28.11.06
"...gurança"
Só lamento que esta não se tenha aproveitado e tenha ido para o mar, não sem antes causar graves prejuízos a gente pobre. É sempre uma chatice: nunca ninguém nos informa que um rico sofreu uma inundação em sua casa. Só pobres e remediados.
É da vida; levantar a cabeça e continuar.
Bem pior se encontram as universidades portuguesas, que não têm guita para pagar os salários do final do ano. Olha que Natal vai esta gente ter, sem massa para encher a árvore de prendas para a criançada…
Por acaso gostaria de saber e espero que alguém diga alguma coisa sobre o IST. Esta universidade também não tem dinheiro para pagar salários? Será que o Técnico também está falido? Digam lá alguma coisa…sem vergonha porque a gente entenderá…
Parece que agora alguém se lembrou de que algures na Europa existe uma palavra que encerra um conceito que engloba uma coisa qualquer relacionada com as leis do trabalho: “…gurança”!!!!!!!!!.
Vai ser o bom e o bonito para os trabalhadores, para os empregadores e para o Governo.
Não seria mais fácil importar o sistema de cobrança de impostos que está em vigor lá para o norte da Europa?
Eu não percebo esta gente: quando parece que a coisa está a tender para o equilíbrio, lá uma ventania que não dá para segurar… lá se vai a esperança. Ainda bem que o Papa andar a proclamar a paz na Turquia, esperando eu que deverá estar a pensar neste rectângulo à beira mar encontrado…
Espera aí! Esta história do equilíbrio faz-me lembrar qualquer coisa relacionada para a “ tese e a antítese”…
Para que uma pessoa tenha consciência do saber amargo da derrota, tem que ter conhecido antes o prazer da vitória…
A chuva
Sem esperar pelas explicações dos entendidos, lembro-me de declarações de uma senhora sobre as cheias de uma ribeira que arrancaram literalmente um olival… Os entendidos não deixam limpar as ribeiras, os ribeiros, os ribeirinhos, os ribeirões… só a natureza o pode fazer… como faz nestas alturas…
Lembro-me de outras situações como a inundação de ruas, rebentamentos de esgotos, etc. e tal. Depois alguém vem dizer que as sarjetas deveriam ser limpas e que não se deveria construir no leito dos rios, das ribeiras.
É sempre a mesma rebaldaria: que não se faz isto, que não se faz aquilo, que assim, que a câmara assado e as inundações de Tomar por efeitos das cheias do Nabão acontecem sempre que o São Pedro fecha o guarda-chuva.
É uma tristeza…
Quando temos água, não queremos água; quando não temos, queremos.
Não é para admirar: nós somos mesmo assim. Mas limpar as sarjetas, isso não, limpar os leitos dos cursos de água, cruzes canhoto que vai abaixo uma árvore.
É certo que nos tempos que correm é mais importante conservar o matagal dos leitos dos cursos, do que preservar uma casa, normalmente de gente pobre.
E digam lá que não há inteligentes…!
Por mim continuo a dizer: que eu saiba a água ainda está muito longe to pico da serra…
26.11.06
A data
A toda a prova, ponto e vírgula; porque quando menos se espera dá-lhe qualquer nos interiores, que origina uma determinada fúria que nos impele à tentação de o atirar pela janela.
Bem vistas as coisas não vale a pena “arranjar” computadores! Quando avariarem, o melhor é atirá-los para o lixo; quando muito aproveitar alguma coisa que nunca deu problemas. Por outro lado, tenha-se na devida conta que, nos tempos que correm, a gasolina pode estar cara, mas os computadores já são acessíveis a toda a gente que precisa de um, tanto mais que as prestações…
Foi o que me aconteceu: no espaço de três meses (mais dia menos dia) mandei arranjar um computador, que me custou pouco menos que um novo, teve oito dias na oficina para ver o que tinha, o que não foi descoberto, e em menos de um mês lá voltou outra vez para ver o que se passava. Arrancou, o maldito. Está a trabalhar há seis dias e ainda se mantém com a energia toda. Assim é que é.
De qualquer modo, já estou arrependido de não ter atirado pela janela esta máquina e adquirido uma nova, mesmo que fosse a prestações. Vejam que fui “forçado” a apresentar um trabalhinho urgente e o meu receio e desconfiança na máquina era tanta, que gravava o texto numa disquete (!!!) parágrafo a parágrafo, não fosse esta coisa dar o berro e lá se ia o esforço…!!!
Esta situação foi tão importante para as minhas preocupações da semana que finda que nem dei conta nem me apercebi da quantidade de água. Cá por mim, penso desta maneira: todas as preocupações serão poucas enquanto não se verificar uma inundação no Alentejo e ver os alentejanos no topo da Serra de São Mamede ou no da Serra D´Ossa…
29.10.06
Fase complexa
Já não me dão vontade de rir as intervenções dos políticos quer do governo quer da oposição; tanto que eu gostava de uma boa tirada de uns e de outros e era gargalhada pegada quando ouvia um ministro ou um secretário de estado ou um secretário-geral ou um presidente ou um porta-voz a mandar uma boca para o povo ouvir, mesmo que a boca fosse foleira.
Já sinto uma certa frustração quando ouço falar de um perdão de não sei de quê a bancos, que deveriam participar no esforço de guerra que estamos (?) a travar contra o défice. Nem sei bem se é contra o défice se é contra as despesas desnecessárias e abusivas da administração pública…isto é, dos ministros, dos secretários de estado, dos directores gerais e dos presidentes disto e daquilo…
Já não tenho alegria quando dou conta de uma boa discussão onde todos berram ao mesmo tempo e ninguém ouve, ou melhor, entende o que se pretende dizer…
Já não acho piada às asneiras dos jornalistas a lerem os milhões de euros de qualquer coisa, pensando que o problema deve estar no teleponto…
Já não faço observações sobre aquelas apresentadoras histéricas, cujo único pecado é não estarem atadas às cadeiras…
E muito menos me importa que muitos e muitas leitores e leitoras de textos noticiosos, que em Portugal se denominam de “jornalista”, se esqueçam de pronunciar a última sílaba das palavras…
Já não que questiono se o TGV chega a Lisboa pela margem sul ou pela margem norte, se o aeroporto da OTA é construído ou fica no papel, se o Porto vai ter mais uma ponte sem portagem, apesar da pobreza reinante na região de braço dado com os carros de alta cilindrada…
Mas tenho duas grandes preocupações:
Não entendo os alentejanos por já estarem fartos da água das últimas chuvadas, quando as barragens ainda dormem…
E a mais importante, mas mesmo muito importante é a intervenção de dois grandes homens do nosso Portugal de hoje: Luís Filipe Vieira e Jorge Nuno Pinto da Costa.
Portugal bem pode dar graças aos deuses pela existência destes dois grandes portugueses… Que seria da nossa vida se ao voltar da esquina do tempo não esbarrássemos com estes dois heróis nacionais…
É realmente uma lástima que aquele tipo da margem direita da segunda circular não tenha queda para estas coisas…
23.10.06
Político-partidários
Já que comecei esta coisa, não convém que a deixe sem qualquer justificação. Mas como não tenho qualquer justificação para a deixar, não a deixo e continuo a deixar algumas observações sobre factos e circunstâncias a vida quotidiana do burgo. Vai havendo matéria que baste para, de vez em quando, envolver alguns minutos neste modo de escrita…
Fiquei muito preocupado, senão surpreendido, pela notícia sobre a suspensão do mandato de um deputado: fora nomeado presidente de uma grande empresa portuguesa (?) produtora cervejas, deduzindo-se que não poderia acumular o seu mandato de deputado com esta nova (?) situação profissional. Certamente que a diferença de ordenado justificava perfeitamente o abandono do exercício de tão elevadas funções políticas para as quais fora eleito por uns quantos milhares de portuguesas que nele confiaram…
Mas o estranho foi a justificação apresentada: motivos político-partidários. Assim, sem vergonha, sem moral, sem ética, sem respeito…
Eu não sabia e agora fiquei a saber que essa história dos motivos político-partidários para tudo e para mais alguma coisa continua a justificar a mais incríveis razões para aldrabar o pessoal… É!!! Sempre ouvi dizer que a vergonha era verde e que veio o burro e comeu-a…
Continuei a ficar surpreendido, mas desta vez não preocupado por um secretário de estado ter dito qualquer coisa relacionada com a culpa dos consumidores pelos preços da energia eléctrica. Nunca me tinham dito nada sobre tal responsabilidade, mas acredito piamente no que toca à minha quota-parte de responsabilidade. Provavelmente consumi demasiada energia eléctrica, quando deveria ter tido mais cuidado e ser mais poupadinho…
Para mim, tudo bem. Só não percebo por que é que, depois de um dia mau para o tal secretário de estado, ele não teve um dia bom para apresentar a sua imediata demissão…
Afinal está tudo bem: para uns os motivos político-partidários justificam a pouca vergonha; para outros os dias maus desculpam as asneiras.
A vergonha era verde…
15.10.06
A Crise
Esta gente é mesmo inteligente: não é que dando outro uso àquele parque não carece de mudar a placa? Ficamos a saber, e isto é do meu agrado, que o parque vai ser reservado a residentes para depósito dos seus automóveis que forem rebocados, principalmente nos dias de jogo do Glorioso.
É preciso ter sorte para não ter que ir buscar o carro ao outro lado da segunda circular…
Abertura bombástica de um noticioso da TV paga por todos os que pagam impostos: “O Ministro da Economia anunciou o fim da crise”. Se esta bomba fosse do cm ou do 24 não levava a mal nem me importava.
Mas da estação pública… Fiquei com curiosidade de ver e ouvir o desenvolvimento da bomba, pois pareceu-me logo que o Ministro não teria dito aquilo daquela maneira. Assim pensado, assim dito: o Ministro não disse bem aquilo que foi dito pelo JRS. Se tivesse vindo de um outro qualquer, qualquer desculpava… mas vindo dele!!!
Assim é quem faz opinião pública…
O Mais engraçado de tudo isto é que o Presidente do Glorioso e candidato a Presidente do Glorioso anunciava também o fim da crise no Glorioso: acertou em cheio. Ontem foi o que se viu!
13.10.06
Humor negro
Fiquei espantado e até admirado pelo facto de o passeio da Avenida continuar naquela porcaria de sempre: esperava uma calçada paga pelos custos do estacionamento na Cidade ou, pelo menos, um betuminoso igual ao das faixas de rodagem. Mas não lá estava a porcaria.
Mas outra coisa ali continuava a chamar a atenção de quem passa despreocupadamente: um aviso “Parque de estacionamento reservado a residentes”. Deve haver algum engano ou então deve tratar-se de “humor negro”… difícil de entender. De qualquer maneira, parece-me que a obra ainda não está totalmente acabada: pelo menos, não está em funcionamento…
No princípio era o verbo e residentes eram aqueles a quem a JF reconhecia essa qualidade. Agora? Residentes serão os “pm” e os automóveis rebocados.
Aquilo ainda está vazio, mas não há pressa. Numa tarde de actividade nas envolvências no centro do Belmiro e nas ruas da Quinta da Luz o espaço será curto para tanto abuso ao CE.
O mais engraçado de tudo isto é que me garantiram que a JF de Carnide não teve conhecimento daquela obra…
Eu acredito piamente, mas não deixa de ser estranho tal facto, tanto mais que a esta JF nada escapa no que às necessidades dos residentes diz respeito.
Já agora tenham presente que um pouco mais abaixo no NS da Avenida estão duas ilhas pejadas de automóveis estacionados… ilegalmente, claro!!!
12.10.06
Reboques
Eu gosto muito do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Eu gosto muito das Vereadoras da Câmara Municipal de Lisboa.
Eu gosto muito dos Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa.
Eu gosto muito das obras da Câmara Municipal de Lisboa.
Eu gosto muito das iniciativas da Câmara Municipal de Lisboa.
Eu gosto muito da previdência e da providência da Câmara Municipal de Lisboa relativamente aos seus Munícipes.
Então não querem lá ver que a CML resolveu tomar uma iniciativa de protecção dos residentes na dita Quinta da Luz em Carnide!!!
Sabendo a CML que esta zona está cheia de pessoal que frequenta o centro comercial do Belmiro e, de vez em quando, daquele “maralhal” que se desloca ao campo do Glorioso, do que resultam graves inconvenientes para os pacatos residentes na quinta no que se refere à circulação e estacionamento de veículos automóveis, teve a brilhante ideia de resolver o problema ou, pelos menos, minimizá-lo !!!
Onde havia um parque de estacionamento para residentes, isto é, para quem chegava primeiro, passa a haver um parque para as viaturas rebocados pelos competentes serviços !!!
É de aplaudir esta medida, porque assim quando os aqui residentes tiverem o seu automóvel rebocado não têm que se deslocar ao cu de judas, porque o parque está mesmo aqui ao lado.
Só vantagens.
Claro que o Belmiro vai ter mais umas quantas assinaturas, mesmo a preço simbólico, mas uma assinatura paga; a Associação dos Parques da Quinta da Luz terá (terá?) mais uns lugares vendidos e os moradores terão um parque de viaturas rebocadas para dar alguma dignidade à Avenida do Colégio Militar.
Se na Avenida do Colégio Militar está o Colégio Militar, estão umas quantas oficinas, o Centro Comercial do Belmiro, um bairro residencial, por que carga de água não há-de estar um parque de estacionamento para viaturas rebocadas ??? !!!
10.10.06
PGR
Para mim o que é importante na vida deste novo Procurador-Geral da República é que tenha sempre presente as enormes expectativas que uma grande maioria dos portugueses atentos a estas coisas depositou na sua nomeação, o acompanhou a sua tomada de posse e vai olhar a sua actividade profissional.
Que nunca lhe falte o bom senso, mãe e pai da eficácia, da dignidade profissional e da consciência do dever assumido. Que os deuses nunca lhe retirem a clarividência e a sabedoria indispensáveis para a decisão acertada. Que os amigos fiquem longe, mas perto os inimigos. E principalmente que nunca se deixe intimidar pelas vozes que clamarem no deserto…
Certamente que as nuvens negras já pairam no ar, mas tenha sempre em mente que a luz nunca se apaga…
4.10.06
Finanças Locais
E têm fortes razões para estarem com os cabelos em pé: para muitos dos autarcas deste país vai faltar qualquer coisa no próximo e/ou nos próximos dois anos.
E não é coisa que se despreze. Pode não ter importância remendar uma estrada, que passa o tempo a ser remendada; pode não ter importância tratar do abastecimento de água nas devidas condições; pode não ter importância tratar devidamente dos esgotos; pode não ter importância os maus ou péssimos serviços de atendimento e resolução de problemas triviais dos munícipes.
Mas importância tem e muita disporem de meios financeiros para coisas do dia-a-dia das populações.
Estou convencido que a esmagadora maioria dos autarcas não protesta por interesse ou benefício pessoal, mas admito que o exercício do poder está patente na posição generalizada dos autarcas.
Também admito que a maneira mais fácil de governar nestas circunstâncias é cortar nas coisas dos outros, porque as nossas são intocáveis.
Pois, tudo bem: o Governo devia cortar nas coisas que lhe dizem directamente respeito e ter mais cuidado no que aos outros diz respeito.
Mas a lei das facilidades tudo parece justificar.
Contudo, gostaria muito que a AMP fizesse umas pequenas contas e divulgasse o resultado final: quanto gastam as câmaras municipais e juntas de freguesia em almoços, lanches e jantares oferecidos às populações a propósito de qualquer coisa; quanto gastam as câmaras municipais e as juntas de freguesia na contratação de artistas por ocasião de feiras e festas populares; quanto gastam as câmaras municipais e as juntas de freguesia em subsídios para as mais diversas associações…
A informação nunca fez mal a ninguém…pode incomodar…
29.9.06
Justiça
Houve quem ficasse incomodado e até surpreendido pelo resultado da eleição do novo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça: parece que o homem não foi eleito por unanimidade, havendo dezassete votos arredados do novo Presidente.
Não tenho grande interesse em saber o que querem dizer esses dezassete votos nem o que pensam esses dezassete juízes sobre a figura do novo Presidente.
Contudo, estou convencido que estes dezassete votos vão arrepender-se de não terem tido a cruz no lugar certo, uma vez que muito em breve vão sentir o arrependimento pelo erro cometido.
Rapidamente vão constatar que o seu ordenado foi aumentado correspondendo a uma diminuição de trabalho; vão sentir os efeitos de uma nova política social especialmente concebida para os juízes e, principalmente, vão orgulhar-se de o seu Presidente ter assento no Conselho de Estado.
Por outro lado, qual é o trabalhador que não tem orgulho no facto de o seu Presidente ter um programa de trabalho e de acção que mete a um canto os dirigentes sindicais que imperam no mundo do trabalho, ou imperavam…
Eu vi umas imagens na tv quando alguns votantes cumprimentavam o presidente eleito…
Lembrei-me daquele adágio (provérbio?) popular: “…é pequenino… então é mau ou dançarino…”
Vai depender do ponto de vista…
25.9.06
MIC
É assim mesmo: quem se sente injustiçado e com os seus valores não reconhecidos pelos seus pares nada mais sensato que criar um movimento cívico para estarem sempre em cima da onda. Assim a imprensa se vá lembrando de vez em quando para o que o movimento não acabe e não se resuma a umas quantas mesas de café.
Eu cá por mim, estou convencido que um partido político com um milhão de votos seria mais que suficiente para por a Poesia na ribalta e na tribuna e lançar estes cidadãos para voos bem mais arrojados que os feitos até aqui.
Tenham na devida conta que um crédito de um milhão de votos, apesar de a grande maioria seja voto do contra, justifica perfeitamente que se assumam com dignidade política o que aqueles cidadãos quiseram dizer: não queremos aquele, queremos este, pelo saiam todos do partido maldito e entreguem os seus lugares a quem continua fiel e lutem para ganhar democraticamente os vossos lugares e as vossas condições.
Doutra maneira, alguém poderá considerar que o milhão de votos não justifica cinco minutos de televisão…
24.9.06
Envelope 10
Claro que o cidadão, bem avisado, não estava em sua casa pelo que não foi preso.
Isto não teria qualquer importância nem causaria dores de cabeça aos cidadãos deste País se não se referisse a uma actividade por demais conhecida como sendo o supra sumo da corrupção, que todos comentam, mas que ninguém prova.
Situações e processos como este a que se referia a notícia abundam na sociedade portuguesa e os poucos que pagaram as favas foram dois jornalistas que deram a conhecer o conteúdo (parte) suponho do famoso envelope nove.
Não é que eu tenha grande simpatia por noventa por cento dos jornalistas portugueses, mas atrevo-me a esperar encarecidamente que muitos mais jornalistas sejam chamados à perna por coisas que escreveram ou disseram nos seus órgãos de informação...
Isso seria sinal que o pessoal do burgo tivesse conhecimento de muitas coisas que estão noutros envelopes, nos processos...
22.9.06
Se eu fosso Ministro
Não teria qualquer tipo de problema em aceitar essa proposta desde que o compromisso aceitasse o compromisso de fazer com que todos os empresários pagassem os impostos correspondentes à totalidade da facturação de todas as empresas incluindo a facturação relacionada com a economia paralela. E ainda que todos os empresários pagassem os impostos devidos pelos valores envolvidos nos cartões de crédito, nos seguros de vida, no crédito para bens pessoais, nos combustíveis, nos automóveis, nos telefones, na parte dos salários pagos pela porta do cavalo,etc. E ainda...
Se o compromisso fosse capaz de assumir o compromisso de não meter o pé fora do sapato ou, se pretender, em ramo verde, era certo e sabido que podíamos baixar os impostos como pretendido e ainda dar uma ajudinha à formação profissional dos trabalhadores das empresas de tais empresários.
Se o compromisso assumisse o tal compromisso este país não diferia em nada dos seus parceiros!
Contudo, estou convencido que o compromisso está disponível, mas totalmente disponível, não para dar seja o que for, mas para receber tudo o que puder por todos os meios ao seu dispor e de outros...
21.9.06
O compromisso
O compromisso pensa… nós concordamos; o compromisso quer… nós damos; o compromisso sugere… nós nada mais temos a fazer que ir depressa e depressinha à procura de todas as oportunidades para satisfazer o compromisso.
Tem dívidas? Paga e os teus problemas estão resolvidos.
Queres dinheiro? Pede e alguém te dará.
Não queres pagar impostos? Diz e a tua vontade será satisfeita.
Queres ganhar mais? Não tenhas vergonha de pedir.
Estás gordo? Eu trato do teu problema.
Queres ter uma boa reforma? Eu trato disso, desde que me dês o teu dinheiro, porque eu sei tratar de negócios melhor que tu.
Só que o compromisso esqueceu-se de me dizer para onde mandava os tais “…entre cento e cinquenta mil e os duzentos mil…”. Para a reforma?
Para o desemprego? Para o deserto do sahara povoar aquela coisa? Para a amazónia dar de comer à passarada? Ou ficava-se num processo mais caseiro e limitava-se a colocá-los nas margens do Alqueva a pescar peixinhos… ou no Alentejo inteiro a guardar porcos pretos… ou em Trás-os-Montes a arrancar amendoeiras…
Com a receita dada e proveniente dos pensamentos mais profundos e mais elaborados dos homens do compromisso, adeus défice em apenas um ano!!!
Para quê mais coisas se isso seria suficiente para baixar os impostos às empresas; para quê dar trabalho ao pessoal se essas mesmas empresas estão disponíveis para gerir a guita e garantir a reforma em dois mil e cinquenta…
Depois digam que o fazem para servir Portugal…
Nós acreditamos piamente nos votos do compromisso, embora não entendamos bem o facto de os bancos portugueses ganharem mais e pagarem menos que os congéneres da Europa…!!!
É o que acontece com um país que tem um compromisso assim.
Só falta que o compromisso assuma o compromisso de gerir o Estado.
O riso e o número
Finalmente acabou-se o “suspense”: já é conhecido o homem que vai muito brevemente substituir o homem que justificou a pergunta “Porque sorri aquele homem?”.
Lamento, não por ele, mas por mim: nunca mais vou ver aquele sorriso a propósito de qualquer coisa, a propósito mesmo do despropósito: o homem ria e estava tudo dito.
Podia tratar-se do assunto mais grave, mas o homem sorria; podia tratar-se do assunto mais dramático, mas o homem sorria; podia tratar-se da pergunta mais idiota, mas o homem sorria. Desta, ainda como outro, mas daquelas…?
Vai ser mais uma reforma milionária, como as poucas que existem na função pública.
A propósito de função pública: o homem do sorriso também integra aqueles setecentos e não sei quantos mil que são funcionários públicos, ou está dentro daquele número muito reduzido que é desconhecido pelo secretário de estado?
E aquela quantidade de tarefeiros… o que fazem na função pública? E quanto ganham?, etc,.
Não me quero enganar e também não quero duvidar dos estudos e das palavras de gente responsável, nomeadamente de secretários de estado e de altos dirigentes da administração pública, mas tenho a certeza que o número não é aquele. E não é aquele tão-somente porque não é dada a hora da contagem: uns minutos antes já tinham entrado mais uns quantos, uns minutos depois já se tinham reformado outros tantos…
Mas toda a gente ficou satisfeita: havia um número…
19.9.06
Saúde moderada
Então não é que o Ministro da Saúde não resistiu ao facto de não ser falado nos órgãos de informação por mais de quinze dias e zás… uma entrevista num jornal!!!
Não é que me incomodem as entrevistas do ministro aos jornais ou às televisões, sejam eles e elas nacionais e internacionais ou até mundiais. A verdade é que as entrevistas do ministro não me incomodam coisa alguma!!!
Mas dei a pensar no que fazia falar o ministro para anunciar mais umas quantas façanhas do seu ministério… de tal modo que até chegou ao ponto de afirmar que “… o povo não é estúpido…” para não entender o que ele, ministro, queria dizer ou fazer para bem de todos os portugueses.
Oh, Senhor Ministro, olhe que o “povo” não é mesmo estúpido para não entender perfeitamente que as suas intenções são das mais puras que existem à face do universo, tão puras, tão puras, que alma alguma ousa pensar que o senhor está a tentar enfiar o gorro ao pessoal que precisa de cuidados de saúde.
O problema de tudo isto não está no que o ministro pensa sobre novas taxas moderadoras para não sei quantos serviços prestados pela sns; o problema reside no facto tão singelo e tão simples de o ministro acreditar que a salvação de todos os portugueses depende das ideias deste ministro da saúde!!!
E pensar que já andávamos descansados por não ouvir o ministro, havendo gente que pensava que já não havia ministro da saúde.
Não sejam tontos… a sorte grande não chega a tanto…
Interregno
Nem preciso de justificações para todas as coisas que não são ou não devem ser justificadas.
Quando a vontade não está envolvida em fazer coisas de alguma utilidade, ao menos que a necessidade tenha uma palavra a dizer…
Muitas coisas aconteceram neste interregno demasiado grande para o meu gosto, mas a filosofia do não compromisso nem com o compromisso tem destes resultados: dias e dias a ver ou a ouvir passar os comboios tão só porque não há pachola para prestar qualquer atenção à política e muito menos aos políticos. Uma lástima!
Muitas coisas levou-as o vento sem um pensamento ou uma opinião bem merecida. Hás vezes é bem melhor nada dizer do que dizer qualquer coisa, como se a vida tivesse qualquer importância para esta gente. O que importa no meio disto tudo é fazer crer que estamos conscientes de que o “povo” ainda acredita.
A economia está a levantar a cabeça? Que importa se nós estamos a baixá-la! O défice está a melhorar? Que importa se nós estamos a piorar! O apito dourado vai parar? Que importa se ele ainda não começou! Alguns clubes queixam-se dos árbitros? Que importa se há outros que não dizem nada!
Esta vida é uma maravilha!!! Se este Portugal não existisse, teria que ser inventado, mas desta …
1.9.06
Aconteceu
Agora foi mais grave: parece que as máquinas não resistem muito mais tempo do que está previsto e então foram para o galheiro a motherbord, o processador e as memórias. Como se não bastasse lá se substituiu a placa gráfica e a fonte de alimentação. Por sorte, o disco não sofreu qualquer dano pelo que o seu conteúdo foi todo para uma cópia.
Mas foi entendido conveniente carregar tudo de novo... mais uma vez e mais uma vez lá se foram algumas coisas.
Por exemplo, não faço a mínima aideia como integrei no Word o processo directo de escrever no blog, pelo que não faço ideia se isto vai resultar, com a certeza de que antes resultava às mil maravilhas.
Antes tinha ido para a Serra da Estrela e depois para o Alentejo; a seguir foi a máquina que se foi...
Finalmente, parece que as coisas já rodam normalmente; mas agora sou eu que vou a banhos lá para as águas do sul...
Quando voltar, voltará tudo à normalidade...inclusive a minha máquina...
Tenho pena de não ter tido a oportunidade de escrever umas quantas linhas sobre uns quantos acontecimentos do nosso burgo... Bem mereciam!!!
Este nosso Portugal não deixa de ser um prato.!!!
Hoje, ia na rua e ouvi o seguinte comentário: estava a passar na televisão, em rodapé, uma notícia que dizia que a fifa já tinha indicado os clubes para substituir os portugueses nas taças europeias e um deles era o GV!!!
2.8.06
Dívidas
Logo que olhei aquela coisa, deduzi que aquilo não se me aplicava, uma vez que começava pelo escalão de dívidas superiores a cinquenta mil euros…
Que diabo!!! Eu não ganho cinquenta mil euros num ano…
Não perdi muito tempo com aquela listagem, porque parti do pressuposto que se tratava de um ensaio e de uma tentativa bacoca para ver se impressionava uns quantos contribuintes e, dessa maneira, fazer com que o Estado recebesse mais umas massas por conta do medo.
Se o Ministro assim pensou, que se desengane rapidamente: esta gente não tem medo dele, como nunca teve medo de outros ministros que passaram e não terão de outros que hão-de vir.
Assim só!!!? Mostrar a todos o nome dos devedores e ficar por aí?
Então o Ministro não sabe se os devedores têm carros de topo de gama? Se têm apartamentos e casas na praia com piscina? E veleiros? E motos de água? E jipes topo de gama? E contas bancárias…
E nada é feito…?
E as empresas devedoras? Por acaso não são conhecidos os sócios? E essas empresas não têm património? E essas empresas não têm licenças para exercício de actividade…
E nada é feito…?
Vá esperando sentado…