carro como se fora lixo; quando o lixo ocupa tudo, então desço à cave do Colombo e coloco o meu automóvel no lugar da minha preferência…

Que diabo… vinte e cinco euros por mês durante vinte e quatro horas por dia nem dá para um almoço decente…

E a Junta de Freguesia de Carnide…?

E a Associação de Moradores da Quinta da Luz…?

Foi-se o MMC e já estão a fazer coisas destas…

O Homem sabia disto e não aguentou…

 

 

10.1.07

Renúncia

Os jornais noticiavam a renúncia ao mandato de vereador da Câmara Municipal de Lisboa de MMC, alegando, segundo dizem, falta de tempo para desempenhar em acumulação o cargo de deputado da Nação na Assembleia da República.

O homem andou qualquer coisa como um ano, isto é, mais ou menos trezentos e sessenta e cinco dias para chegar à conclusão de que não tinha tempo para exercer o cargo de vereador sem pelouro e o cargo de deputado a tempo inteiro. Vale mais tarde, que nunca…

Nós já sabíamos que o cargo de vereador sem pelouro ocupava grande parte das vinte e quatro do dia de MMC, pelo já sabíamos também que o cargo de deputado estava um tanto ou quanto abandalhado por parte de MM.

Ainda bem que, de vez em quando, cá nos aparece um sujeito consciente das suas capacidades: reconhecer que a ausência do dom da ubiquidade não permitia ao deputado exercer as funções de vereador, pelo que também não permitia que o vereador exercesse as funções de deputado com zelo e diligência…

Nós já sabíamos, mas o MM não sabia e muito menos aqueles que o andaram a bajular enquanto ele foi candidato ou que o andaram a morder pelas costas porque foram incapazes de o fazer de caras… Tomem lá e lavem a cara…

A Câmara Municipal de Lisboa ficou a perder um grande vereador e todos os munícipes deveríamos fazer uma grande manifestação de apoio ao homem que tanto deu à Cidade… para que a história registasse o quanto nós gostávamos deste vereador que deixou de ser vereador com o “record” de ausências nas votações em reuniões de Executivo.

Apesar de termos perdido um exímio e ímpar vereador, certamente que não perdemos um inestimável deputado…, pelo que vamos continuar a ouvir os seus discursos e a pensar as suas diatribes, sempre ao serviço do Povo e da Nação.

Mas… só o MMC…?

As notícias boas já acabaram…???!!!

 

 

 

 

7.1.07

Atlético da Tapadinha

Não tem sido meu hábito fazê-lo, mas o acontecimento merece o devido realce por ficar na história do nosso desporto: um clube da segunda não sei quantos não teve qualquer respeito pelos campeões nacionais e poupou-os de disputar mais uns quantos jogos a contar para a Taça de Portugal.

Desta maneira o Atlético da Tapadinha, ali mesmo a paredes meias com Monsanto, humilhou o FC do Porto e, principalmente, o seu treinador, fazendo gato-sapato de todo o historial e valor dos residentes no Dragão…

A humildade nunca fez mal a ninguém e não respeitar os pobrezinhos faz mal a toda a gente: por isso a derrota ficou-lhes a matar, pois tanto os jogadores campeões, como o seu treinador, já nem se fala do seu Presidente, arrotam vitórias sempre que comem um pastel de Belém.

Que aprendam a lição e tentem explicar o que aconteceu sem justificações de lana caprina, porque todos nós vimos que o grande guarda-redes, o melhor de Portugal e arredores, ofereceu um monumental frango…

Gostei! Gostei! Gostei!

Nem os cinco minutos a mais com a grande penalidade por meio salvou o Campeão: dos humildes cuidam os deuses, dos grandes trata a arrogância...

Mas agora fica a grande pergunta e coloca-se a enorme questão: foi o Atlético que ganhou o jogo ou foi o FC do Porto que o perdeu…??? !!!

 

Para vender jornais nada melhor, nem a promulgação da lei das finanças locais e já que está promulgada, que se cumpra.

 

6.1.07

Mais uma

Continuo a praticar aquela que será a grande lei do fazer bem: o ensaio e o erro.

Outros, mais cientistas ou mais dogmáticos, dirão que se trata da lei da aprendizagem...

Cá por mim, tanto se me faz: o que me importa é que os textos a escrever para o “Ainda Não Jantei” possam ser enviados, publicados e impressos sempre e quando eu quiser…

Enquanto não der com os caminhos e com as soluções adequadas continuarei a tentar tudo para que os meus objectivos sejam atingidos. Aliás, não será pedir muito: antes de mudar de equipamento e, consequentemente, de instrumentos, isto é, de novos programas…

Tudo deveria ser fácil, tão fácil agora como antes o era.

Tenho que conviver com uma realidade: quando tinha a impressão de que sabia alguma coisa desta coisa, chego à conclusão que qualquer probleminha é uma montanha gelada e intransponível.

Nem que seja através do aquecimento global, mas a solução virá…

Pior do que isto serão os problemas que o nosso Primeiro terá que resolver para acalmar os jornalistas, que, por força do hábito, estão mortinhos por um conflito com o PR…

Como não tenho conselhos para dar a gente tão importante e tão sapiente, apenas me atrevo a fazer uma pequena recomendação: esperem sentados…

Qual será a necessidade deste pessoal em criar, fazer crer, dar a entender que o PR está contra o PM e que o PM está contra o PR?

Qual será o volume, a quantidade, o tamanho do prazer que este pessoal sente em tentar mostrar que existe uma guerra surda e muda entre São Bento e Belém e vice-versa?

Vender mais uns quantos jornais…???

Só… ???

5.1.07

Milhões

A imprensa de hoje noticiava que em dois mil e seis o Fisco deixou de cobrar duzentos e não sei quantos milhões devido a coisas e causas que o pessoal cá de baixo não entende e não desculpa. O Estado deixou de arrecadar umas centenas de milhões de euros, porque alguém, pessoa individual, pessoa colectiva, organização, entidade,etc. e tal, não levou a cabo com a diligência devida as suas funções e as suas competências.
Aproveitando a embalagem a imprensa noticiava ainda que em dois mil e sete a coisa não seria melhor.
Neste mesmo dia a imprensa anunciava que os combustíveis iam aumentar de preçoo em três cêntimos devido ao aumento do imposto sobre produtos petrolíferos, da responsabilidade, claro está, do Governo. Aproveitava a oportunidade para dizer que dentro de pouco tempo lá teria que haver mais uma subida devido à inflação (?) prevista...
Tudo é uma maravilha!!!
Se este País não existisse teria mesmo que ser inventado. De resto... no princípio quando era o verbo, esta coisa não existia, mas logo alguém se lembrou que o universo não estaria conforme os ditames dos deuses se não fosse criado e delimitado este rectângulo à beira mar colocado a que deram o nome de Portugal.
Cá por mim, tudo bem... mas alguém se esqueceu de dizer a esta gente que era necessário haver uma quantidade razoável de pessoal com apetência para governar e dirigir, como se de um País a sério se tratasse...
O Fisco não cobra as dívidas?
Não há problema, aumentam-se os impostos... Assim aprendem todos...
 

Rotinas

Se as coisas acontecessem como nós queríamos ou mesmo como nós prevíamos, tudo estaria facilitado na vida.
Ou melhor, se tudo decorresse como previsto, a vida teria pouco encanto.
Se a nossa vida andasse sempre ao sabor das nossos desejos e das nossas previsões, nunca teríamos a oportunidade de um prazer pelo inesperado.
Que seria de nós se tudo nos viesse ter às mãos pelo facto de ter aparecido um simples desejo? Seria uma vida inteira de rotinas, rotinas para tudo, tudo para rotinas, e nós nada mais seríamos que o conjunto de rotinas como um computador...
Como um computador...? Estou a falar de um computador...? Mas como me atrevo a dizer que tudo seria como um computador...?
Não devo andar bem das rotinas nem amigo das rotinas, mesmo que sejam rotinas de um computador...
Os últimos cinco dias têm sido passados à frente de um computador, isto é, umas quantas horas por dia dos últimos cinco dias, para não abusar muito da linguagem...
A verdade é que a mudança de equipamento, obrigou-me a carregar uma série de programas com os quais trabalhava utilizando as minhas rotinas e as minhas de tratar das coisas.
Mas um novo equipamento, com outro modelo de sistema operativo, com outros programas já instalados não me facilitaram a vida para fazer o que antes fazia com rotina e com naturalidade.
Apesar de isto já estar melhor, faltam ainda algumas coisas, para as quais as soluções não têm sido encontradas.
Aqui vão alguns exemplos: como gravo um "e-mail" em "word"?; como imprimo uma "postagem" do "Ainda Não Jantei"?, como escrevo no "word" e mando directamente para o "Ainda Não Jantei"?...???
Apenas umas quantas para não aborrecer muito. Se alguém souber... agradecia muito...

Tentações

Embora já tenha falado por diversas vezes do endividamento das famílias portuguesas, nunca me tinha dado conta das causas e das razões mais ou menos profundas deste fenómeno, que vem merecendo a atenção de muito boa gente.
Parecia-me que se tratava de uma situação que se ia paulatinamente agravando, mas as soluções são andariam muito fora de mão.
Mas um acontecimento do último dia do ano chamou-e a atenção para a facilidade com que se mergulha de corpo inteiro no endividamento.
Em cerca de trinta minutos tinha na mão um computador topo de gama de uma marca altamente conceituada no mercado de informática com factura e tudo, após consulta a uma entidade qualquer, apresentando apenas e tão só o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte, o NIB e dar informação sobre a propriedade da minha residência, sobre a minha situação profissional e sobre o meu rendimento mensal.
Nada de provas destas três últimas informações...
E o mais interessante de tudo isto é que não paguei um cêntimo e só no mês de Fevereiro me será descontada a primeira prestação do total de dez, mas sem juros...
Toma lá, leva, aguarda e não te preocupes muito...
Tudo facilidades para uma compra....
Nesta situação concreta, perfeitamente justificada, não virá mal ao mundo, uma vez que conto pagar, tanto mais que já andava a passar-me com as avarias e reparações de computadores feitos à peça. Não quer dizer que sejam piores... mas teria que pagar de imediato e de uma só vez e, eventualmente, estaria a mergulhar no mundo da economia paralela...
Claro que eu vou pagar a prestação da única compra a crédito feita nos últimos anos...
E os outros..., com muitas mais?
JBF
 
PS: Este texto foi escrito, pela primeira vez, no dia 2 de Janeiro de 2007.
Tenho ocupado o tempo a tentar publicá-lo no "Ainda Não Jantei", sem êxito.
Terá sido o custo de novo computador sem saber o suficiente de informática para tratar sozinho destas coisas?.

1.1.07

Saudação

Dia 1 de Janeiro de 2007 !!!

Para todos um PRÓSPERO ANO NOVO.

Em breve, estaremos de volta para contar como foi e aguardar pelo que será.