26.3.10

Um domingo

Isto por aqui é um verdadeiro descanso.

Não fora o regabofe de informação repetida vezes sem conta sobre os incidentes (acidentes) das claques portista e benfiquista antes, durante e depois do jogo teríamos um fim-de-semana altamente contributivo para a pasmaceira nacional.

Parece que o domingo, dia vinte e um de Março do ano da graça de dois mil e dez, ficaria na história por não termos ouvido o Louçã a botar um dos seus discursos moralizadores da consciência nacional, qual diácono remédios da política, mas vai ficar devido à pancadaria das claques desportivas.

Tudo se vive com paixão e a vida com paixão é um risco permanente para o pessoal que apenas deseja um domingo bem passado mesmo que seja a dar um passeio numa serra deserta com pouco sol e muita chuva.

Fiquem todos bem descansados o resto dia, porque amanhã cá teremos os candidatos do PSD a conquistar votos para a sua eleição, todo o pessoal da oposição a cantarolar em uníssono diatribes contra o PEC e pic e poc e puc e pac, como se o referido apenas tivesse em conta os nossos descontos como contributo fundamental e principal para a redução do défice público bem como para a moralização das administrações das empresas públicas.

Talvez tenhamos a oportunidade de ouvir alguns comentários a propósito da subida dos impostos ou da descida dos benefícios fiscais e até alguma interpretação filosófica desta matéria da autoria do Pacheco Pereira, discorrendo sobre o real significado da diferença entre a subida de qualquer coisa e a eliminação de uma outra coisa com ela relacionada.

Veremos que não se trata da mesma coisa quando falamos em ultrapassar um obstáculo ou passar ao lado desse mesmo. Estaremos sempre perante uma discussão altamente produtiva e compensadora para o pessoal que gosta de uma vida argumentativa, porque dia em que não haja uma boa discussão um tanto ou quanto filosófica não é dia que valha a pena viver.

Não sei muito bem se o dia vinte e dois de Março será um dia de sol ou de chuva, mas o mais provável é que seja um misto, isto é com sol e chuva, sem sequer me dar ao trabalho de ver a previsão meteorológica, uma vez que a minha certeza vai noutro sentido: tenho a certeza que durante as vinte e quatro horas do dia vinte e dois de Março do ano do Senhor de dois mil e dez vamos ouvir umas bocas contra o Governo e contra o Sócrates nem que sejam para dizer que o primeiro deveria governar e o segundo deveria tomar o caminho em direcção ao Nordeste...

25.3.10

Um dia de dois

Estou aqui para os lados da Serra Estrela para passar o fim-de-semana e constato que as novas tecnologias parecem querer permanecer arredadas destas bandas.

É assim que o acesso à internet móvel está longe de satisfazer minimamente os seus utilizadores em muitas outras zonas do País, pelo que aqui, quem não é residente, tem poucas hipóteses de se ligar com o Mundo: é o meu caso.

Contudo, deu para receber alguma informação através da rádio ou dos quatro canais de televisão com sinal aberto, porque o acesso ao cabo deixa muito a desejar, sendo o mais frequente a parabólica em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.

Menos mal que os telemóveis da generalidade das redes não têm problemas desde há já uns tempos.

Mas esta situação não obstou a que alguma informação chegasse aos seus destinatários: foi assim que se toma conhecimento de algumas reacções ao Plano de Estabilidade e Crescimento (eu não gosto das iniciais que me fazem lembrar tempos heróicos quando a solidariedade e a voluntariedade dos portugueses estava presente todos os dias e não precisava de causas nem de motivos, pois o processo revolucionário em curso era coisa de todos).

Agora temos o Cravinho a mandar umas bocas sobre prendas e corrupção como se lá no Banco onde foi colocado pelos bons serviços prestados ao País não houvesse prendas nem corrupção, bastando a sua presença para não haver qualquer coisa que cheire a isso.

A seguir, a ordem é arbitrária, vem o Alegre a atirar-se ao PEC como gato ao bofe, como se aquela coisa fosse a chave para a sua eleição como Presidente da República, o que não será uma coisa tão difícil assim de tivermos em conta que ao milhão de votos que tem se somarem mais um ou dois com os descontentes com o bloco central. Pode, assim, descascar à vontade tanto no PEC, como no PS e como nos outros, com excepção dos comunistas e dos bloquistas porque estes já estão incluídos no primeiro milhão.

Depois, aí estão todos os deputados de todas as comissões e mais os declarantes "civis" que não param de rodopiar pela Assembleia da República a prestar as suas declarações, apesar de já conhecermos tanto os declarantes como as declarações e os respectivos lados da barricada.

Tenho a certeza que esta coisa nunca mais vai acabar a não ser pelo cansaço e por dois motivos fundamentais: o Primeiro nunca dirá que sim e os outros nunca dirão que não. De modo que só resta ao Benfica ser Campeão Nacional no futebol profissional da primeira liga para que esta gente acalme um pouco e pare para trabalhar...


 


 


 

16.3.10

Enquanto houver...

Tenho andado por aí a rir-me e a irritar-me.

A rir-me porque gosto da vida e a vida não é para tristezas.

A irritar-me porque nunca mais deixo de ver e ouvir o Pacheco Pereira a maldizer o Sócrates e seus amigos sem que tenha de mudar de canal.

Mas a vida é assim: umas vezes a rir, outras vezes a chorar, mas como eu não choro, resta-me o rir ou o irritar.

Como não devo irritar-me com os meus amigos, irrito-me com aqueles que não me dizem nada ou com aqueles de que não gosto.

Por outro lado, tenho tido tantas oportunidades de me rir de tantas coisas e irritar-me com muitas outras, pelo que tenho seguido aquele venho princípio de não ligar muito quando as opções são muitas: pior que a alegria e bem pior que a irritação só a chatice de ter que decidir por uma opção qualquer, mesmo que essa me seja indiferente.

Isto está confuso? Pois vai deixar de estar quando souberem que ontem durante um bocado do serão estive parado de olhos esbugalhados a ver o programa da Fátima Campos Ferreira e a ouvir o Filósofo Gil! Não ouviram? Não sabem o que perderam: desde há muito tempo que não ouvia gente a falar com sabedoria do que realmente sabia, mas quando a mulher falava...

O que está para trás por lá ficou ou por lá vai. O que importa é que o presente e o futuro não sejam desprezados como se estivessem num congresso dos sociais-democratas sem puderem dizer o que lhes ia na alma, mas seja-me lícito pensar que o problema é deles e não nosso para merecer discussão na AR...

Vem tudo isto a propósito ou a despropósito, conforme queiram entender, de uma notícia que tive a oportunidade de ler num jornal diário e pago, que não comprei, sobre a decisão da administração da RTP de aceitar a decisão do Governo e congelar os salários dos mais de dois mil trabalhadores dos canais televisivos e das estações de rádio do Estado.

Mas, há quase sempre um mas nestas coisas, não abdicava de distribuir prémios de desempenho pelos trabalhadores no montante nada desprezível, pois que em dois mil e oito foram cerca de dois milhões de euros...

Eu disse prémios de desempenho? Mas qual desempenho? Desempenho por serrem terceiro ou quarto ou quinto ou sexto ou... Santa Maria...!

Os mais de dois mil trabalhadores daqueles canais televisivos e daquelas estações de rádio do denominado "serviço público" devem ter consciência que são trabalhadores pagos pelo povo que tem um contador de energia eléctrica e desembolsa todos os meses uns dinheiritos para suportar esse pessoal muito do qual está muito bem pago.

Deveriam saber que muita gente passa a ferro com ferro a carvão para não gastar electricidade; que se aquece com lenha comprada para não gastar energia; que desliga frigoríficos durante o inverno para não gastar electricidade, mas não se livra de pagar a contribuição do audiovisual que vai direitinha para os tais canais de televisão e estações rádio do chamado "serviço público".

"Enquanto houver para mim, os outros que se f...".

5.2.10

Faz de conta

Continuo a acompanhar a evolução dos efeitos da construção da ciclovia na Avenida do Colégio Militar e a quase simultaneidade do condicionamento do estacionamento nesta via e na Quinta da Luz através da instalação de parquímetros e fixação de bolsas de estacionamento reservadas a residentes, conforme sinalização vertical ali existente.

Quanto à utilização da ciclovia devo reconhecer que os caminheiros de fim de tarde e alguns ciclistas lá justificam aqueles milhares de euros investidos nos melhoramentos das vias da Cidade.

Não fora o aumento significativo de lugares de estacionamento, mais pela libertação de um antigo parque de estacionamento construído pela EMEL e destinado a residentes, posteriormente transformado em parque para viaturas rebocadas pela PM e a ciclovia não representaria mais que um desastre económico colocado ao serviço dos lisboetas...

Mas agora passam-se coisas curiosas na zona de estacionamento tarifado da Avenida do Colégio Militar / Quinta da Luz, cuja explicação eu tenho perseguido sem quaisquer resultados atrevendo-me a pensar que a própria EMEL terá sérias dificuldades para entender o que aqui se passa diariamente.

O mais curioso disto tudo é que os espaços de estacionamento tarifado através de parquímetros raramente se encontram ocupados, calculando eu que o parque de estacionamento lateral terá uma ocupação diária inferior a dez por cento enquanto na Avenida do Colégio Militar se encontram muitos lugares desocupados.

Contudo, as bolsas de estacionamento reservadas exclusivamente a residentes portadores dos respectivos cartões emitidos pela EMEL estão completamente cheias de carros, encontrando-se raramente um lugar de estacionamento não ocupado. Esta situação verifica-se principalmente durante o dia, período em que os residentes, teoricamente e em princípio, deveriam ter-se deslocado para os seus locais de trabalho, deixando livres muitos lugares de estacionamento.

Tenho-me questionado e tenho questionado a causalidade desta situação e as explicações avançadas não me convencem: que os residentes da Quinta da Luz têm um alto sentido da cidadania e da ecologia e estão preocupados com o aquecimento global e com a camada do ozono, pelo que utilizam sistematicamente os transportes públicos e, dada a crise, nos fins-de-semana ficam em casa ou, quando muito, dão uma volta até ao Centro Comercial Colombo, coisas que não exigem a utilização do automóvel; que uma boa quantidade de automóveis estacionados durante o dia nas bolsas reservadas a residentes são, na realidade, suas (deles residentes) visitas e mal seria que estes se vissem privados de serem visitados por amigos e familiares, pelo que se deve entender que os residentes não são, lá no fundo no fundo, prejudicados.

Mas outro dia adiantaram-me uma outra explicação: corre por aí um "boato" que se trata de um "arranjo" entre a EMEL, a Junta de Freguesia e os Comerciantes, como se as bolsas de estacionamento reservadas a residentes fossem uma espécie de "faz de conta" para acalmar a Associação de Moradores.

Eu não acredito, disse.


 

4.2.10

As finanças regionais


E lá votaram a Lei das Finanças Regionais e não apenas a lei do financiamento da RAM, como ontem erradamente e ignorantemente referi, embora esta votação na Comissão não dispense a votação de amanhã do Plenário Assembleia da República.
Como se esperava a oposição votou a favor da proposta da Assembleia Legislativa da RAM, contra a posição do Partido que suporta o Governo, todos muito bem-intencionados apesar da situação económica e financeira do burgo e tendo presente e conhecimento de tudo o que se está a gerar nos mercados internacionais contra as finanças portuguesas.
Que importa a posição de umas quantas entidades que influenciam as economias e finanças de meio mundo e ditam a sentença que mais lhes interessa em detrimento das necessidades de uns quantos países, mesmo da UE?
Assim se vê a força da oposição política em Portugal!
Não deve importar grande coisa e os argumentos não devem passar por aí, uma vez que temos no mesmo saco O Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o seu adjunto o Partido Ecologista os Verdes, o CDS-Partido Popular e o Partido Social Democrata.
Nem toda a gente deve entender com facilidade os motivos e os argumentos que levam todos estes partidos tão diferentes nas suas ideologias e nas suas práticas políticas para se unirem todos contra a posição do Partido do Governo.
E ouvindo parte do discurso de cada um somos levados a pensar que se trata de uma "revanche" contra os quatros anos de maioria absoluta, agora transformada em minoria e, como tal, à mercê da união das oposições, para dar uma lição a esse pessoal que não se dignava dialogar porque tinha mais deputados.
Lá diz o Povo que nunca é tarde para aprender, mas a lição pode custar muito caro ao pessoal que já está habituado a pagar as favas todas: a classe média que tem emprego e que não beneficia de uma enorme quantidade de alcavalas e benefícios para além do seu ordenado sem qualquer possibilidade de fugir ao fisco.
Todos os discursos de todos os interventores políticos vão no sentido de uma necessidade dramática de diminuir a despesa e aumentar a receita, mas todas as propostas que as oposições vão apresentando são no sentido de aumentar a despesa ainda mais do que aquilo se torna indispensável, contra a opinião das instituições nacionais e internacionais influentes na matéria.
Um dia destes, algum outro vai ter que formar governo...

 

 

3.2.10

Um túnel

Parece que as oposições se estão a preparar para aprovar a proposta de alterações à lei do financiamento à Região Autónoma da Madeira contra o sentido de voto do partido do Governo.

Com esta seria a segunda vez em que a AR aprova uma lei contra o partido do Governo e, por este andar, não se ficará por aqui.

A não ser que venha a posição final do Primeiro: se querem governar a partir da AR pois que governem porque assim nem pensar; quem quiser que assuma as suas responsabilidades porque eu (ele) não está disponível para pagar as favas que os outros comem.

Pois que assim seja, mas que tudo fique bem esclarecido sobre as verdadeiras razões e fundamentos da posição das oposições, quer à esquerda quer à direita do partido do Governo.

Aquele tal economista, alto forte e espadaúdo e careca, que dá pelo nome de Vítor Bento, pareceu-me, foi claro de tal modo que não há lugar para dúvidas e artimanhas políticas para justificar um voto das esquerdas e das direitas sobre a mesma lei, tanto mais que se trata de admitir mais despesas em nome da solidariedade e do pagamento da insularidade. Que razões não haveria no caso da Região Autónoma dos Açores para justificar tal posição.

Contudo, nem o Governo, nem o Partido que o suporta, nem as entidades responsáveis pelas finanças deste País, nem os jornalistas da especialidade, nem os comentadores políticos das direitas e das esquerdas e do centro e do meio centro, nem quejandos nem ninguém nem sequer o Pacheco Pereira tiveram e têm a dignidade e a ética e a moral de dizerem a verdade sobre esta matéria, tanto mais que a real situação da Madeira não pode ser do seu desconhecimento.

Eles saberão, como aquele tal economista, que o nível de vida da Madeira é superior ao do Continente e, como tal, a ajuda deveria ter o sentido contrário.

Mas todos nós, os que ainda pensamos um pouco sobre estas coisas também temos consciência que a realidade vivida na Região Autónoma da Madeira é feita à custa das "remessas" do Continente e sabemos também que essas tais terão que continuar por muitos e bons anos com o argumento da insularidade, pois que essa não pode ser alterada.

A não ser que um dia destes nasça da mona do AJJ a ideia de fazer uma ponte ou um túnel para ligar a Ilha às Canárias...


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

2.2.10

Eu não sabia

Eu não sabia; tu não sabias e eles não sabiam.

E nestes eles estou a incluir o Primeiro que não sabia ou, pelo menos, não disse nada; ou Segundo que não disse nada; o Terceiro que também disse nada e este é que não sabia mesmo e todos os outros que igualmente nem faziam a mínima.

O mesmo sucede com todos aqueles que já foram ministros das finanças e que não disseram e nada e por isso era suposto que não sabiam.

E se sabiam, ainda era pior porque assim configura má-fé.

E má-fé é com toda a certeza a posição dos chefes das oposições, quer sejam da esquerda quer da direita e até do centro se é que existe algum centro que não seja o Centro da Terra.

E não sabiam aqueles grandes economistas que mandam " faladura" nas rádios e nas televisões sobre a crise, sobre tudo e ainda mais alguma coisinha que diga respeito à situação desta terra.

Nem sequer o PACHECO Pereira sabia e se sabia não disse nada e ficou bem calado para não ofender a sua patroa, o mesmo sucedendo ao seu parceiro da quadratura, porque isso de confessar que se não sabe de qualquer coisa que se deveria saber, é prova de muita fraqueza e demasiada vulnerabilidade, coisa que não interessa mesmo nada para esta gente.

O que importa é a sua manutenção na crista da onda, querendo isto dizer que importa principalmente ser ouvido por toda a gente mesmo que não se tenha nada para dizer ou pelo menos dizer alguma coisa de interessante.

Estou convencido que toda esta gente que tem responsabilidade na matéria sabia o que se estava a passar, mas ficaram calados que nem ratos de porão, que têm medo de tudo o que seja claridade...

Toda a gente com responsabilidade nesta situação de desgraça em que a generalidade do pessoal vive e há-de continuar a viver com crise ou sem crise, sem pacto de estabilidade ou com pacto de estabilidade, pois que eles gozam de uma boa vida cheia de privilégios e mordomias, de tal modo que crise nem se viu por aquelas bandas.

Foi preciso aparecer um tipo alto, forte e espadaúdo e careca para meter ordem no discurso e dizer alto e em bom som que ao falar de solidariedade deveria ser " a Madeira a mostrar solidariedade para com o Continente e não o Continente para com a Madeira...", porque o nível de vida naquela região é mais elevado que no Continente...

Nunca ninguém negou que dinheiro puxa dinheiro...


 


 


 


 

20.12.09

Hoje

O relógio marcava as 16 horas 19 minutos do dia 20 de Dezembro de 2009: NASCEU.

Que nunca te falte coração para amar a vida, respeitar a vida, cantar a vida e louvar a vida.

Que nunca te falte amor para amar o mundo; que nunca te falte o mundo para nele percorreres os caminhos que te estão destinados com paz e com saúde.

Olha sempre o norte para que tenhas sempre presente que a estrela nunca deixou que alguém se perdesse nos caminhos da vida…

Se alguma vez o sentido da vida for difícil de encontrar olha um pouco para além do horizonte e lá verás o teu Anjo da Guarda…

17.12.09

Os salários

Os órgãos de informação da imprensa escrita e audiovisual desta manhã faziam referência aos salários dos administradores das empresas cotadas na bolsa, com especial realce para as empresas financeiras.

Nestas os salários pagos aos administradores atingiam verbas que nós, os pobres mortais, nem sequer temos a capacidade para imaginar tal a sua dimensão.

Ouvi falar em verbas astronómicas. Mas serão mesmo astronómicas para aquelas pessoas que têm sobre os seus ombros a alta responsabilidade de gerir um banco ou uma empresa parecida com um banco, mesmo que não seja um banco, bastando que seja designada de empresa do sector financeiro?

Cá por mim, que entendo perfeitamente que o que está em causa é o dinheiro de terceiros, nunca me passou pela cabeça que os parcos euros que são devidos aos administradores das empresas do sector financeiro pelo seu trabalho não são merecidos até ao último cêntimo.

Só quem nunca teve a responsabilidade de gerir uma empresa, mesmo que fosse a tasca da esquina em nome individual, é que pode ficar admirado pelos salários pagos aos administradores das empresas financeiras…

Então esta gente que gere o nosso dinheiro, que o multiplica por não sei quantos, não merece o seu peso em ouro e não somente os milhares de euros que lhe pagam mensalmente?

O que se passa é que somos por demais invejosos, porque não somos capazes de assumir a responsabilidade de ser administrador de um banco ou, o que estará mais certo, nunca tivemos vocação para tratar dignamente os bens do próximo, porque do próximo só desejamos o que não deveríamos desejar.

Alguém me diz que não se trata de não ser capaz de ser administrador de um banco mas sim de não ter tido a oportunidade de ser convidado para tal, como outros o foram com as mesmas, admito, qualidades que eu demonstro ter no meu dia-a-dia.

Para além do mais, devemos ter sempre presente que ser administrador de empresas do sector financeiro, apesar dos trocos recebidos ao fim de mês, representa uma carga de trabalhos que só pode dar em doenças bipolares com fortes hipóteses de só poderem vir a serem curadas em instituições especializadas que não são propriamente como as empresas do sector financeiro, tanto mais que os seus administradores desejariam, certamente, ganhar na sua vida contributiva o que os tais administradores ganham em apenas um ano…

No fim, as contas serão outras, pois talvez se torne realidade aquela coisa que alguém (?) terá dito ou terá comentado de ser mais fácil o Sporting ganhar o campeonato de futebol na presente época do que um banqueiro entrar no reino dos céus, mesmo que seja da opus dei ou vá à missa todos os dias…

2.12.09

A medida

A televisão pública, no seu telejornal de hoje, informava que o "… teve de pagar uma caução de 25 mil euros para não ficar em prisão preventiva.

Estou mesmo a ver a cena:

O juiz manda sentar o acusado na frente dele e dispara-lhe à queima-roupa: dado que é acusado de um crime de … tem duas opções no que se refere a medidas de coação, sendo uma delas a prisão preventiva e a outra o pagamento de uma caução que não pode ser assim muito pequena.

Mas eu estou inocente, atreve-se o acusado a responder ao juiz.

Pois, isso diz o acusado, mas eu é que sei o que devo fazer pelo que a medida de coação será de 25 mil euros e não há discussão. Isto para que não fique preso preventivamente.

Mas as coisas podem ser assim, pergunta o acusado. Pode optar por determinar o pagamento de uma caução para eu não ficar preso preventivamente?

Não é bem assim, mas é o que o José Rodrigues dos Santos vai dizer quando logo, no telejornal, ler a notícia das medidas de coação impostos ao acusado e arguido deste processo.

Mas vou pagar 25 mil euros como medida de coação para não me ser imposta a prisão preventiva?

Já lhe disse que não é bem assim, mas o José Rodrigues dos Santos vai dizer isso mesmo.

E o senhor juiz não se importa que esse jornalista diga isso mesmo e logo na televisão pública?

Estou-me verdadeiramente nas tintas para o que o José Rodrigues dos Santos diga na televisão pública ao ler as notícias do telejornal, já que também me estou verdadeiramente nas tintas para que esse mesmo jornalista continue a ler as notícias com a sua famosa esferográfica na mão, como se se tratasse de um garfo com um bocado de queijo na ponta e o atirasse ao rato que vai a passar no estúdio…

Enquanto o homem não me explicar qual a necessidade de estar sempre a apontar ao pessoal com aquela esferográfica enquanto lê as notícias, nada posso fazer. E quando me explicar os motivos para tal comportamento logo vejo se o posso acusar de alguma coisa e qual a medida de coação a aplicar…


 

Amanhã vou ler alguns jornais com alguma atenção para ver se descubro os factos que levaram o José Rodrigues dos Santos a afirmar que…" …vai pagar 25 mil euros de caução para não ser preso preventivamente".

A esta hora o distinto jornalista pensou que o arguido e acusado de um crime no processo causaria menor prejuízo ao Estado se pagasse uma caução e ficar em liberdade do que ir para a cadeia à custa do Estado; assim como assim, o Estado economiza algumas guitas, que podem ser contabilizadas como contributo do acusado e arguido para acabar com o défice público, embora o homem continue a ganhar uma pipa de massa sem trabalhar, o que não aconteceria se estive em prisão preventiva.

E são as nossas notícias…e os nossos jornalistas…

17.11.09

Sou escutado

Se toda a gente anda a falar da face oculta e das escutas, se a imprensa conhece com algum pormenor as conversas do Primeiro com o seu amigo Vara, cuja proveniência também toda a gente parece saber, então que nos falta para podermos falar também?

Não é que me interesse sobremaneira conhecer as tais conversas tidas como possíveis "crimes contra o Estado de Direito" cometidos pelo Primeiro, segundo o entendimento de juízes de Aveiro, mas já me interessa saber quem são os responsáveis pelas fugas de informação que deveria estar em segredo de justiça lá na Procuradoria-Geral da República e no Supremo Tribunal de Justiça e são do conhecimento de meios de informação e consta das conversas de café, do autocarro, do metro, do táxi e de todos os que se dispõem a ouvir rádio, a ler jornais e ver e ouvir televisão.

Já não nos serve o processo de qualificação de Portugal para o campeonato do mundo de futebol, já não nos chega as desventuras do CR7 e do bruxo que o embruxou, já não nos serve os títulos e os conteúdos de todas as revistas da sociolite portuguesa, para ocupar a nossa mente "perversa" com as escutas do Primeiro.

Podemos levar esta coisa para o lado da brincadeira, mas isto só dura enquanto essa brincadeira for feita com os outros e não connosco, porque quando tal acontecer então bem podemos pensar que mais valeria a guilhotina que ser objecto de escutas deste pessoal.

Quem está lembrado do "sucateiro" e do "lixeiro"?

Quem sabe se o Presidente da REN já foi ouvido?

Quem sabe se o Vara já foi ouvido?

Quem sabe se o Vara continua a receber o vencimento?

Quem sabe da situação de todos os outros "implicados" nessa coisa da corrupção ou seja lá o que for da responsabilidade desse tal sucateiro?

Quem se importa do que está a acontecer a essa gente?

O que importa agora, que está prestes a ser apresentado o Orçamento de Estado para 2010, são as escutas do Primeiro e os seus "crimes contra o Estado de Direito", segundo os entendimentos dos senhores juízes de Aveiro, tanto mais que já se está a anunciar o fim do processo "Freeport" sem que o Primeiro tenha sido acusado de qualquer crime…

Explicações do Primeiro? Para quê se os jornais já sabem tudo?!

Querem mais umas primeiras páginas com o nome de José Sócrates? Para quê se já há tantas?!

Querem continuar a malhar no homem como se ele fosse culpado e responsável de todos os males do mundo?

Que malhem, mas com lealdade e honestidade e sem rasteiras de jogador aldrabão.

Por mim não preciso de explicações de ninguém, mas atrevo-me a solicitar respeitosamente que alguém diga: quem continua a violar descarada e vergonhosamente o segredo de justiça e o que lhe é devido por tal facto.

Por outro lado, gostaria muito de solicitar aos senhores ministros que ministrem os seus ministérios e que se abstenham de fazer declarações sobre estas matérias, que nós já temos gente suficiente a falar desta porcaria com muito mais sabedoria e oportunidade nos milhentos telejornais e programas de comentários que abundam em todas as rádios e em todas as televisões.


12.11.09

Cá ou aqui

Cá ou aqui, no Portugal profundo, também temos acesso às notícias quer seja através da televisão e da rádio, um pouco pelos jornais, mas principalmente, no meu caso, pela internet, onde posso consultar os jornais de todo o mundo incluindo alguns portugueses.

Então podemos ler as coisas mais mirabolantes e esquisitas que se vão sucedendo na nossa santa terrinha, apesar das más vontades contra tanta coisa de bom que aqui se vai passando.

Estava eu a consultar um "site" com resumos das notícias mais importantes de todos os nossos jornais generalistas, especialistas e desportivos e dou de caras com um título referindo que o Armando Vara vai manter o seu vencimento de Administrador do BCP, apesar de ter pedido e ter sido aceite a suspensão do seu cargo.

Está bem de ver e de ouvir e entender os argumentos a favor desta deliciosa decisão por parte dos órgãos do referido Banco, fazendo-nos crer e acreditar que o dito permanece fiel e dedicado servidor do BCP, uma vez que está obrigado a tudo como se estivesse ao serviço, com excepção da prestação do seu trabalho diário, o que justifica o seu salário.

Como o homem se obriga a não trabalhar em qualquer outro lugar ou instituição, nem que seja numa empresa do Godinho, como o homem se obriga ao sigilo profissional e a não revelar os segredos da gestão do BCP, género como se ganham milhões em tempo de crise, como se é forçado ao regime de incompatibilidades profissionais, continua no seu legítimo direito a perceber a sua remuneração como se nada tivesse acontecido.

Em consequência, espero que continue com o seu, do Banco, belo carrinho e motorista, mais senhas de combustível, subsídio de almoço, horas extraordinárias e seguro de vida e… de tudo o resto que vem por acréscimo…

Bem basta que os lixados de sempre continuem a ser lixados sem apelo nem agravo, porque administradores de Bancos são só uns quantos e estes merecem todos os nossos sacrifícios e os nossos reconhecimentos pelos altos serviços prestados à Nação e ao Povo…

8.11.09

As passagens aéreas

Para apanhar um bocado de ar molhado fui a pé até à Estrada de Benfica descendo a Avenida do Colégio Militar e atravessando a Praça da Revista Militar, umas vezes pisando a ciclovia e outras desviando-me de umas quantas poças de água e demais porcaria.

Constatei que no lado sul da Praça da Revista Militar a ciclovia coloca-nos uma dúvida que não dá para esclarecer convenientemente: num primeiro momento parece que acaba no Parque da Quinta da Granja, mas num segundo lá se nota que o seu piso a preto continua a descer a Avenida do Colégio Militar retomando o laranja uns quantos metros mais a baixo fazendo a ligação com a ciclovia que, vinda de algures, chega ao Parque do Fonte Nova.

À semelhança do que acontece na parte norte da Avenida do Colégio Militar a ciclovia eliminou uma faixa de rodagem até ao edifício dos agricultores, altura em que passa para o lado esquerdo no sentido norte/sul até à Estrada de Benfica.

Curiosamente, neste pequeno troço com cerca de cem metros, a ciclovia desenvolve-se no passeio não havendo corte de qualquer das faixas de rodagem como ao longo da Avenida do Colégio Militar.

Curiosamente também neste troço o passeio não é assim tão largo como em outros da Avenida do Colégio Militar que chegam a ser superiores em largura às próprias faixas de rodagem.

Mas quem sou eu para criticar em termos técnicos o traçado desta ciclovia no seu desenvolvimento pela Avenida do Colégio Militar e até no Largo da Luz?

Pois nada, que não sou nem engenheiro nem arquitecto…

Nem sequer sou gordo e anafado, apesar de uns quilitos a mais, desloco-me dentro de Lisboa regularmente de metropolitano, algumas vezes de táxi, muito poucas vezes de autocarro, quase nunca de comboio, mas algumas vezes de viatura própria, que normalmente não fica estacionada na via pública e nunca em segunda fila, pois continuo a preferir os parques de estacionamento, preferencialmente o da catedral do consumo, aproveitando a benesse do Engenheiro facultada aos residentes da Quinta da Luz utilizando uma avença mensal pela exorbitante quantia de vinte e cinco euros.

Bem vistas as coisas, a ciclovia foi uma dádiva para os Residentes da Quinta da Luz: viram o tráfego ser dificultado ao longo de toda a Avenida do Colégio Militar; viram novos lugares de estacionamento, agora tarifado, desde o topo norte da Avenida até ao cruzamento com a Avenida da Pontinha; viram criadas duas bolsas de estacionamento reservadas a residentes e deixaram de ver o espectáculo dos carros rebocados pela Polícia, agora com apenas meia dúzia de carros estacionados.

Apesar de todos estes benefícios, que os residentes da Quinta da Luz devem agradecer à ciclovia do Vereador Sá Fernandes e não aos protestos do Presidente da Junta de Freguesia continua na mesma uma lamentável situação: a facilidade de atravessar a Avenida do Colégio Militar por quem o pretenda fazer e não apenas as criancinhas e os idosos, sempre chamados quando não há mais argumentos para defender a nossa tese.

Haja Luz, porque estádio já nós temos… faltando apenas duas passagens aéreas na Avenida do Colégio Militar…

6.11.09

Ainda o caso

Durante as minhas deambulações pelos canais de televisão por cabo fui "surpreendido" pelo jornal nacional de sexta-feira da tvi, sem a MMG mas com o caso "freeport": tudo continuava na mesma como se nada tivesse acontecido neste País durante este tempo todo.

Para além do mais e do que me foi dado perceber nada de novo no referido caso, parecendo que se pretende aplicar aquele velho provérbio de "água mole tanto dá até que fura", que é, no caso presente fazer "provar" que o Primeiro está implicado no processo de licenciamento daquele projecto.

A tvi lá continua na sua cruzada e pessoalmente espero que chegue ao fim concluindo o que tiver que concluir, mas que conclua qualquer coisa e não nos ande a maçar com a repetição das mesmas coisas semana após semana até às próximas eleições legislativas.

Fiquei surpreendido não tanto por se manter o caso "freeport" em antena com clara intenção de atingir o Primeiro, mas porque entretanto surgiram coisas novíssimas tão ou mais importantes que o licenciamento do dito, as quais mereceriam certamente alguma atenção por parte do pessoal do jornal nacional com ou sem a mmg.

Só que, bem vistas as coisas, estas coisas novíssimas estão a envolver pessoal de segunda como se de peões de brega se tratasse e não da figura suprema da política…

O que são varas e penedos e não sei o que mais a tratarem de sucata, ferro velho e lixo e toda a porcaria que gira nessa onda, comparados com a figura principal da política portuguesa dos últimos cinco anos?

Que bom seria se o agarrássemos bem de frente…!!!

Pois coisa nenhuma e por isso não tem interesse e quem se interessa por isso é porque não tem categoria de se interessar por quem realmente é importante.

Nós, os que vamos lendo, vendo e ouvindo todo um vasto conjunto de notícias que nos oferecem diariamente, também temos o direito de saber o que se vai passando de especial nesta santa terrinha , nem que seja o conhecimento ou o esclarecimento sobre quem passa todas estas notícias para os jornalistas que as fazem publicar nos seus respectivos objectos de trabalho.

Que o Primeiro "foi apanhado" a telefonar para o Vara? Tudo bem, foi apanhado a telefonar para o Vara, mas quem apanhou? Como foi apanhado? Por escutas telefónicas? Porque o telefonema foi feito na via pública? Quem fez chegar isso aos jornais? Sigilo profissional? Mas de quem? Do jornalista? Da Fonte? Quem é a fonte? Ninguém sabe…

Mas todos nós, que continuamos a acreditar na democracia que nem uns patinhos, estamos convencidos que o conhecimento só pode ser transmitido a outrem por quem tem esse conhecimento que transmite…

Quem tem conhecimento do telefonema do Sócrates ao Vara?

Eu digo: o Sócrates, o Vara e quem ouviu…

E agora as últimas perguntas:

O Sócrates informou os jornais?

O Vara informou os jornais?

Quem ouviu informou os jornais?

4.11.09

Alguém tem

Acabei de assistir à maior falta de respeito pelos telespectadores do canal público de televisão de que tenho memória: quando se iniciava a contagem decrescente dos dez segundos para a decisão final do concurso do Malato o canal público atira-nos com a publicidade durante uns bons minutos que me pareceram uma eternidade, tal foi a pouca vergonha demonstrada.

Que tal coisa acontecesse num canal privado, que tal coisa se inserisse a meio do concurso, que tal coisa acontecesse com normalidade, ainda vá lá que não vá.

Mas desta maneira e contra tudo o que tem a ver com dignidade, moralidade, ética, respeito, consideração, atenção e tudo o mais que se queiram dizer a propósito demonstra claramente a indiferença e a desfaçatez com que o canal público brinda os seus telespectadores.

E eles que continuam obrigados a doar mensalmente uns quantos euros na factura da electricidade para alimentar uma estação pública de televisão, que demonstra não ter a mínima ética devida aos telespectadores, que suportam estes desvarios.

E o pior de tudo é que ninguém tem capacidade e até vontade para travar esta pouca vergonha.

Espero que o Provedor do Ouvinte (?) tenha a possibilidade de puxar as orelhas a quem se lembrou duma coisa destas, sabe-se lá a troco de quê… ou de quanto…

Se o Armando Vara não tem nada a ver com isto, quem terá…?

3.11.09

O fiel servidor

Numa das minhas caixas de correio electrónico tinha uma mensagem enviada por um amigo meu da autoria do Miguel Sousa Tavares sobre o "Caso Vara".

Sem pretender fazer juízos de valor tanto sobre o Miguel Sousa Tavares como sobre o Armando Vara por total desinteresse pessoal, gostaria de, desde já, reafirmar a minha total solidariedade ao Miguel Sousa Tavares no tocante á matéria da queixa apresentada pelo Armando Vara, disponibilizando a verba de cinco euros para ajudar a pagar a indemnização pedida…

Depois gostaria muito de colocar à consideração do pessoal umas quantas perguntas sobre a matéria…:

A cidade de Vinhais seria a mesma sem o Armando Vara?

A região de Trás-os-Montes seria a mesma sem o Armando Vara?

A agência da CGD de… seria mesma sem o Armando Vara?

A Caixa Geral de Depósitos seria a mesma Caixa Geral de Depósitos sem o Armando Vara como responsável pela "segurança…"?

O prestígio dos quadros superiores da Caixa Geral de Depósitos seria o mesmo sem o Armando Vara?

A qualidade da Administração da Caixa Geral de Depósitos seria a mesma sem o Armando Vara?

O Banco Comercial Português seria o mesmo sem o Armando Vara?

A qualidade da Administração do Banco Comercial Português seria a mesma sem o Armando Vara?

Por fim, Portugal seria o mesmo sem o Armando Vara?

Deixem-se de pormenores sem interesse e olhem para o valor acrescentado de termos um cidadão e logo português como o Armando Vara que mais não é, não foi nem nunca será nada mais que um "fiel servidor" deste desgraçado e miserável País que só sabe e nisto é especialista em desancar naqueles de nós que são os melhores…

Ainda não tem uma estátua lá em Vinhais como o Dom Afonso Henriques tem em Guimarães? Pois não há-de tardar…

Não está imortalizado numa rua de uma qualquer cidade com o seu nome? Pois não há-de tardar…

Talvez tarde mesmo, pois que acabo de ouvir uma notícia que dá conta de que o Armando Vara pediu a suspensão do cargo de Vice-Presidente do BCP…

Com vencimento ou sem vencimento?

Perguntar não ofende!

 

23.10.09

O percurso

Perguntava-me outro dia um amigo meu se, passadas que foram as eleições autárquicas e reeleito Vereador o Vereador Sá Fernandes, passava a orientar os meus humores para outra coisa que não fosse a ciclovia da Avenida do Colégio Militar.

"Jamais" (pronuncie-se em francês para recordar expressões famosas de um passado recente) …, mas admito qualquer coisa se houver alguma disponibilidade para percorrer a dita ciclovia desde o Largo da Luz até ao Parque da Quinta da Granja, que, diga-se, ficou bem melhor do que aquilo que eu imaginava, muito embora note que foram colocados poucos bancos, como se o Parque seja de passagem e não propriamente para lazer do pessoal, além de que se esqueceram da criançada, que adora escorregas e baloiços…

Que sim senhor, vamos lá tratar de efectuar esse percurso, sendo conveniente que se faça a descer e a pé, porque a subir e de bicicleta nem a Helena Roseta.

Começamos aqui no Largo da Luz e deixamos para trás o que se passa para os lados da Avenida Fernando Namora. Aqui no Largo da Luz tem que haver muita atenção para se encontrar vestígios da ciclovia, mas ali mais à frente já se nota qualquer coisa ao atravessar o topo norte da Avenida do Colégio Militar, o que exige muita atenção pois pode muito bem acontecer que venha um veículo a subir ou a descer a dita que foi Avenida.

Agora presta bem atenção ao que se passa junto à paragem dos transportes públicos ao lado do Edifício da Junta de Freguesia e nas traseiras (?) do Prémio Valmor de Carnide e magnífico jardim anexo: a ciclovia parece que vai acabar, mas umas curvas bem desenhadas lá nos indicam que vai continuar agora a descer a Avenida do Colégio Militar; toma nota que vamos atravessar a Rua Maria Veleda e da pista nada se vê; o mesmo acontecendo logo a seguir na passagem da Rua Adelaide Cabete e logo um pouco mais, sem se saber porquê deixa de haver pista numa pequeníssima distância junta à segunda paragem dos transportes públicos, para recomeçar e desaparecer no atravessamento da Rua Ana de Castro Osório, com entradas e saídas e viragens à esquerda e à direita e ainda mudanças de direcção de uma boa quantidade de veículos; ali está ela na sua cor distinta para logo desaparecer nas superiores da Avenida da Pontinha ou se se preferir no topo norte da Praça Cosme Damião, que não tem culpa de coisa alguma; passados que são uns sigzagues lá encontramos a ciclovia a dirigir-se para Sul, para se interromper na entrada do Parque subterrâneo do CCC, onde encontramos uma boa quantidade de areias e lixo e até água, após a chuva que veio sujar a novíssima pista não demonstrando qualquer respeito pela segurança dos ciclistas, mas ela lá continua até ser abruptamente interrompida nas inferiores laterais da Avenida Lusíada, prosseguindo em curva e contracurva para atravessar a Praça da Revista Militar até ser absorvida pelo Parque da Quinta da Granja…

Durante este percurso não passou um ciclista e uns peões usavam a pista para evitar o ondulado e as pedras soltas do passeio, sendo sempre preferível usar a ciclovia, tanto mais que os seus felizardos destinatários ainda continuam uns mal-agradecidos.

Pois, se a ciclovia fosse construída no outro lado da Avenida do Colégio Militar talvez que…

Contudo o que me parece é que a Cidade tem necessidade de coisas bem mais importantes e prioritárias à espera da iniciativa não só Vereador Sá Fernandes como também de todos os que assumiram responsabilidades pessoais perante os eleitores e onde a relação custo/benefício seria bem mais interessante que a construção de uma ciclovia, cuja utilidade é muito duvidosa.

Sem ofensa e salvo melhor opinião…

13.10.09

Os efeitos eleitorais

Ainda as eleições autárquicas de 2009.

Certamente que todos os partidos políticos concorrentes ou não a estas eleições autárquicas, as empresas de produção de sondagens, diversas instituições e institutos de estudo e de investigação de natureza social, investigadores individuais e colectivos e ainda alguns outros malucos por estas coisas, vão analisar em profundidade e com o cuidado que tudo isto merece os resultados eleitorais.

Todos vão procurar respostas para muitas perguntas e palpites que se fizeram durante a campanha eleitoral e até durante a noite dos comentadores.

Todos vão à busca daquelas pequenas coisas que decidem a veracidade de um palpite ou o fracasso de uma hipótese e até o significado de um resultado que não se esperava e que esteve longe dos preciosos comentários que ouvimos durante a noite dos comentadores.

Todos irão à procura das justificações para os seus pensamentos, para as suas ideias e para as suas hipóteses na esperança de ser possível concordar com todos os partidos políticos concorrentes: todos ganharam, todos subiram e nenhum perdeu.

Mas haverá necessidade de fazer um estudo muito aprofundado e com muita seriedade intelectual e política sobre os resultados de umas quantas mesas de voto da Freguesia de Carnide para que se fiquem a conhecer os efeitos da ciclovia do Vereador cessante e Vereador Eleito Sá Fernandes.

Nós os que vivemos aqui e aqui votamos há muitos anos temos alguma curiosidade em saber claramente os efeitos eleitorais da construção da ciclovia, que vai desde o Parque da Quinta da Granja ou Praça da Revista Militar ou Centro Comercial Colombo até algures no norte de Lisboa…passando pela inutilização da Avenida do Colégio Militar, mas com a plantação de umas quantas árvores que, por acaso, não são choupos.

Todos aqueles que viram construir grande parte da Quinta da Luz e toda a Avenida do Colégio Militar temos alguma curiosidade em saber se a construção da ciclovia na Avenida do Colégio Militar (agora reduzida a uma "avenidita…" foi suficiente para a eleição do Vereador Sá Fernandes ou se significou mais uma traulitada nos cidadãos que aqui deram a cara pelo Partido Socialista como candidatos à Assembleia de Freguesia.

E se ninguém se der ao trabalho de fazer esta análise pois então que a faça o próprio Vereador Sá Fernandes e nos diga se ganhou alguma coisa com a construção desta ciclovia, alguma coisa que valesse a pena para os residentes na Quinta da Luz em Carnide.

Só assim se podem convencer todos aqueles que têm qualquer dose de má vontade para com o Vereador Sá Fernandes e fazer com que reconheçam o serviço feito como se fora sem prejuízo dos residentes…

Por mim, que nunca alterei o meu voto ao sabor da fantasia, da descrença, da desconfiança, da fúria, da vingança, da animosidade, e até da má-fé ou do canto da demagogia, estou confiante que o Vereador Sá Fernandes terá a dignidade de vir a terreiro dizer o que lhe aprouver sobre os efeitos da construção desta ciclovia nos resultados eleitorais da Freguesia de Carnide.

Deve isso, ao menos, a todos os que e apesar disso votaram na lista onde constava o seu nome…

Por mim bastava, mas alguns querem a Avenida do Colégio Militar no seu traçado original…

Serradura molhada

Vou dar apenas duas ou três notas sobre os acontecimentos do último mês, mês e meio.

Em primeiro lugar, declarar-me não culpado nem sequer responsável pela derrota eleitoral do BE e do Louçã, principalmente nas autárquicas, dado que não fiz campanha por este meio.

Depois fazer notar que a asfixia democrática é um fenómeno muito interessante, principalmente para o JPP se entreter a produzir diatribes contra o PS como forma de expelir toda a sua bílis que se vai acumulando naquele corpinho e que não tem outro escape que não seja atirar-se como gato a bofe aos plenipotenciários socialistas.

De seguida fazer notar que continuam imparáveis os camaradas quanto mais não seja por se terem ficado à frente dos contestatários e descontes bloquistas envergonhados por não terem a coragem de votarem onde votavam normalmente como se poderia esperar, uma vez que a memória destas coisas não lá grande importância…

Por outro lado sinto que pelo facto de não ter escrito nada durante a campanha foi razão suficiente para que o Sá Fernandes ganhasse em Lisboa com maioria absoluta, pois se fora o caso, a ciclovia de Carnide teria bem maiores efeitos nefastos para o seu resultado final.

Estou ainda convencido que os votantes no António Costa lá tiveram que engolir uns quantos sapos, nomeadamente aqueles que se apresentam na lista de vereadores, alguns dos quais orgulhosamente eleitos, apesar das suas fortes simpatias pelo PS…

E para fechar esta coisa das eleições, por hoje, reconhecer que lá na minha terra triste as maiorias absolutas ganham-se com almoços, jantares e passeios e fazer crer que as pensões são pagas pela Junta de Freguesia e que os medicamentos o são pela Câmara Municipal… enquanto isso durar, durará a maioria absoluta…

Haja Deus… apesar de a vida ser nossa…

Pela primeira vez, vi e ouvi quase todo o "Prós e Contras".

Sem fazer julgamentos de valor sobre as presenças, sobre as intervenções, sobre a direcção do programa e até sobre as questões colocadas, atrevo-me a dizer apenas que a intervenção do Provedor da RTP foi a única coisa clara e verdadeira que se ouviu.

Tudo o resto foi ruído, como é classificada a porcaria que abunda nos órgãos de comunicação social, produzida pelos jornalistas…

Não sei se repararam que a condutora/moderadora não acertou uma quando se punha a adivinhar ou interpretar o que o Director do Público queria dizer ou dizia…

Pois é… a haver asfixia democrática é na serradura molhada que muito pessoal tem na cabeça por mais importantes que se queiram fazer…

31.8.09

As ciclovias holandesas

Durante um bom bocado da tarde de hoje estive frente à tv a ver os últimos quarenta quilómetros da etapa da "Vuelta" que decorria nas estradas da Holanda.

Passei o tempo a pensar que era um entretenimento muito adequado para o Vereador Sá Fernandes recolher algumas ideias de construção de ciclovias nas ruas da Cidade de Lisboa, mesmo que se tratasse de uma ciclovia a ligar Telheiras à Quinta da Granja…

Pensando bem, seria bem melhor que o Vereador Sá Fernandes convidasse aquele pessoal lá da Holanda para vir a Lisboa verificar e constatar como se constrói uma ciclovia colocando ao serviço da bicicleta a arte urbana de bem desenhar uma via exclusivamente dedicada às bicicletas, mesmo que o seu número não tenha qualquer significado para valorizar e defender e proteger o meio ambiente.

O que importa, no meio disto tudo, é poder informar toda esta gente sem cultura ambiental que a disponibilização de uma ciclovia não tem como objectivo fundamental a sua utilização imediata, mas preparar as mentes de todos estes atrasados que num futuro próximo o automóvel será proibido em Lisboa e então terão que recorrer à bicicleta se querem arranjar emprego que não seja de teletrabalho…

Esta gente ignorante tem que perceber que o futuro é construído no presente e o presente é a construção de ciclovias porque não tem piada alguma andar agora nestes tempos a fazer ruas e estradas que cairão em desuso muito rapidamente por falta de combustível que faça mover as quatro rodas… esperando-se e acreditando-se que não será nos próximos séculos que vai faltar a energia suficiente nas pernas de um cidadão para mover uma bicicleta de carbono com peso inferior a cinco quilos…

Nessa altura cá teremos as ciclovias construídas pelo Vereador Sá Fernandes… mesmo que custem uns bons milhares de euros.

Neste aspecto muito terão que aprender os holandeses quando tiverem a oportunidade de estudar as nossas ciclovias, pelo menos, as construídas pelo Vereador Sá Fernandes que são separadas das faixas reservadas ao automóvel por pedra devidamente polida, muito embora o seu piso seja negro como o negro de uma noite de meia-lua…

Chamaram-se a atenção para o facto de eu ter citado um pasquim oral e ter transcrito uma conversa relacionada com a construção da ciclovia na Avenida do Colégio Militar.

Diziam-me que acreditar nos dizeres de pasquim, mesmo oral, era acreditar e confiar no boato onde as fontes não têm credibilidade e o seu objectivo é, normalmente, perverso porque não dá qualquer contribuição para a dignidade e qualidade da democracia…

Mas se citei o pasquim oral da aldeia também podia e deveria citar outros pasquins orais de outras aldeias, como aquele onde se referia uma conversa entre o engenheiro e o vereador "…faça lá a sua ciclovia, mas não me venha com a conversa de oferecer aos residentes mais lugares de estacionamento ou baixar o preço das actuais avenças pela utilização de um lugar durante vinte e quatro horas de um dia, trinta dias de um mês, doze meses de um ano e assim indefinidamente sem qualquer aumento, pois o que se paga agora já é muito interessante para a função…contudo não deixe de cortar uns quantos lugares de estacionamento, de modo a que o pessoal se habitue a utilizar o meu parque que ainda se encontra às moscas, a não ser nos dias dos jogos do glorioso, mais por força da actuação da pm que da vontade dos automobilistas…"