7.1.21

O Intervalo

 No suposto "debate" com o candidato marcelo o homem resolveu fazer um intervalo à semelhança do que acontecia com os verdadeiros debates sobre o futebol quando se fazia um intervalo para a publicidade. Na verdade, o craque, reduzido a dez chavões, lá moderou as suas interrupções dando mostras de respeitar este candidato, coisa para que se está nas tintas para os outros. Esteve mais cordato e mais moderado e mais respeitador e até parecia um pardalito a pedir um pouco de tréguas aos caçadores que por aí pululam a denegrir a sua imagem.

É da vida, como diria alguém e quem anda à chuva molha-se pelo que não se pode esquecer do chapeuzinho que neste caso é apenas uma pausa.

Isto é bem verdadeiro, dado que retomou os seus modos de palrador e apresentador de vinte e um chavões que são o manual de toda a sua vida política, de dirigente partidário, de candidato e de cidadão, dando mostras que não há nada mais que andar à volta das interrupções, da negação a responder seja ao que for e brandir como única arma os tais vinte e chavões que constituem o corpo da sua ideologia política.

Estes tais vinte e um chavões são ditos em todos os lugares, em todas as situações, em todos os encontros, em todas as entrevistas, em todos os debates pelo craque, que se deve orgulhar de gozar com tanta gente com tão poucas palavras de um léxico que quase cabe em meia folha a4 com letras de tamanho 18!!!

De qualquer modo, não deixa de ter interesse estudar esta figura que é ouvida pelos muitos que não acreditam no que lhes acontece todos os dias: quem não queria pagar menos impostos, quem não queria poder utilizar um carrito tipo porche, quem não queria ter mais dinheiro ao fim do mês...etc. e tal? 

PS: Para lá das eleições presidenciais, estou mesmo a ver que grande parte dos debates se reduz a dar pancada nos governantes e no governo, de tal modo que os moderadores não perdem uma pitada para introduzir  nos debates/entrevistas os temas que podem por em causa o papel e a acção governativa.

É da vida!!!

6.1.21

Má vontade

 Pode até haver alguém a pensar que eu tenho má vontade contra o moderador jornalista entrevistador do canal público de televisão nos debates entre os candidatos a presidente da república. O modo e os termos utilizados nas minhas observações dos debates decorridos podem dar a entender que me move alguma coisa contra o senhor, mas não se trata de má vontade contra alguém ou contra a televisão pública. 

Choca-se simplesmente o papel desempenhado pelo moderador porque não o vejo a entrar no "quid" dos debates parecendo-me até tratar-se de uma entrevista, como já referi anteriormente,  e não de um debate entre candidatos a presidente da república, onde seria desejável que os mesmos tivessem a oportunidade de nos transmitir as duas ideias, os seus projectos, os seus objectivos a levar a cabo e a concretizar no seu mandato, caso fossem eleitos.

Digam-me lá se uma determinada pergunta feita a um dos candidatos tem algum interesse para dar uma orientação de voto a um eleitor ainda indeciso: "acha que a senhora ursula von der leyen é a melhor política da união europeia"?

Bem vistas as coisas, podemos nós perguntar o que estava a pensar o senhor moderador naquele momento ou até o que pretendia o moderador atingir com aquela pergunta a um dos candidatos a presidente da república. Confundir? Esclarecer? Temas esgotados? ...

Ainda  me pareceu que o actual moderador já era e seria substituído dados os resultados, mas estou bem enganado, pois já foi anunciado um próximo debate com o mesmo moderador. 0 que me leva a concluir que eu estou totalmente errado e fora do contexto e as audiências do canal público estão no top...

Que assim seja... Mas o comando continua meu...

PS. Logo a seguir aos debates apresentam-se uns quantos especialistas comentadores a analisar o debate. Têm resultado análises aos candidatos, análises ao que dizem  os candidatos, análise das ideias ou falta delas dos candidatos, análise do que fez o actual presidente e do que não fez e que deveria ter feito, etc e tal.

Nada de nada sobre o papel dos moderadores...

 


5.1.21

Entrevista dupla

 Na sequência de uma ideia básica do escrito anterior, quando foi anunciado que os canais generalistas de televisão iriam transmitir debates entre os candidatos a presidente da república nas eleições do dia vinte e quatro de janeiro de dois mil e vinte e um achei que era uma grande ideia do agrado da grande maioria dos eleitores.

Fiquei satisfeito porque teria a oportunidade de tomar conhecimento das ideias e dos projectos que cada um dos candidatos apresentava a sufrágio no dia das eleições e que se propunham levar a cabo durante o seu mandato.

Eu pensei, mas pensei errado, como agora estou a confirmar. O que se está a passar não tem nada a ver com debates entre candidatos a uma.eleição da importância da eleição para presidente da república. Isto não parece um debate entre duas pessoas que se enfrentam para dizer da sua justiça a problemas que aos dois são colocados pedindo a ambos uma perspectiva e uma ideia sobre o que pensa fazer se for o eleito: uma pergunta para os dois e uma resposta de cada um .

Mas o que está acontecer não é nada do que eu pensava, admitindo agora que estava a pensar erradamente. Na realidade o que eu vejo nestes programas não é nada mais que uma entrevista simultânea a dois candidatos, quando nem sequer as perguntas são as mesmas e grande parte do tempo ocorre um diálogo entre o moderador e um dos candidatos presentes. Não fosse a intervenção de um no discurso do outro candidato a semelhança com uma entrevista sobre era total.

O moderador jornalista entrevistador do canal público continua a desempenhar o mesmo papel, parecendo-me que continua a confundir um debate entre dois candidatos a presidente da república com uma entrevista de apreciação dos temas, fatos e acontecimentos do mandato do actual presidente da república. Salva-se uma ideia: se o senhor fosse presidente da república e se ocorresse este facto o que é que faria? 

Por outro lado, que dizer da insistência do moderador junto de um candidato para se pronunciar sobre a convergência, isto é, a desistência a favor do outro candidato! E porque não ao contrário?!!!

Será que não vai haver mudanças na moderação?

4.1.21

Talvez seja

 Para ouvir o fala barato do comentário televisivo e da explicação "muito fácil" perdi grande parte do debate presidencial no canal público. Parece que a coisa foi bem diferente do anterior, pois ainda tive a oportunidade de ver o actual a interferir na intervenção do liberal como que a tentar justificar qualquer coisa.

Mesmo assim estou convencido que não perdi grande coisa relativamente ao papel do moderador jornalista  entrevistador porque ouvi a sua última pergunta precisamente ao candidato liberal: qual foi  para si o melhor presidente da república?

E pensei: mas que raio de pergunta se faz num debate entre candidatos a presidente da república? O que é que a pergunta tem a ver com a candidatura para eleição de um novo presidente? Foi igual a si mesmo...

Pensando melhor sobre o assunto, formulei uma teoria que vou manter até argumentos em contrário: para o canal público e para este moderador e jornalista entrevistador a razão fundamental destes debates entre candidatos a presidente da república é discutir e apreciar e encontrar justificação para uns quantos factos e acontecimentos ocorridos durante o mandato do actual presidente da república e agora candidato e ainda presidente, como se se tratasse de um plebiscito sobre o actual mandato do actual presidente da república!!!

Pelo que tudo o que se possa relacionar com o próximo mandato presidencial, seja lá quem for o eleito, não tem qualquer importância, uma vez que não faz parte das questões colocadas pelo moderador. 

Isto vem, de algum modo, de encontro ao que já penso há muito tempo sobre o papel da generalidade dos jornalistas entrevistadores:  para estes o que importa é a pergunta porque a resposta não interessa para coisa alguma... tinha aquela engatilhada e não podia perder a oportunidade de terminar com um momento inolvidável...

Espero bem que a coisa mude, porque já me apercebi que a moderação de debates de um outro canal vai mudar...

 

 

3.1.21

Os debates

 O razoável esforço feito na noite de ontem para ver e ouvir os dois prjmeiros debates entre os candidatos a Presidente da República cá do burgo confirmou plenamente as minhas expectativas: não valeram um peido seco e foram totalmente inúteis, como eu já pensava.

Mas atrevo a perguntar-me pelo melhor e pelo pior dos debates, dado que não me tenho por especialista para me perguntar pelo ganhador dos debates.

Para desgraça e frustraçaã do canal público, o canal 11 ainda foi a tempo de corrigir as bocas que indicavam como director do canal este jornalista do canal 1. Assim e dado que um seu leitor de telejornais a desempenhar o papel de entrevistador foi totalmente humilhado pelo actual presidente e candidato a presidente  e futuro presidente não deixando falar nem fazer perguntas, mandou este que será um grande jornalista comentador de futebol, mas como entrevistador deixou muito a desejar. Não querem lá ver que o maior número de perguntas, para lá das intervenções a despropósito, foram perguntas que qualquer repórter de microfone faria ao presidente numa das suas deslocações de rua para permitir selfies, abraços e afectos!!! Santa Maria das eleições me valha porque isto dá cabo da minha paciência.

De modo que fiquei ainda com maior expectativa para o segundo debate que me encheu totalmente as medidas: o homem não se cala e parece que tem o rei na barriga e o trombone na garganta: uns quantos chavões acompanhados de outros tantos de lugares comuns, sem qualquer intuitos de contributos positivos e apenas a aborrotar de slogans lá fazendo passar a palavra para os descontes se sentirem satisfeitos porque finalmente têm um salvador e um curandeiro para todas as desgraças desta terra que vai produzindo de vez em quando uma ave rara desta grandeza. Mas o que mais me entusiasmou foi o papel da jornalista: lembrei-me que teria valido a pena colocar ali um teleponto com todas perguntas, um cronómetro e um bombo para indicar a mudança de cenário e não teríamos presenciado uma total ausência de moderação do debate e uma inacreditável actuação da jornalista. Ou talvez poderiam ter chamada o pior repórter da manhã a anunciar as mortes e as desgraças do dia anterior que certamente não teria feito pior do que se viu.

Se os próximos debates tiverem a moderação dos mesmos "jornalistas moderadores"...

Custa-me a acreditar que os jornalistas pensem que, por terem carteira profissional, os entrevistados são idiotas chapados e que qualquer pergunta feita por mais parva que seja os leva a cair na esparrela...

Santa maria do microfone!!!

2.1.21

Os meus desejos

Porque hoje é o segundo dia, porque hoje não trabalho, não porque não tenha trabalho mas tão somente porque não me apetece e não devo nada ao patrão, porque hoje estou confinado e não devo andar por aí à procura do virus, pensei em deixar aqui expressos alguns dos meus desejos para o ANO NOVO.

Primeiro desejo: Que os canais de televisão generalistas e alguns do cabo não deixem de nos brindar diariamente até mais do que uma vez com os programas de comentário do futebol. Tenho verificado que estes programas têm sido o melhor remédio para ir abandonando o gosto e agrado pelo futebol, tão instrutivos são estes programas de televisão. É altamente agradável e instrutivo ouvir aqueles craques falar de tal maneira só comparável aos antigos carroceiros quando as mulas paravam no meio da lama já cansadas de tantos berros e gritos. Às vezes fico convencido que o "cachê"  é fixado em função da gritaria. Assim, para mim o futebol está cada vez mais longe. Há excepções? Sim... mas esses não têm audiências.

Segundo desejo: Que os canais generalistas de televisão e alguns do cabo dediquem mais programas de comentário político e social para que haja mais especialistas a debitar lugares comuns e ideias feitas para que o povo deixe de ser burro e analfabeto e tenha mais estima e consideração pelo trabalho intenso que estes comentadores dedicam ao comentário. Só assim teremos consciência da estupidez, da ignorância e da leviandade com que os responsáveis pela governação a todos os níveis governam esta terra. Só assim teremos consciência que a ciência está nestes comentadores e que o nosso futuro passa por ouvir ainda mais este pessoal que tanto nos ensina naqueles minutos de alta faladura. Ainda bem que o comando é meu...

Terceiro desejo: Eu adoro os telejornais e outros nomes semelhantes que me informam tudo o que acontece no mundo e arredores com uma dedicação e entusiasmo que lembra o comportamento de uma criança quando lhe oferecem a primeira bola. O meu gosto é tanto por este tipo de programas de informação que me bastam dois ou três minutos de um para ir para outro e assim sucessivamente para todos para constatar que o que muda quase sempre é apenas o alinhamento. E quase sempre as mesmas notícias, as mesmas imagens, as mesmas vozes e as mesmas caras... de uma beleza e encanto do outro mundo...

Por último, não se trata de um desejo, mas de uma constatação: por que será que os decisores nunca decidem a gosto e a contento de alguns comentadores e da oposição política?


1.1.21

ANO NOVO

 Já foi o velho. Que descanse em paz.

Já veio o novo. Que venha por bem.

Que a alegria de viver seja para tudo e para todos o objectivo primordial.

6.7.20

Férias cá dentro

Vim  a saber que os nossos "turistas" cumpriam à risca os pedidos e as orientações das autoridades: façam férias cá dentro!!! Estes não se fizeram rogados e não só fizeram férias cá dentro do seu País como ainda o fizeram dentro do seu distrito!!!
Assim é que é: os alentejanos nunca desmereceram de ser alentejanos e portugueses. Amor pela PÁTRIA sempre foi e sempre será a sua grande luta contra ventos e marés. De tal modo que durante a tarde de sábado sobre a hora de jantar lá se ouviu uma de cante e de fado, voltando-se depois à música sem grandes batuques é certo, mas que durou até às tantas.
No domingo a manhã foi de preguiça a mais não, pois a noite tinha sido de muito trabalho, mas já  música durante todo o dia: o último a abandonar o "palácio" já foi pelo fim de tarde, como se fosse um sacrifício ter que regressar à rotina de todos os dias lá na grande cidade, que antes era da cortiça e das peças para automóveis e agora nem sei do que é ou será...
Pelos vistos e segundo me dizem a ocupação do palácio e das outras casas alentejanas e agora transformadas em alojamentos locais legais ou apenas supostos estarão cheias até lá para os fins de setembro, durante os fins de semana, claro está. Até as casas dos holandeses...
Ninguém tenha dúvidas que as férias cá dentro vão animar estas aldeias perdidas e sempre esquecidas, mas agora lembradas nem que seja para fugir do covid...
Dizia-me o Zé: que ao menos não tragam o bicho, porque batuques e música da pesada a gente não se importa e as ovelhas não se incomodam!!!

4.7.20

O batuque

Nos tempos em que o mês de Agosto era o mês por excelência das férias da malta lá do norte que debandava as praias do Algarve logo no dia 1 dizia-se em ar de comentário jocoso "chegaram os índios".
Eram grupos  de avós, pais, filhos , netos, primos, sobrinhos, empregados com quatro e cinco chapéus de sol e ainda, às vezes, algumas tendas de proteção do sol, tudo isto colocado cientificamente na praia como se se tratasse  de um espaço reservado para aquele pessoal que pouco ou mesmo nada tinha a ver com os tipos envolventes.
A praia eram eles e os outros nada contavam e não deviam estar ali a incomodar quem vinha de tão longe.
Vem isto a propósito do que se passou ontem aqui na aldeia, onde me encontro voluntariamente confinado desde os princípios de março.
Chegaram "turistas" transportados em seis automóveis e assentaram num "palácio" moderno construído aqui na aldeia a cerca de cento e cinquenta metros do casco urbano, na encosta de um pequeno morro com os horizontes quase infinitos para nascente e para poente...
Uma das primeiras coisas que se notou foi o ruído infernal dos gritos e dos berros e da música que se faziam ouvir por todo o lado incluindo as ruas de toda a aldeia.
Eram gritos e berros como se estivessem a chamar por alguém que estivesse no ervedal ou até em souzel envoltos em música condigna da pesada, porque aqui os alentejanos têm a mania da concertina e da guitarra para acompanhar as desgarradas e os fados...
O batuque continuou por toda a tarde e prolongou-se até altas horas da noite, pois que cerca das 00h00 ainda se ouvia  o som da pesada.
Mas a coisa esteve bem activa, dado que hoje o pessoal só se manifestou por volta da 11h00 com os tais gritos e a tal música  que me fez lembrar, mais uma vez, algum pessoal que se abeira do colombo com o rádio a tiracolo...
Hoje é sábado, amanhã será domingo e a paz e a tranquilidade voltarão a este paraíso já descoberto pelos "turistas" de fim de semana.
É justo: durante a semana os horizontes deste pessoal está limitado ao prédio do outro lado a rua, pelo que será um pecado bem grave não aproveitar esta maravilha..., embora fosse interessante que se lembrassem de que ainda existem por aqui alguns residentes e naturais, merecedoras de serem respeitados...
Parece que lá na parte mais antiga da aldeia a festa não é menor: uma rua cheia de carros...

1.7.20

O comentador competente

Lá do seu pedestal e na qualidade de comentador de televisão resolveu apontar a seta e disparar com quanta força tinha para alvos secretos.
Digo alvos secretos tão só porque não foram nomeados os incompetentes que foram objecto das iras e dos desvarios do ilustre comentador.
É bem verdade que qualquer incompetente não tem competência para se demitir, pelo que deve ser demitido, mas nunca porque um qualquer comentador com pretensões de natureza política não declaradas e ainda obscuras mas que se pressentem claramente, se atreve a brandir a espada, como se fosse a arma mais conveniente para acabar com a pandemia no concelho de lisboa e quejandos.
O senhor comentador até pode ter razão  nalgumas afirmações, mas entendo que se a oportunidade para falar era esta a mais adequada, também entendo que deveria e teria essa obrigação de falar com todas as palavras e não ficar nas meias tintas como se nestas circunstâncias valesse aquela expressão algumas vez utilizadas como refúgio de alguma cobardia: "...vocês sabem a que me refiro...".
Eu não sei e gostaria de saber quem são os tais incompetentes que não são capazes de acabar com o covid19 na cidade de lisboa.
Pouco importa que a pandemia continue activa por todo o lado, mas não pode chatear o ilustre comentador, que, por acaso, tem altas responsabilidade na cidade de lisboa e na área metropolitana da capital.
A  seta acertou-lhe no pé... que se preocupe a "gerir" a cidade, a mandar limpar as ruas, a recolher a imensa porcaria que por aí se vê, a tratar dos buracos no asfalto das ruas e das avenidas e deixe de se atirar aos incompetentes, que um dia virão a pagar pelas suas incompetências.
Já agora poderia indicar quem são os competentes que tem na sua comentadora mente...
Será que um presidente de câmara pode desempenhar o papel de comentador num canal de televisão, pelo menos do ponto de vista ético e moral...?



5.5.20

A desculpa

O Presidente sacudiu a água do capote com uma pintarola do caraças!
Pensava que ia ser uma coisa como a das celebrações do vinte e cinco de abril na assembleia da república: meia dúzia de pessoas e está a coisa feita; bastava o pessoal dirigente da própria cgtp, mais umas quantas de dois ou três sindicatos e mais os representantes do pcp e as comemorações estavam comemoradas.
A dimensão da coisa ficava a cargo das entidades responsáveis, pois o presidente terá pensado que podia comparar-se a uma aula da faculdade de direito...
A verdade é que nem lembrava ao diabo apresentar uma desculpa destas atirando para cima dos outros a responsabilidade da trapalhada.
Bastava apresentar umas desculpas mesmo que esfarrapadas sem necessidade de chutar para o lado e comprometer terceiros que, embora também responsáveis, não o eram menos que o presidente.
A porcaria está feita e apenas fica para a história o dito do rio que a igreja teve mais juízo que a cgtp...
De qualquer maneira, o pilatos não fez melhor...
Para o ano há mais...

4.5.20

A exclusividade

Continuo confinado, muito embora seja em estado de calamidade.
Por isso, não tive oportunidade de me deslocar ao palácio de belém e ao palácio de são bento para obter os respetivos documentos relacionados com a manifas do primeiro de maio.
A fazer fé nos mais que suspeitos órgãos de informação, foi o presidente e o governo que terão metido a pata na poça, sem qualquer tipo de ofensa.
No mesmo sentido, dizem agora que o presidente remata ao lado e apanha o governo.
Bem vistas coisas e sem possibilidade de pedir a demissão do presidente e do governo, ao menos atrevo-me a solicitar que a coisa seja esclarecida devidamente para que o pessoal fique a saber o que realmente aconteceu para se ter permitido a manifas da cgtp na fonte luminosa com aquele espectáculo que mais parecia uma aula de ginástica no estádio primeiro de maio, não fora a monta nha de bandeiras vermelhas que aprimoraram a festa, que não deixavam confundir com os espectáculos da mocidade portuguesa, que deus tenha em paz e descanso.
Nós merecemos uma explicação mesmo que ela não tenha sentido mas que seja uma explicação, porque uma coisa daquelas não pode passar sem que se diga alguma coisa, pois ainda não podemos fazer o que nos dá na real gana mesmo que seja autorizada pela lei.
A saúde pública e o estado de emergência...
Como continuo confinado, apenas desejo fazer mais uma pergunta a quem de direito: será que neste Portugal onde abundam os especialistas, os cientistas, os comentaristas, os jornalistas e mais uma quantidade enorme de "...istas" as estruturas do futebol só tinham à sua disponibilidade uma deputada para exercer cumulativamente o tal cargo relacionado com a disciplina?
Nunca como agora se justifica a total exclusividade do estatuto de deputado...
Que o primeiro ponha ordem nesta coisa...

2.5.20

A autorização

Estou confinado.
Enquanto estiver confinado nesta aldeia do Alentejo profundo, onde toda a gente leva a sério o confinamento imposto pelo estado de emergência, vou abster-me de mandar as minhas bocas, os meus palpites e os meus bitaites e tudo o mais que se ouve nos rádios e nas televisões provenientes dos nossos mais inteligentes do mundo da ciência, da política, do comentário e do jornalismo.
Hoje, apenas quero fazer dois pedidos a quem de direito:
Primeiro pedido: que seja divulgado o conteúdo do requerimento para autorização da manifestação da cgtp para comemoração do primeiro de maio;
Segundo pedido: que seja divulgado o conteúdo do despacho que autoriza a manifestação da cgtp para comemoração do primeiro de maio.
Depois disto, talvez me sinta em condições de mandar os meus bitaites sobre o assunto.
Até lá vou continuar no confinamento, apesar de acabar o estado de emergência e começar o estado de calamidade.
Alguém tem que impor respeito ao covid19...

18.3.20

A aldeia

É um ambiente estranho este que se vive aqui na aldeia.
O mais interessante é que este momento é rigorosamente igual um qualquer outro ambiente durante todos os invernos e alguns outonos e até parte das primaveras: as ruas desertas; não se vê vivalma a partir do por do sol.
Mesmo durante o dia aqui e ali uma pessoa e pouco ou nada mais.
Sabemos que a maioria das habitações estão desertas e nas habitadas a grande maioria são idosos de idades bem avançadas.
Não deixa de ser curiosa a situação: lá longe um mundo anda preocupado com essa coisa a que chamam coronavirus, mas aqui a vida continua como se isto fosse o mundo inteiro: não há coronavirus, pelo que a vida continua.
Não há, por enquanto. Porque o alentejo ontem estava deserto e hoje..., mesmo que tenham vindo de fora.
Contudo, toda a minha gente está informada do que se passa em Portugal inteiro e no resto do mundo quanto ao coronavirus... Quem pensar que este pessoal não tem informação porque não lê jornais, está mesmo muito enganado, porque aqui não se perde pitada ao que se vai dizendo nos canais de televisão.
E até há pessoal a entender que se tudo isto é para fechar, que se feche e a conversa  vai para outro lado.
Também há quem diga que se se tem de morrer de qualquer coisa, então qual é o problema...
Lá no fundo, no fundo esta gente anda mesmo preocupada.,..
O momento não é para menos.




16.3.20

A explicação

Refugiado no alentejo profundo, dá a impressão que ando no melhor dos mundos.
Mesmo como uma deslocação a estremoz para tratar da manutenção da vida tudo parecia normal não fora ver algumas máscaras, umas quantas pessoas à espera de entrar  no supermercado, cuja demora não ia além dos quinze minutos, estava longe de me saber no meio de uma tragédia humanitária, cujo fim não se vislumbra.
Diz-se por aí que as caravanas provenientes de espanha, da frança e da outra europa não param de entrar em portugal com destino ao alentejo.
O povo não para de se sentir atraiçoado por se permitir uma entrada anormal de pessoal em fuga da pandemia, parecendo-lhe que esta terra está protegida e nada haverá que altere este estado maravilhoso, que chama a atenção para o momento que se vive aqui.
Até que haja um caso de doença provocada pelo virus e depois dirão que "... afinal o alentejo também não resisitu... é a mesma porcaria COMO SEMPRE FOI".
Ainda não ouvi uma razão para explicar, ou pelo menos tentar, esta realidade, apesar de haver algumas ideias que podem justificar o estado das coisas quanto ao covid19 no alentejo.
Seria lógico que uma possível explicação seria próxima de alguns pensadores que por aí andam: esta terra é tão má e tão triste e tão desgraçada que até o virus não entra com ela...
Curiosamente ouvi na televisão uma explicação que deu vontade de rir a mim e a todos os alentejanos que a ouviram: eles são poucos e vivem lá nos montes longe uns dos outros e por isso têm pouco contacto social...
Uma maravilha... para uma comentadora de televisão...!!!
Merece ser nomeada "ministra da explicação sociológica" num governo do alentejo independente...

5.3.20

O trono

Durante o dia de ontem os espaços informativos dos canais generalistas das televisões a guerra das audiências destronou o coronavirus do primeiro lugar.
Vinham cumprindo a sua missão de levar a todos os cantos da nossa terra muita informação que poderá ser útil para se instalar um processo de prevenção e de ataque à pandemia oriental, que está a invadir inexoravelmente todo o mundo ocidental.
Mas o causador deste malefício foi o debate quinzenal na assembleia da república? Estejam descansados que não chegamos a tanto.
Foi a discussão sobre a construção do novo aeroporto no montijo? A coisa não merece tanto, uma vez que o interesse de uns quantos milhares de portugueses é mais importante que uns quantos milhões. De resto já vai sendo tempo para acabar com as leis desse tal senhor...em defesa das minorias...
Estaremos no bom caminho quando fomos (?) apanhados de surpresa quando uma bomba informativa arrasou a paz e a tranquilidade de milhões de portugueses: a justiça atirou-se às sades dos grandes clubes desportivos, incluindo dirigentes, jogadores e demais agentes que circundam o mundo da bola.
Como se quarenta e sete arguidos não fosse matéria suficiente para causar um terramoto assustador eis que  ali para os lados de alvalade era despedido um treinar de poucos meses e contratado um outro proveniente de um clube onde estivera também uns poucos meses.
Com milhões envolvidos por quem está falido...
E o malandro e pirata informático continua preso...

3.3.20

Até que enfim

Não podia ser!
Alguma coisa tinha que estar errada!
Todas as amostras recolhidas davam negativo!
Ali ao lado surgiam todos os dias novos casos infetados e aqui  nada!
Os especialistas do microfone já andavam a ficar malucos com as idas para a nazaré para saberem notícias sobre o português do japão, quando a senhora já elogiava as autoridades do país do outro lado do mundo e já não criticava os procedimentos da diplomacia  portuguesa.
Nazaré já era coisa do outro mundo sem qualquer interesse, pois os tais especialistas já não sabiam o que haviam de perguntar para merecerem resposta que por sua vez merecesse tempo de antena.
Mas quando é que temos um positivo? Será que as fronteiras deste país miserável estão assim tão bem protegidas que o covid19 que até o covid19 não tem capacidade de entrar?
Há aqui qualquer coisa de errado e já não se pode o que fazer com os tais especialistas do microfone.
Mas nem tudo estava perdido e lá serviram dois casos positivos, primeiro lá no norte e depois mais dois, um no norte e outro na capital.
Embora a coisa esteja mal distribuída já havia matéria para que a antena disparasse o tempo dedicado ao coronavirus.
Agora o interesse já não está no aumento do número de casos positivos e internados, mas acertar no local onde vai aparecer o novo caso, se em miranda, se em barrancos, se nas flores, se em porto santo... e a data da primeira morte por covid19.
Há poucos minutos e quando saía  de um centro comercial ouvi uma jovem a dizer "... podemos estar catorze dias em casa...".

Não temos remédio...
















































18.2.20

A estátua

Nunca o senhor jogador pensou que bastavam uma monumental assobiadela, uns gestos ofensivos, uns apupos ensurdecedores, uns gestos duvidosos, uma cadeira pelo ar, uns protestos veementes e um abandono forçado para que uns quantos milhões de portugueses, através dos seus lídimos e eméritos representantes, se colocassem de joelhos, de cócoras e prostrados perante um novo deus que surgira numa noite frio lá para os lados do berço da nacionalidade.
Quando se disse que "...isto é uma caso de polícia..." e que "... ele também se portou mal..." a tragédia chegou ao plenário da assembleia da república, onde todos se auto chicotearam, lamentando profundamente as ofensas gravíssimas e ofensivas da dignidade de uma pessoa e nela de toda a humanidade.
Por se tratar de caso único nos anais do desporto universal estava à espera que alguém já tivesse apresentado uma recomendação ou uma petição pública para que fosse erigida uma estátua a colocar na torre de menagem do castelo do berço da nacionalidade e uma outra mesmo frente às escadarias do palácio de são bento para se dizer ao mundo inteiro que os portugueses se sentiam culpados e se penitenciavam para o resto dos tempos do "crime" cometido num campo de futebol...
As réplicas vão certamente continuar até que se verifique uma nova derrota do glorioso... ou até que as lágrimas consigam afogar a hipocrisia...

17.2.20

O olimpo

Um terramoto, um maremoto, um tsunami, um ciclone, um vendaval, uma tempestade, um furação, uma bomba atómica guindou ao ponto mais alto do olimpo um jogador de futebol por ofensas à sua dignidade pessoal e aos valores etéreos da humanidade e lançaram no mais profundo lugar do hades uma claque de futebol...
É bem feito para que na próxima oportunidade pensem bem se uma reacção irracional é apropriada como resposta a uma ou outro provocação...
De qualquer modo e não estando em causa a condenação de qualquer tipo de manifestações de ódio, mesmo as denominadas de "racistas", julgo claramente injustificadas as manifestações conhecidas por parte de presidentes, desde o da república até ao presidente do grupo de bêbados peninsulares, do primeiro, do segundo e do terceiro membros do governo, de leitores de telejornais, de coordenadores de programas desportivos, de comentadores desportivos, de políticos de todos os lados, de independentes e de dependentes, etc. e tal de tal modo que mais parecia que se estava perante o sacrifício e o apocalipse do universo e arredores...
Passei pela baixa de lisboa e tive a oportunidade de verificar que as ruínas do carmo continuavam de pé e não tive informação sobre o desmoronamento da trindade...
O estranho de tudo isto é que ninguém ou melhor apenas duas pessoas se referiram às supostas provocações que terão sido o primeiro motivo para o comportamento irracional da massas que se verificou num estádio de futebol.
Contudo, hipocrisia, mentira, manipulação, imoralidade...ponha cada um dos agentes desportivos a mão na consciência... e confesse os seus pecados para que todos venhamos a saber do que se compõe o nosso futebol...

16.2.20

A citação

"Com efeito, ao ouvir os gritos de alegria que subiam da cidade, Rieux lembrava-se de que esta alegria estava sempre ameaçada. Porque ele sabia o que esta multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa..."...

"... espera pacientemente nos quartos, nas caves, nas malas, nos lenços e na papelada. E sabia também que viria talvez o dia em que,  para desgraça e ensinamento dos homens, a peste talvez acordaria os seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz."

Com a devida vénia, transcrevi o último parágrafo do livro " A Peste" de Albert Camus.

Já tinha acabado de escrever um "post" iniciado com esta transcrição de A Peste, quando um erro meu ou do equipamento me apagou grande parte do que já estava escrito.
Passados uns dias ouvi um comentário num dos programas de comentários nas televisões onde se fazia referência à inexistência de citações e transcrições deste livro que ando a ler, quando as circunstâncias deveriam levarnos a recordar Albert Camus e a sua Peste.

Não só citei como li o livro em pleno desenvolvimento do coronavirus...