21.1.07

Era a fonte

Volto aos meus computadores porque o assunto teve um desenvolvimento assaz curioso, mas que, muito provavelmente, já aconteceu a outros.

Na passada quinta-feira telefonei para os amigos que me levaram o computador para a terceira reparação para recolher informações sobre o processo, dado que tivera início no dia vinte e seis de Dezembro de 2006…

“Que o computador estava a funcionar normalmente, que não fora alterada a configuração, que talvez fosse a electricidade estática, que o colega dissera ter levado um choque quando retirava o computador, que arrancava sempre, que umas vezes não arrancava quando tinha a placa de som ligada, que depois ligaram tudo e o computador arrancava, que arranca sempre… então amanhã, sexta-feira, eu vou buscar o computador...”

Na sexta-feira lá estava o computador ligado, pelo que tinha arrancado na última vez que accionaram o interruptor da energia eléctrica.

Cheguei a casa, liguei o computador e o computador não arrancou…!!!

Pensei…pensei…pensei… abri o computador… vi uma quantidade enorme de fios de várias cores… e continuei a pensar para ver se o pensamento me dava alguma informação sobre o mistério… tanto mais que aquilo tinha corrente…

Pensei… pensei… pensei… e zás… decidi ir ao centro comercial do Engenheiro, decidi comprar uma fonte de alimentação e com o cuidado máximo de retirar uns fios e colocar outros nos mesmo sítios para que a coisa não desse para o torto.

Tudo pronto: carreguei no interruptor da energia eléctrica  e já está… es-adof !!!

Aquela coisa nunca mais parou até desligar e depois ligar e depois desligar e depois ligar e sempre a arrancar que nem um desalmado…

A fonte de alimentação que estava custara a módica quantia de 15 euros e a fonte de alimentação posta ficou na simpática quantia de sessenta e nove euros e noventa cêntimos…

Pois então???!!!

Era a fonte…

20.1.07

Gestores

Não há Governo, não há Primeiro, não há Ministro, não há Secretário de Estado que ponha termo à pouca vergonha dos ordenados dos gestores públicos.

Bem vistas as coisas para os gestores públicos não há lei, não há regulamentos, não há despachos, não há coisa nenhuma que ponha fim a toda esta pouca vergonha: um aumento de duzentos por cento…

Mas até onde se vai permitir esta total e escandalosa ausência de moral e de ética públicas, que deveriam estar presentes nos comportamentos sociais dos gestores públicos?

Já o povo diz que “… a vergonha era verde e o burro comeu-a…”, pelo que a vergonha e a pouca vergonha são conceitos não aplicáveis aos gestores públicos.

Tanto faz para as empresas públicas terem milhões de lucros como milhões de prejuízos, tanto faz que os serviços prestados sejam coisa boa como porcaria, tanto faz que sirvam a coisa pública como o interesse privado.

Para os gestores o que importa é ser reconhecido o seu estatuto e não a sua eficácia para justificar vencimento e montes mais de alcavalas, porque tudo o resto pouco importa.

Depois venham que a responsabilidade assumida pela gestão de uma empresa pública é muito elevada e que essa responsabilidade tem que ser assumida e que a assumpção dessa responsabilidade é garantida pelo salário e por tudo o resto que recebem no fim de cada mês.

E se têm a sorte de serem substituídos antes de terminarem o mandato… Santa Maria!

Porque se terminarem o mandato, certamente que o vão continuar numa outra empresa pública com tudo o que tinham antes e talvez mais alguma coisa…

É fartar, vilanagem!!!

Um dia ainda aparece por aí um maluco que vai por ordem nesta neste descalabro total e depois digam que… foram maltratados!

18.1.07

Tarifas e proveitos

 

“Entre 1998 e 2004, os custos com a produção de electricidade aumentaram 64%, segundo Jorge Vasconcelos, que, por isso, defende que o Governo poderia baixar as tarifas ao acordar com os produtores uma redução dos proveitos”, frase retirada de um matutino.

 

“… as tarifas reflectem os custos de produção, pelo que se estes forem reduzidos as tarifas também são…”, frase atribuída a Jorge Vasconcelos.

 

“Negociar com os produtores para reduzirem os proveitos”, afirmação atribuída a Jorge Vasconcelos.

 

Já aqui afirmei que não entendia esta história dos custos das tarifas da energia eléctrica, mas adiantei que me parecia haver muita desinformação no meio de tudo.

Os três pensamentos atribuídos ao ex-regulador mereceriam uma análise mais profunda do que uma simples olhadela para o que podem significar e para o que podem representar de ópio para a mente dos consumidores.

Numa primeira volta ficamos a saber que custos altos significam tarifas altas, numa correlação perfeita.

Numa segunda volta o homem defende que o Governo deveria negociar com os produtores uma redução de proveitos, pensando eu que “proveitos” significam lucros…

Numa terceira volta já se afirma que o Governo podia baixar as tarifas ao acordar com os produtores uma redução dos proveitos apesar dos custos terem aumentado 64% entre 1998 e 2004… numa contradição exemplar…

Por mim tudo bem: negociar uma redução de proveitos ou acordar uma redução dos custos? Sempre pensei que o efeito da redução dos custos se reflectia no aumento dos proveitos ou, pelo menos, na diminuição dos prejuízos…!

Parece-me que tudo isto quer dizer que os produtores de electricidade têm lucros como nunca tiverem apesar do aumento tão elevado dos custos e dos preços das tarifas ao nível de 2006, pelo que será lícito pensar que os proveitos com os preços de 2007 e seguintes irão por aí acima até sabe-se lá onde…

Para o ex-regulador bastava o Governo legislar (negociar ou acordar) no sentido de os produtores renunciarem aos seus lucros para benefício dos consumidores e assim dar trunfos ao Governo.

Só faltava que o ex-regulador solicitasse ao Governo para que os salários das administrações dos produtores fossem reduzidos em cinquenta por cento para que as tarifas pudesse baixar…

Esta história continua mal contada, pelo que os consumidores aguardam uma explicação racional e lógica do preço real da electricidade…

Entretanto, o riso e o sorriso ainda continuam a fazer bem… a quem é capaz de o fazer…

 

 

 

14.1.07

Trinta e cinco por cento

Como forma de incentivar profissionais com licenciatura em direito a adesão ao cargo de juízes dos tribunais administrativos e fiscais um determinado Ministro da Justiça deliberou, lá do alto do seu estatuto e no exercício do seu poder, assinar um despacho aumentando o salário desses tais juízes em não sei quantos por cento relativamente aos salários de não sei quê de juízes…

Mas o Ministro das Finanças, lá do alto do seu julgamento e do seu poder, não concordou com o despacho e os juízes não tiveram aumento…

Veio um novo Ministro da Justiça e, lá do alto do seu estatuto e no exercício do seu poder, assinou novo despacho, o mesmo, para aumentar o salário a esses tais juízes…

Mas o novo Ministro das Finanças, lá do alto do seu julgamento e do seu poder, não concordou e também não assinou o tal despacho…

Se na primeira vez não houve, que se saiba, grandes protestos contra a decisão do Ministro das Finanças, já da segunda a coisa chiou mais fino: os interessados recorreram para os tribunais para que estes julgassem os despachos dos Ministros da Justiça e dos Ministros das Finanças.

Presumo que concordavam que o Ministro da Justiça tinha todo o poder de ultrapassar a legislação regulamentadora dos vencimentos da função pública com um simples despacho e não concordavam que o Ministro das Fianças pudesse não concordar com o Ministro da Justiça.

Como o Primeiro não pode (não pode?) contrariar um dos ministros, precisamente aquele que não concordava, a solução só podia passar pelos tribunais. E passou…

O Juiz do Tribunal não sei quantos julgou que o Ministro da Justiça podia e o Ministro das Finanças não podia, pelo que a guita era devida aos seus colegas de profissão desde dois mil e quatro…Calcula a dívida e paga… assim decidiu o Tribunal…

Eu tento dar uma ajuda a quem não souber quais são os sectores da Administração Pública mais bem pagos: os juízes, os cobradores de impostos e os educares do Povo.

Precisamente os sectores…

13.1.07

Portagens

Ao dar uma vista de olhos pelas edições electrónicas dos jornais deparei com uma notícia que me deixou profundamente preocupado. Não é que vá ficar na miséria; não é que não tenha alternativas; não é que não encontre soluções para esta proeza, mas fiquei arrepiado com o teor da notícia.

Não é que no contrato das últimas concessões de construção e exploração de auto-estradas entre o Governo (Estado?) e um grupo privado de construção civil está prevista a inclusão do Eixo Norte-Sul para instalar portagens?

Li segunda vez para me garantir de que tivera lido bem e a par da CRIL e outras IC e IP lá estava o dito Eixo Norte-Sul.

Então levantei a cabeça, respirei bem fundo e dei comigo a pensar: mas o Eixo Norte-Sul é uma via urbana, com montanhas de entradas e saídas; é uma via urbana que num sentido vai dar a uma ponte já com portagens e paga muitos, muitos anos e noutro a uma auto-estrada já portajada e a uma ponte idem idem aspas aspas…

Se isto acontecer nada me espanta e espero que nada me espantará que o seguinte passo será colocar portagens na Segunda Circular, na Avenida Gago Coutinho, para que o Sacadura Cabral ressuscite, e ainda na Avenida Lusíada e, para que o ramalhete fique me feito, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, para que o manguito se justifique totalmente.

Embora não me incomode muito que o nosso Primeiro comece a passar-se, fico preocupado porque a solução final continua por aparecer, apesar de estar na frente dos olhos de toda a gente: acabem lá com a brincadeira de colocar portagens em tudo quanto é estrada com mais de cem carros por dia e decidam-se por “murar” Lisboa e cobre-se um euro, não, cinquenta cêntimos por cada entrada e saída de cada carro e um cêntimo por cidadão…

Como o nosso Primeiro e todos os seus ministros e secretários não são capazes de fazer descer a despesa e fazer crescer a receita, erradicar a economia paralela, cobrar impostos, evitar a fuga descarada ao fisco e acabar com a balbúrdia e com o caos português, nada mais resta que fomentar a cultura e o modo de vida da sanguessuga...

Mas um dia ela rebenta e o outro vai à vida…

11.1.07

Lixo

Eu gosto muito da Câmara Municipal de Lisboa!

 Eu gosto muito dos programas de defesa do ambiente da Câmara Municipal de Lisboa!

Eu gosto muito das acções da Câmara Municipal de Lisboa para facilitar a vida aos seus munícipes!

Pelo que não devemos dizer qualquer coisa que pareça ser contrária à iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa para dotar os residentes da Quinta da Luz com os devidos contentores para depositarem o lixo que produzem nas suas casas.

Estando isenta de responsabilidades pela produção de lixo, a Câmara Municipal de Lisboa gasta pipas de massa para recolher a porcaria dos seus munícipes. Não o podendo fazer, como antes acontecia, todos os dias vai daí coloca na via pública os contentores para que o pessoal faça daquilo a lixeira enquanto a CML não vem recolher aquela coisa…

Por acaso a Quinta da Luz ainda dispõe de alguns espaços perfeitamente suficientes e adequados para colocar os contentores, mas alguém poderia vir a dizer que ocupar passeio com porcaria não seria coisa acertada…

Daí que a colocação dos contentores nos espaços de estacionamento vem mesmo a calhar, dado que vai convidar os proprietários de automóveis a optarem: ou via pública para automóveis ou via pública para lixo; as duas coisas, aqui não pode ser; procurem outras câmaras…

Cá por mim, ciente dos meus deveres de cidadão preocupado com estas coisas do meio ambiente, resolvi o problema: quando tenho lugar na via da CML ali deixo o carro como se fora lixo; quando o lixo ocupa tudo, então desço à cave do Colombo e coloco o meu automóvel no lugar da minha preferência…

Que diabo… vinte e cinco euros por mês durante vinte e quatro horas por dia nem dá para um almoço decente…

E a Junta de Freguesia de Carnide…?

E a Associação de Moradores da Quinta da Luz…?

Foi-se o MMC e já estão a fazer coisas destas…

O Homem sabia disto e não aguentou…

 

 

10.1.07

Renúncia

Os jornais noticiavam a renúncia ao mandato de vereador da Câmara Municipal de Lisboa de MMC, alegando, segundo dizem, falta de tempo para desempenhar em acumulação o cargo de deputado da Nação na Assembleia da República.

O homem andou qualquer coisa como um ano, isto é, mais ou menos trezentos e sessenta e cinco dias para chegar à conclusão de que não tinha tempo para exercer o cargo de vereador sem pelouro e o cargo de deputado a tempo inteiro. Vale mais tarde, que nunca…

Nós já sabíamos que o cargo de vereador sem pelouro ocupava grande parte das vinte e quatro do dia de MMC, pelo já sabíamos também que o cargo de deputado estava um tanto ou quanto abandalhado por parte de MM.

Ainda bem que, de vez em quando, cá nos aparece um sujeito consciente das suas capacidades: reconhecer que a ausência do dom da ubiquidade não permitia ao deputado exercer as funções de vereador, pelo que também não permitia que o vereador exercesse as funções de deputado com zelo e diligência…

Nós já sabíamos, mas o MM não sabia e muito menos aqueles que o andaram a bajular enquanto ele foi candidato ou que o andaram a morder pelas costas porque foram incapazes de o fazer de caras… Tomem lá e lavem a cara…

A Câmara Municipal de Lisboa ficou a perder um grande vereador e todos os munícipes deveríamos fazer uma grande manifestação de apoio ao homem que tanto deu à Cidade… para que a história registasse o quanto nós gostávamos deste vereador que deixou de ser vereador com o “record” de ausências nas votações em reuniões de Executivo.

Apesar de termos perdido um exímio e ímpar vereador, certamente que não perdemos um inestimável deputado…, pelo que vamos continuar a ouvir os seus discursos e a pensar as suas diatribes, sempre ao serviço do Povo e da Nação.

Mas… só o MMC…?

As notícias boas já acabaram…???!!!

 

 

 

 

7.1.07

Atlético da Tapadinha

Não tem sido meu hábito fazê-lo, mas o acontecimento merece o devido realce por ficar na história do nosso desporto: um clube da segunda não sei quantos não teve qualquer respeito pelos campeões nacionais e poupou-os de disputar mais uns quantos jogos a contar para a Taça de Portugal.

Desta maneira o Atlético da Tapadinha, ali mesmo a paredes meias com Monsanto, humilhou o FC do Porto e, principalmente, o seu treinador, fazendo gato-sapato de todo o historial e valor dos residentes no Dragão…

A humildade nunca fez mal a ninguém e não respeitar os pobrezinhos faz mal a toda a gente: por isso a derrota ficou-lhes a matar, pois tanto os jogadores campeões, como o seu treinador, já nem se fala do seu Presidente, arrotam vitórias sempre que comem um pastel de Belém.

Que aprendam a lição e tentem explicar o que aconteceu sem justificações de lana caprina, porque todos nós vimos que o grande guarda-redes, o melhor de Portugal e arredores, ofereceu um monumental frango…

Gostei! Gostei! Gostei!

Nem os cinco minutos a mais com a grande penalidade por meio salvou o Campeão: dos humildes cuidam os deuses, dos grandes trata a arrogância...

Mas agora fica a grande pergunta e coloca-se a enorme questão: foi o Atlético que ganhou o jogo ou foi o FC do Porto que o perdeu…??? !!!

 

Para vender jornais nada melhor, nem a promulgação da lei das finanças locais e já que está promulgada, que se cumpra.

 

6.1.07

Mais uma

Continuo a praticar aquela que será a grande lei do fazer bem: o ensaio e o erro.

Outros, mais cientistas ou mais dogmáticos, dirão que se trata da lei da aprendizagem...

Cá por mim, tanto se me faz: o que me importa é que os textos a escrever para o “Ainda Não Jantei” possam ser enviados, publicados e impressos sempre e quando eu quiser…

Enquanto não der com os caminhos e com as soluções adequadas continuarei a tentar tudo para que os meus objectivos sejam atingidos. Aliás, não será pedir muito: antes de mudar de equipamento e, consequentemente, de instrumentos, isto é, de novos programas…

Tudo deveria ser fácil, tão fácil agora como antes o era.

Tenho que conviver com uma realidade: quando tinha a impressão de que sabia alguma coisa desta coisa, chego à conclusão que qualquer probleminha é uma montanha gelada e intransponível.

Nem que seja através do aquecimento global, mas a solução virá…

Pior do que isto serão os problemas que o nosso Primeiro terá que resolver para acalmar os jornalistas, que, por força do hábito, estão mortinhos por um conflito com o PR…

Como não tenho conselhos para dar a gente tão importante e tão sapiente, apenas me atrevo a fazer uma pequena recomendação: esperem sentados…

Qual será a necessidade deste pessoal em criar, fazer crer, dar a entender que o PR está contra o PM e que o PM está contra o PR?

Qual será o volume, a quantidade, o tamanho do prazer que este pessoal sente em tentar mostrar que existe uma guerra surda e muda entre São Bento e Belém e vice-versa?

Vender mais uns quantos jornais…???

Só… ???

5.1.07

Milhões

A imprensa de hoje noticiava que em dois mil e seis o Fisco deixou de cobrar duzentos e não sei quantos milhões devido a coisas e causas que o pessoal cá de baixo não entende e não desculpa. O Estado deixou de arrecadar umas centenas de milhões de euros, porque alguém, pessoa individual, pessoa colectiva, organização, entidade,etc. e tal, não levou a cabo com a diligência devida as suas funções e as suas competências.
Aproveitando a embalagem a imprensa noticiava ainda que em dois mil e sete a coisa não seria melhor.
Neste mesmo dia a imprensa anunciava que os combustíveis iam aumentar de preçoo em três cêntimos devido ao aumento do imposto sobre produtos petrolíferos, da responsabilidade, claro está, do Governo. Aproveitava a oportunidade para dizer que dentro de pouco tempo lá teria que haver mais uma subida devido à inflação (?) prevista...
Tudo é uma maravilha!!!
Se este País não existisse teria mesmo que ser inventado. De resto... no princípio quando era o verbo, esta coisa não existia, mas logo alguém se lembrou que o universo não estaria conforme os ditames dos deuses se não fosse criado e delimitado este rectângulo à beira mar colocado a que deram o nome de Portugal.
Cá por mim, tudo bem... mas alguém se esqueceu de dizer a esta gente que era necessário haver uma quantidade razoável de pessoal com apetência para governar e dirigir, como se de um País a sério se tratasse...
O Fisco não cobra as dívidas?
Não há problema, aumentam-se os impostos... Assim aprendem todos...
 

Rotinas

Se as coisas acontecessem como nós queríamos ou mesmo como nós prevíamos, tudo estaria facilitado na vida.
Ou melhor, se tudo decorresse como previsto, a vida teria pouco encanto.
Se a nossa vida andasse sempre ao sabor das nossos desejos e das nossas previsões, nunca teríamos a oportunidade de um prazer pelo inesperado.
Que seria de nós se tudo nos viesse ter às mãos pelo facto de ter aparecido um simples desejo? Seria uma vida inteira de rotinas, rotinas para tudo, tudo para rotinas, e nós nada mais seríamos que o conjunto de rotinas como um computador...
Como um computador...? Estou a falar de um computador...? Mas como me atrevo a dizer que tudo seria como um computador...?
Não devo andar bem das rotinas nem amigo das rotinas, mesmo que sejam rotinas de um computador...
Os últimos cinco dias têm sido passados à frente de um computador, isto é, umas quantas horas por dia dos últimos cinco dias, para não abusar muito da linguagem...
A verdade é que a mudança de equipamento, obrigou-me a carregar uma série de programas com os quais trabalhava utilizando as minhas rotinas e as minhas de tratar das coisas.
Mas um novo equipamento, com outro modelo de sistema operativo, com outros programas já instalados não me facilitaram a vida para fazer o que antes fazia com rotina e com naturalidade.
Apesar de isto já estar melhor, faltam ainda algumas coisas, para as quais as soluções não têm sido encontradas.
Aqui vão alguns exemplos: como gravo um "e-mail" em "word"?; como imprimo uma "postagem" do "Ainda Não Jantei"?, como escrevo no "word" e mando directamente para o "Ainda Não Jantei"?...???
Apenas umas quantas para não aborrecer muito. Se alguém souber... agradecia muito...

Tentações

Embora já tenha falado por diversas vezes do endividamento das famílias portuguesas, nunca me tinha dado conta das causas e das razões mais ou menos profundas deste fenómeno, que vem merecendo a atenção de muito boa gente.
Parecia-me que se tratava de uma situação que se ia paulatinamente agravando, mas as soluções são andariam muito fora de mão.
Mas um acontecimento do último dia do ano chamou-e a atenção para a facilidade com que se mergulha de corpo inteiro no endividamento.
Em cerca de trinta minutos tinha na mão um computador topo de gama de uma marca altamente conceituada no mercado de informática com factura e tudo, após consulta a uma entidade qualquer, apresentando apenas e tão só o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte, o NIB e dar informação sobre a propriedade da minha residência, sobre a minha situação profissional e sobre o meu rendimento mensal.
Nada de provas destas três últimas informações...
E o mais interessante de tudo isto é que não paguei um cêntimo e só no mês de Fevereiro me será descontada a primeira prestação do total de dez, mas sem juros...
Toma lá, leva, aguarda e não te preocupes muito...
Tudo facilidades para uma compra....
Nesta situação concreta, perfeitamente justificada, não virá mal ao mundo, uma vez que conto pagar, tanto mais que já andava a passar-me com as avarias e reparações de computadores feitos à peça. Não quer dizer que sejam piores... mas teria que pagar de imediato e de uma só vez e, eventualmente, estaria a mergulhar no mundo da economia paralela...
Claro que eu vou pagar a prestação da única compra a crédito feita nos últimos anos...
E os outros..., com muitas mais?
JBF
 
PS: Este texto foi escrito, pela primeira vez, no dia 2 de Janeiro de 2007.
Tenho ocupado o tempo a tentar publicá-lo no "Ainda Não Jantei", sem êxito.
Terá sido o custo de novo computador sem saber o suficiente de informática para tratar sozinho destas coisas?.

1.1.07

Saudação

Dia 1 de Janeiro de 2007 !!!

Para todos um PRÓSPERO ANO NOVO.

Em breve, estaremos de volta para contar como foi e aguardar pelo que será.

22.12.06

Sessenta

Um destes dias passados circulou uma informação dando conta da posição de pilotos das linhas comerciais contra o aumento da idade de reforma dos sessenta para os sessenta e cinco anos.
Pouco depois surge a informação sobre a posição de um outro grupo de pilotos concordando com as medidas propostas.
Parece que aqueles não aceitam trabalhar para além dos sessenta, idade bonita para dar lugar a outros mais novos e, certamente, mais baratos para o patrão.
Estes aceitam continuar a trabalhar e a descontar para a SS de modo a terem, em devido tempo, uma pensão de reforma um pouco mais elevada.
Previdentes estes pilotos, mas aqueles…
Estou convicto de que uns e outros estão cheios de razão: aos sessenta anos ainda se é “novo” para deixar de trabalhar, mas aos sessenta e cinco já não se garante segurança aos passageiros que se fazem transportar de avião.
No meio destas duas posições estamos todos os que usam os aviões para circular de um lado para outro: no fim de contas o que queremos é partir, chegar e voltar, sempre com segurança total, não havendo meias tintas para estas coisas. Ou chegamos ou não chegamos.
Depois dos sessenta já não há piloto com capacidade suficiente para garantir a segurança dos seus passageiros… pelo que deixar de trabalhar é melhor solução…
Por mim, tudo bem, embora me pareça estranho que um piloto queira deixar de pilotar um avião a partir do momento em que atingir os sessenta anos de idade, sendo que os cinquenta e cinco é que seria o mais indicado.
Não tenho opinião sobre a matéria, mas tenho conhecimento suficiente da realidade da natureza humana para me sentir com a capacidade de fazer uma pergunta: será que os pilotos que defendem a idade de reforma aos sessenta anos vão deixar de pilotar um avião, vão deixar de exercer a sua profissão, vão deixar de fazer aquilo que mais gostam, aquilo que lhe dá um prazer danado, aqui que lhe dá um estatuto social dos mais elevados e mais conceituados e mais respeitados pelo pessoal que utiliza um avião?
Continuamos na idade da inocência e acreditamos no Pai Natal…

Electricidade

Sinto que estou a melhorar: consegui ouvir cerca de trinta minutos do debate sobre o Ensino Superior que decorreu no Parlamento.
Admirei muito as intervenções dos senhores deputados e do nosso Primeiro sobre tão importante tema, a não ser a sua duração, pois nunca mais se deixava de falar sobre a questão premente da demissão do Presidente da entidade reguladora da electricidade.
Deu para entender as grandes preocupações dos senhores deputados sobre o Ensino Superior em Portugal, de tal modo que fazia pena o seu elevado esforço em manter a discussão nos problemas da regulação da electricidade em Portugal.
O grave da situação não está na leveza com que os senhores deputados falaram do ensino superior em Portugal: parece que há uma falta de estratégia para o ensino superior em Portugal, mas não se ouve uma voz a dizer qualquer coisa sobre uma possível estratégia para o ensino superior em Portugal: aquela bancada do cds ou do pp, não sei bem, é de morte… mas as outras não se ficam atrás…
O grave da situação é eu não entender o que se passa com os custos da electricidade: que as variáveis que entram no custo da electricidade, que as variáveis que não entram no custo da electricidade, que os custos da electricidade, que os custos da electricidade são mais altos que os preços da electricidade, que os custos aqui são mais altos que lá, que os preços aqui ainda são mais altos que lá, que o petróleo sobe e os lucros aumentam, que os consumidores deveriam pagar mais quinze por cento, que não deveriam mais que seis por cento… e mais umas quantas trapalhadas para que os consumidores, nós, os que não percebemos nada disto, continuem a pensar que o Governo é o mau da fita.
E talvez seja pelo simples facto de não ser capaz de explicar uma coisa muito simples de explicar de modo a que o pessoal entenda de uma vez por todas que os “fabulosos” lucros das empresas produtoras/comercializadoras não provêm dos preços praticados…
E se não vêm dos preços praticados, então qual será sua origem? Não me digam que é da venda de droga…
O cómico de tudo isto é eu pensar que os deputados estão contra a decisão do Governo em não aumentar o preço da electricidade em quinze por cento como era de parecer esse tal presidente, que já não é…
Ainda continuo a pensar que foi uma lástima e uma grande oportunidade perdida o facto de o jesuíta beirão não ter saído com o engenheiro beirão também, mas do outro lado…
Alguém poderia explicar o facto de os espanhóis não terem decidido investir aqui sem saberem o preço da electricidade…
Onde está o Conde Andeiro dos tempos modernos…

20.12.06

Crime

Nada do que nos possa acontecer, deve parecer estranho. Já passaram por nós muitos lustros, muitas dezenas e algumas centenas de anos, claro, para que tudo nos pareça normal e lógico, até.
Aquela de o nosso Primeiro mandar uma carta ao TC para enviar uns quantos pareceres favoráveis à lei das finanças locais e mais não sei o quê, fez-me lembrar uma outra de um Presidente de Câmara que, a propósito de pareceres, dizia liminarmente que os podia ter “a metro”…
E então as “férias” dos jogadores de futebol profissional agora no Natal e no Fim de Ano?
Queriam por força que o demissionário presidente de uma coisa qualquer relacionada com a regulação (?) da electricidade fosse a uma comissão da AR para dizer da sua justiça…O homem está inocente dos preços fictícios… por isso queria um aumento daquela grandeza, porque responde perante os produtores e não perante os consumidores ou perante quem o nomeou… Independente? Independente para opinar, mas dependente para decidir…
Mas nunca me tinha passado pela cabeça que pudesse acontecer aquela cena da Associação Sindical dos Juízes. Nem me passa pela cabeça que as notícias estejam correctas e que o referido parecer tenha sido emitido naqueles termos. Se querem saber, eu nem sei quais são os termos do parecer.
No fim de contas, entendi que não é crime um determinado tipo de violência doméstica praticada por um homem sobre um homem, uma vez que, no entender dos juízes, trata-se de dois sexos “fortes” e não de um sexo forte e outro fraco…
Claro que um filho, a partir de agora, quando “arrear” umas bocas tareias no pai ou na mãe, ou esta enfrentar o marido e assentar-lhe umas boas chapadas quando chegar tarde a casa, estão bem protegidos pelo parecer da Associação Sindical dos Juízes.
Não lembrava ao diabo pedir um parecer a quem pensa desta maneira, a não ser que se estivesse preparando para levar umas boas estaladas pelo crime de “cumprir” o seu dever…dados em casa não era crime…
Vou esperar para ver se os jornais publicam o parecer produzido para o ler com a devida atenção: a coisa parece-me tão insólita e tão idiota que nem dá para pensar que se trata de comentários de jornalistas desprevenidos.
Estão a ver o fundamento da carta do nosso Primeiro…?  

14.12.06

O livro

O livro do momento está a causar estragos diversos por diversos lados e lugares. Seja ela quem for, seja o livro uma mentira pegada, seja a escrita pouco escrita, a realidade é que o pessoal desatou numa berraria desenfreada como se o relatado, ou o contado, ou o inventado, que, no fim de contas é capaz de ser verdade, não fosse do conhecimento geral das pessoas do meio e de muitas que dedicam umas boas horas do dia a ler jornais desportivos, principalmente…
As histórias dos árbitros nunca serão tão claras e tão transparentes e tão verdadeiras como a que se conta do alentejano: “…jogo que eu apite, ganha quem eu quero…”.
Se os caminhos agora trilhados são tortuosos, demasiado obtusos, fortemente complicados, obscuros e sinistros, é um produto dos tempos: agora nada é claro, nada é simples, nada brilha… e para se ser alguém sem trabalho, então o caminho vai dar ao campo da bola…
Não li o livro, fundamentalmente por uma razão muito simples: não o comprei e nem o vou comprar, pelo que, se o ler, será por empréstimo.
Mas o que me espanta não o que a madama escreve: são as consequências do que escreveu.
Não querem lá ver que houve perseguições, espiões e muito ões misturados que causaram um vendaval de protestos. Muito provavelmente se eu me sentisse ameaçado por motivos que eu considerasse razoáveis, contaria imediatamente os acontecimentos a quem teria a responsabilidade de averiguar os seus fundamentos e tudo o que tivesse qualquer relação com as ameaças.
Que fez o senhor? Calou-se e contou muito mais tarde, agora a par do livro do momento. Mas que relação terão…? O livro é razão, o livro é fundamento, o livro é causa, o livro é efeito, será que o livro é tudo isto?
Então não digam mal de quem disse, condenem quem calou e quem…
Parece que foi agora nomeada uma mulher para tratar do apito…
Espero bem que não se cale, mas sim que continue ela própria!
Se tiver que mandar umas bocas… nós vamos gostar de ouvir…
E aquela da lista…!!!
E ainda dizem que o livro é uma mentira pegada…

11.12.06

Incompatibilidades

Ao passar uma vista de olhos pelas gordas dos jornais de hoje deparei com um título a pequenas sobre a contratação da Maria de Belém pelo Grupo Espírito Santo. Parece que a Senhora Deputada já terá dito que não havia incompatibilidades.
Nós acreditamos piamente que não há incompatibilidades porque não estou a ver o Espírito Santo a praticar actos que poderiam dar origem a graves problemas constitucionais sobre mais um emprego de mais um (uma) deputado (a). Era o que faltava. Nós sabemos que os deputados, a priori, nunca incorrem em incompatibilidades: pois se são eles que as definem, certamente que as definiram de tal modo que incompatibilidades nos deputados só por mero acaso e por pouco tempo.
Nós admitimos, os eleitores admitimos, que as consequências de uma eleição é a representação digna dos eleitores, pelo que no plano ético é que se deveria analisar o conceito da “incompatibilidade”.
Uma questão se nos levanta de imediato: o Espírito Santo contrataria a Maria de Belém se esta não fora deputada e tivesse sido mais umas quantas coisas nuns tantos Governos?
Toda ouve falar dessa coisa que dá pelo nome de “causa e efeito”, não se sabendo qual é a ordem correcta para situações como esta…
Uma coisa é certa: não há incompatibilidade nesta contratação, tanto mais que a Senhora Deputada não vai deixar de trabalhar com afinco a bem da Nação e para eleitor ver e sentir…
Depois de tudo isto e de tudo o que vem acontecendo com deputados, ministros, secretários de estado e quejandos a exercerem determinadas funções antes, durante e após os mandatos eleitorais, ninguém pode levar a mal que os eleitores atirem às urtigas as eleições e continuem a dizer mal de todos os políticos, mesmo que alguns se dediquem a tempo inteiro à causa pública, sem acumulação de funções e de vencimentos…
Ainda há vergonha, mesmo sendo pouca…

9.12.06

Anormais?

Contaram-me, e dou como verdadeiro o conto que me contaram, que um morador na Quinta da Luz em Carnide entrou em contacto com a PM para dar conta, (queixar-se?, desabafar?) da situação caótica do trânsito e estacionamento nesta zona…
Calculo que o morador ter-se-á referido aos efeitos do centro comercial tanto no trânsito como no estacionamento e, talvez, tenha indicado que os moradores não são culpados de nada. De nada, ponto e vírgula; a não ser que também contribuem para o agravamento desses efeitos com os seus automóveis…Mas são residentes!
Parece que a PM terá respondido, eu conto ter acesso à resposta escrita, que não havia nada de anormal nesta zona sobre a matéria exposta.
Isto é, parece que para a PM o que se passa diariamente e a qualquer hora na Quinta da Luz, na Avenida do Colégio Militar e em todas as imediações do centro comercial não é anormal, pelo que, deduzo eu, que está tudo normal.
Eu acredito na PM, pelo que deduzo, também, já estou a deduzir muita coisa o que é contra os meus hábitos e princípios deduzir coisas contrárias à opinião e afirmação da PM e dos polícias, em geral, que para a PM nada se passa nesta zona da Cidade.
Claro que, juntando os cordelinhos todos, nós podemos, agora, concluir que nesta zona só se passa alguma coisa de anormal, quando a carrinha da PM, munida dos devidos meios mecânicos e electrónicos, se ocupa em imobilizar umas viaturas e a passar autos de contra-ordenação a outras por infracções ao C da E. Nestas alturas, já há alguma coisa de anormal…
O que é curioso é que estas alturas coincidem, geralmente, com jogos do Glorioso e na margem direita da SC…
Esta gente tem que aprender a não meter-se a interpretar o C da E, quando temos a PM a velar por nós, pois este problema não é nosso mas sim deles!!!
A nossa função, nesta matéria, é deixar os automóveis em situação tal que dê oportunidade a quem de direito para “julgar” que existe uma infracção à lei e aplica esta com justiça.
Quem disser que a todas as horas de todos os dias e na Quinta da Luz estão automóveis estacionados em infracção de alguma disposição do C da E não está a falar com total verdade.
E não está a falar com total verdade tão só e porque esse julgamento não é da sua responsabilidade…
Nós… mesmo que nos custe… só temos que pagar…

3.12.06

"Es-adof"

Es-adof!!!
Encontrei esta extraordinária expressão ao passar uma vista de olhos pelo “Abrupto”. Suponho que se tratava da participação de um leitor, uma vez que não estou a ver o JPP a escrever coisas destas, arrop!
Nunca me tinha lembrado de inventar estas expressões, embora tal escrita não me seja desconhecida; muito menos a fala, pois tive um colega lá na tropa, que falava razoavelmente desta maneira.
Apesar de estranha maneira de dizer as coisas, não deixa de ter a sua piada: assim podemos adiantar tudo o que nos vai na alma que ninguém leva a mal. Trata-se de uma maneira de escrever que até soa bastante bem. Se não, vejamos: olharac. Alguém pode ficar ofendido com esta sonorização do dito? Impossível. Alguém pensa que se trata de uma coisa feia? Nem pensar… Posto isto, tenho pensado no que pode estar escondido em muitas escritas de muitos povos, que nem sequer dá para pronunciar. Acreditemos que o pessoal não é mal intencionado… e sem forem: que “es madof”!!!
Depois da primeira vez que a barragem encheu, fui ao Alentejo. Não havia cova, por maior que fosse, que não estivesse a largar água por todos os lados. O pessoal estava radiante, muito embora já estivessem a dizer que não podia ser, que a azeitona ficava nos campos, que os campos ficavam cheios de erva, que a erva crescia demasiado depressa, que a pressa não deixava lavrar os campos… a pressa não, água.
Agora voltei, depois das segundas cheias… aquilo já não era terra; era qualquer coisa nunca vista: uma gota mais e era um dilúvio!!! O mais estranho disto tudo é que agora parece haver uma certa aceitação da terra molhada, chegando a haver pessoal a agradecer aos deuses não virem aquelas desgraças lá do oriente…
Esperemos que lá para o meio do ano, ninguém venha dizer que é preciso economizar água, porque os níveis das barragens estão num perigo: era uma grande “adof”!!!