5.2.20

A peste

Há cerca de quinze dias estava a procurar um livro para continuar as minhas leituras, após terminado o último livro de Mário Vargas Llosa, quando pus a vista encima da Peste de Albert Camus.
Retirei o livro da estante e resolvi dar início à sua leitura.
Tinha uma vaga ideia do conteúdo da obra, mas não me lembrava da situação em concreto.
Apesar de se entender que se trata de uma alegoria sobre uma  cidade dominada pelo nazismo, transportei-me quase de imediato à cidade chinesa de quarentena devido ao  vírus denominado "coronavirus". e sobre o qual pouco ou nada se sabia.
Na sequência da leitura da obra de Camus, a imagem da cidade tomada pelo nazismo era rigorosamente a realidade da cidade chinesa que era noticia quase permanente de todas as televisões, rádios e demais imprensa escrita de todo o mundo, levando a intranquilidade e o medo a milhões de pessoas para além dos milhões já circunscritas às suas respetivas zonas de residência.
Um cerco a nível mundial do qual ainda ninguém sabe como dele se vai sair e em que condições se poderá sair.
O número de infetados continua a subir, o número de mortes continua a aumentar e não se vislumbra um tratamento eficaz para o drama humanitário mundial que está presente em permanência nos nossos ouvidos e nos nossos olhos.
No meio disto tudo, isto é, no meio do pânico geral já instalado, lembrei-me de fazer a mim mesmo uma pergunta sobre a qual ainda não ouvi uma única informação nem qualquer comentário ou sequer a mínima justificação: há algum caso conhecido no continente africano e americano do sul?
A natureza ajudada pela ciência dará uma resposta...
Vamos aguardar...

27.1.20

Linhas vermelhas

Eu não acreditava. Ou melhor, eu não queria acreditar que os leacks" do futebol tinham a mesma origem que os "leacks" africanos.
Mas depois de confirmações de várias origens lá me conformei e admito agora que tudo partiu daquele rapazinho franzino de cabelo empastado e espigado que mais parece um inocente saindo da primeira comunhão.
O que é verdade sempre será verdade mesma que esteja rodeada de mentiras e de falsidades.
Por mim, que agora acredito, acho muito estranho que os "leacks" da bola tenham dado origem ao repatriamento seguido de prisão do génio torcido dos computadores, continuando preso e acusado de umas quantas dezenas de crimes, apesar de alguns terem sido retirados da acusação.
Mas os "leacks" africanos estiveram na gaveta todo este tempo e só agora é que irromperam por esse universo dos meios de comunicação qual bomba atómica lançada sem que alguém estivesse com a mínima atenção para os efeitos imediatos.
Em tempos considerava que o génio tinha mostrado a toda a gente que o mundo do futebol tresanda a porcaria e que os seus tentáculos abarcam um universo bem complexo onde a verdade, a mentira, as suspeitas andam de mãos dadas... mas tinha havido alguém que tentava meter ali o bedelho...
Pode ser o génio dos computadores, mas para o negócio é um idiota chapado e não tem qualquer aptidão, pelo que deixa muito a desejar.
Talvez estivesse convencido que estava perante casos semelhantes aos do início da sua carreira lá para as bandas do norte e que seria mais fácil sacar algum do escuro mundo da bola, deixando para outra ocasião ou até pondo de lado os mundos não menos escuros de determinadas atividades "empresariais"...
Estamos perante uma realidade bem estranha: os "leacks" da bola surgiram de imediato e os "leacks" africanos estiveram na incubadora uns quantos meses...
Ouvi falar de linhas vermelhas...

22.1.20

A hipocrisia

Hoje fazem de maridos cornudos...
Hoje fazem de mulheres traídos...
Hoje são os campeões da ética...
Hoje são os paladinos da verdade...
...
Mas ontem mendigavam umas palavrinhas... uma entrevistazinha...
Mas ontem batiam-se por um contrato de prestação de serviços...
Mas ontem pedinchavam um depósito numa qualquer conta bancária...
Mas ontem ofereciam partes de capital para dar projeção internacional...
Mas ontem assinavam as contas e juravam que estavam certas...
Mas ontem nem sequer ousavam questionar a origem do dinheiro...
...
Corria à boca cheia que a coisa não podia ser assim...
Soprava aos quatro ventos os rumores de todas as aldrabices praticadas...
Comentava-se em todos os bastidores que ali só podia haver gato com o rabo de fora...
Diziam que sabiam  e não acreditavam...
Diziam que duvidavam e não tinham provas...
Sendo quem é só pode ser mentira...
...
Alguém... num determinado momento... sem saber como... sem questionar...
Atiram-se ao mundo uns largos milhares de documentos... a concentrar quase tudo o que já se sabia num único ponto...
Aqui del-rei que nos roubaram!!!
Sabemos quem é o ladrão!!!
Aqui está o ladrão!!!

Eis aqui o reino da hipocrisia!!!

14.1.20

O candidato

Anda lá por terras moçambicanas, mas não se deixa abandalhar pelas circunstâncias nem se descuida nos avisos: veja não corte nada do que deva cortar; feridas agora seriam uma carga de trabalhos por  causa dos comprimidos para tornar o sangue mais líquido; os "stent" têm que aguentar.
Pois agora terá que ter mais cuidados com a sua saúde, porque vai ter um concorrente e adversário às eleições presidenciais, em muito melhor condição física e que não vai admitir fraquezas de espécie alguma.
À sua semelhança, o eminente candidato a presidente da república, jovem e de barba bem barbeada, tem à sua disposição  o púlpito da televisão para continuar a ser visto por "milhões" de portugueses que estarão disponíveis para votar naquele que melhor defender o glorioso e as suas gentes, pouco importando se tem ou não tem categoria para tais funções.
Desde que não se assuste com os berros dos adversários e berre mais alto ainda já reúne metade das condições para desempenhar qualquer cargo a todos os níveis possíveis e imaginários.
Poucos acreditavam na sua capacidade para ser eleito, mas foi e não tem qualquer problema em mandar sempre as suas postas de pescada sem qualquer vergonha...
Terá bastante tempo para ir dizendo ao universo dos eleitores que precisam de um presidente que seja presidente  como ele pode ser presidente desde que queira ser presidente.
Nesta ânsia de ser presidente a qualquer custo espero que não se lembre de, entretanto, querer ser presidente ali daquele clubezito avermelhado da segunda circular.
Aí haveria algum pessoal que não acharia muita graça: se quer ser presidente que seja de uma coisa que se veja e se sinta e seja conhecida no universo inteiro... 

11.1.20

O "superavit"

Se pensa que a aprovação na generalidade do orçamento de estado para dois mil e vinte vem resolver todos os problemas está mesmo muito enganado.
Para já não resolve o magno e escaldante assunto dos cadernos eleitorais dos laranjas da madeira, questão que ameaça a tranquilidade e a paz social de todo o burgo.
É que o pessoal não aguenta continuar durante mais algum tempo sem saber quem vai ser o "novo" leader dos sociais democratas laranjas e isso vai causar gravíssimos distúrbios por todas as regiões que mais não esperam que a paz e a tranquilidade para digerir os grandes aumentos (?) que se anunciam no orçamento.
Se eu estivesse na pele do centeno estaria com as orelhas a arder tal o calor das guerras  já anunciadas.
Os polícias e os republicanos já marcaram as datas para as primeiras batalhas.
Os enfermeiros também já anunciaram que vão começar as hostilidades e cuidado com eles: podem parar as doenças por falta de cuidados (dizem por aí que as urgências nos hospitais ficam muito reduzidas durante os fins de semana). Seria lógico que se não houver quem trate dos doentes não haverá doenças...
Os professores não se ficaram a ver passar os navios e não se quiseram comprometer. Vai daí as primeiras greves marcadas.
Bem pode o primeiro anunciar que em fevereiro todos os ministros vão andar de carro elétrico, mas  pouca gente vai acreditar que não fiquem de reserva com o outro, apesar da neutralidade carbónica.
Por mim já disse que me basta não ver diminuída a minha pensão, pouco me importando saber que o aumento da massa salarial vai ser esta ou aquela e que o aumento dos salários será apenas de umas décimas para uns quantos, que serão certamente os mais pobrezinhos.
Será que o dito "superavit" em dois mil e vinte justifica tudo isto...?

9.1.20

A chuva

Deixei o Alentejo debaixo de água, com regatos, ribeiros e riositos e quejandos e semelhantes tudo a correr em direção à barragem do Maranhão.
Era um encanto ver tanta água surgida de um dia para o outro como se  os céus tivessem deliberado resolver de uma vez o problema da falta de água armazenada suficiente para satisfazer todas as necessidades de toda a natureza viva.
Tive uma vaga esperança de que desta vez a barragem ficaria de tal modo cheia que houvesse necessidade de tomar as devidas precauções para não ir tudo por água abaixo.
Foi sol de pouca dura e logo veio o tal chamado de "bom tempo" pelo pessoal citadino e do ar condicionado: com sol e sem chuva com calor de preferência...
Voltei hoje e a coisa não teve melhoras significativas faltando ainda muita água para que a barragem se dê como cheia, os aquíferos a níveis satisfatórios, os nascentes com água visível, as fontes a transbordar e o pessoal satisfeito e contente como seria de esperar e merecer.
Porque isto de andar todos os dias a esperar por uma valente enxurrada que lavasse e limpasse toda a porcaria que se andou a fazer durante anos não é para o pessoal perdido neste Alentejo profundo.
Vá lá que nem tudo ainda está perdido, havendo alguma gente a pedir qualquer coisa como a do mondego...
Quem quiser que faça um digno esforço para entender este gente: se chove, quer o sol; se há sol que venha a chuva.
Pelo menos parece que o peixe já subiu, embora a água ainda esteja muito barrenta.
Só faltava que também quisessem água límpida sem  uma pitada de barro...

8.1.20

O contra

O centeno que se cuide: o anúncio foi feito e a previsão efetuada.
O deputado/estrela do firmamento do parlamento  acaba de anunciar que vai votar contra o orçamento de estado para o ano de dois mil e vinte.
Não contente com esta assombrosa decisão, decidiu efetuar a previsão, que nem ao diabo lembrava, sobre a chegada da maior crise financeira de todos os tempos que vai arrasar Portugal e a Europa.
Não disse quando chegará a referida crise, porque parte do princípio de que todos sabemos que  a essência do capitalismo está diretamente relacionada com a existência de crises. Como a última grande crise teve início em dois mil e oito é previsível que esteja uma na forja.
Não se torna necessário que o tal referido deputado nos venha lembrar que está a caminho uma nova crise, pois não somos totalmente ignorantes e sabemos que as grandes produtoras petrolíferas e as grandes fabricantes de armamento já deram o sinal pelas suas atividades lá para o médio oriente.
Mas como a chegada ainda não tem data marcada o melhor é o governo estar atento à votação do orçamento após o magno anúncio do contra por parte do deputado estrela da política e do desporto.
Por mim estou totalmente tranquilo pois não tenho voto na matéria, mas já ficou o aviso a todos aqueles que ousem votar a favor do tal orçamento: vão ser responsáveis pelo que vai acontecer cá no burgo e arredores por efeitos da tal crise, esperando apenas que não aconteça numa manhã de nevoeiro e seja num dia de chuvada tropical para que o povo arrefeça a cabeça e as barragens tomem água de jeito...

7.1.20

BOM ANO

Começaram as festas;
Veio o Natal;
Os santos inocentes perderam a vida;
O São Silvestre correu por todo o lado;
Terminou o ano velho;
Começou o ano novo;
Os reis magos foram para local incerto;
Acabaram as festas.
As aulas recomeçaram e a ameaça surgiu mesmo: o Centeno aí está!!!
Estou-me verdadeiramente nas tintas para o orçamento de 2020.
Desde que não me aconteça o que me aconteceu com o anterior já me dou por satisfeito.
Será extremamente desagradável tomar conhecimento de um aumento da minha pensão para depois vir a receber menos do que no ano anterior.
Para acontecer outra vez será melhor que deixem ficar como está agora. Pelo menos não fico chateado.
Bem basta ouvir as lamúrias das esquerdas, das direitas, dos centros, do raio que os parta a todos para ainda me aborrecer com o orçamento.
Claro que eu não tenho a obrigação de estar contra o orçamento; também não tenho o direito de estar a favor. Para isso estão os representantes do povo no parlamento que é o lugar mais apropriado para a indignação.
Na rua custa alguma coisa, principalmente se se tratar de uma greve ou de uma manifas durante a semana. Porque num fim de semana a coisa nem estará nada mal se se mantiver o tempo ameno ou mesmo com chuva, desde que seja aquela de molha tolos, pois  outra não faz falta nas ruas das cidades importantes da nossa terra... quando o POVO se quer zangar...
Gostem ou não gostem, queiram ou não queiram, um BOM ANO!!!

3.3.19

A paisagem verde

Era minha intenção sair da Covilhã e embrenhar-me pelo interior para olhar e ver com alguma atenção a transformação da paisagem após um ano e meio das tragédias.
Percorri umas quantas centenas de quilómetros por estradas quase sempre boas e sem buracos.
Andei por montes, por vales, por serras, por encostas, por buracos e vi nos lugares mais esquisitos casas plantadas aqui e ali no meio de uma devastação quase total.
E observei o verde  da paisagem nos quilómetros percorridos quase sempre e exclusivamente proveniente dos eucaliptos já  renascidos, mas observei também uma paisagem inóspita onde abundavam as árvores dos mais diversos tamanhos todas ardias e sem qualquer sinal de vida.
A natureza é assim: os pinheiros mortos e os eucaliptos vivos.
No meio disto tudo e quando foi necessário um pedido de informações sobres estradas para chegar a um determinado lugar raramente se encontrava uma pessoa, um natural, um residente para uma troca de palavras.
Era o interior no seu esplendor!!!
Para nos darmos conta do que se passa lá naquelas terras, importa e é totalmente imprescindível  ir lá e verificar pelos seus próprios olhos e não dar muita importância nem muita credibilidade aos ditos de todos os políticos quer dum lado quer do outro.
Aquilo é inenarrável e só vendo é que se pode acreditar e confirmar a realidade.
Como é possível alguém acreditar que se pode transformar o interior dando aquelas condições?
Como se pode pretender que o pessoal deixe a cidade e se fixe no campo?
Aquilo é quase um deserto e ainda por cima abandonado.
É preciso ter muita coragem ou não ter qualquer outra hipótese para viver naqueles lugares...

19.1.19

Pensões

Aquando da discussão do orçamento para 2019, discutiu-se muito o aumento de impostos, a diminuição de impostos, o aumento das pensões, a diminuição das pensões, as novas tabelas do irs, os novos escalões e muito mais coisas deveras importantes para serem aqui referenciadas...
Do que se iria passar em Janeiro de 2019, quando fossem pagas as pensões, logo se veria o que acontecia, mesmo quando se afirmou que o aumento das pensões era uma coisa certa, embora se fizesse referência às mais altas, às...
O facto: em janeiro de 2019 fui aumentado vinte e seis euros e noventa e três cêntimos.
Consequência: em janeiro de 2019 recebi menos 8 euros e 2 cêntimos.
Causa: o desconto para a adse passou de noventa e três euros e quarenta e três cêntimos para noventa e quatro euros e trinta e oito cêntimos; enquanto que o irs passou de setecentos e sete euros para setecentos e quarenta e um euros, em virtude de passar de 26,5% para 27,5%.
Aumentaram as pensões? Sim, aumentaram e o tipo falou verdade.
Recebi mais? Não, recebi menos e o tipo não mentiu...
O consumo vai aumentar?
A poupança vai aumentar?
Assim ganham-se eleições...?

10.1.19

A beata

Às vezes acho piada a algumas medidas do poder político, normalmente anunciadas e tomadas para bem do cidadão, mesmo que este delas duvide, ou, pelo menos, ponha em causa a sua eficácia.
Quem levar a sério estas coisas que se dizem para entreter o povo é bem capaz de acreditar que uma multa de algumas dezenas de euros por deitar uma beata de cigarro ou até uma pastilha elástica ao chão vai fazer com que a cidade apareça limpa e a cheirar a alecrim numa bela manhã de qualquer dia do ano...
Eu acredito piamente que não atirarei uma ponta de cigarro acesa ou apagada ao chão nem tampouco uma pastilha elástica e até o maço de tabaco pelo simples facto de não estar disponível para pagar uma multa nem que fosse de um cêntimo... quando...
Faz-me lembrar aquela da multa do isqueiro naqueles tempos de então...
Para além do mais não é justo pretenderem fazer pagar uma multa por conspurcar os passeios, jardins, ruas e parques da cidade quando não são capazes de limpar e retirar toda a porcaria, papeis, latas, garrafas, dejetos e tudo e mais alguma coisa que vemos todos os dias e a todas as horas na nossa cidade.
Como será isso possível quando dedicamos a nossa atenção a não pisar a porcaria dos cães depositada na relva e nos passeios das ruas e dos jardins da cidade e sentimos que os responsáveis dão de barato esta realidade e tendem a preocupar-se com as pontas dos cigarros.
A coisa é assim: quando não querem ou não podem fazer o que de-veriam fazer, inventam uma coisa qualquer para desviar a atenção do cidadão que, às tantas, ainda vai acreditar naquilo que vai ouvindo...
Já agora, incluam lá nas medidas a multa pelo mijadouro público que abunda na nossa cidade...

4.1.19

Finalmente

Fez-se luz como nunca se tinha feito e o homem foi embora...
Finalmente o pessoal das televisões, das rádios e dos jornais, simples opinadores, inteligentes comentadores e espertos jornalistas viram as suas opiniões e juízos devidamente confirmados... o Vitória não dava para treinar o Glorioso...
Falta-lhe o "quid" e sem isto o "ego" não funciona porque o "super-ego" está a controlar tudo e mais alguma coisa.
É como se o "superego" fossem todos os jornalistas que não gramavam o Vitória e este não morria de amores por aqueles.
No meio disto tudo, nem tudo está perdido: segundo as profecias, o messias ainda há-de  vir e não será numa manhã de nevoeiro como se espera por don sebastião...
Um dia destes uma qualquer televisão dirá: conforme já tínhamos previsto em primeira mão o novo treinador do... é ...".
Claro que nós já sabemos que o novo treinador  será um dos nomes que vão circulando por aí até que se chegue ao definitivo.
Agora o que importa é manter o pessoal atento a este drama dramático que atormenta a nação benfiquista...
Espera-se que os teleespectadores não se lembrem de fazer greve aos programas desportivos...

3.1.19

A nação

O Costa demitiu-se? Não

O Governo caiu? Não

O Presidente da República está mal disposto? Não

O Ministro das Finanças aceitou a proposta dos professores? Não

Os enfermeiros acabaram com as greves? Não

As greves acabaram? Não

A Europa deu o berro? Não

Os ingleses voltaram atrás? Não

O Bolsonaro libertou o Lula? Não

O que é que aconteceu para toda esta loucura das televisões?

 

A NAÇÂO benfiquista já não tem Vitória!!!!

1.1.19

O norte

 

Que venhas por bem, 2019.

Mostra aí as coordenadas do progresso e do desenvolvimento.

 

Parece que esta gente perdeu o NORTE…e precisa de ajuda…

31.12.18

Ano Novo

 

 

Celebra-se o DIA MUNDIAL DA PAZ.

 

Que assim seja em todos os cantos do UNIVERSO.

15.11.18

A ajuda

Não pode ser.
Não têm o direito de me fazer isto.
Estou desesperado e estou desolado.
Não sei o que fazer da vida.
Tenham pena do sofrimento atroz em que me vejo submerso.
Não me tirem a rosa!!!.
Há quase quatro dias que não tenho notícias da rosa.
Há quase quatro dias que não tenho conhecimento da última entrevista e da última carta da rosa.
Agora a vida do mundo resume-se ao bruno e ao mustafá.
Não; isto não se resume à vida do mundo, trata-se antes da vida no universo próximo e afastado incluindo todos os paralelos e quejandos.
Que os deuses sejam capazes de transmitir algum bom senso às cabecinhas pensadoras dos jornalistas e dos comentadores que dedicam horas e mais horas e ainda mais horas a falar do bruno e do mustafá sem que se veja qualquer coisa de útil e de esclarecedor sobre o magno problema que preocupa milhões e milhões...
Contudo, falta alguma coisa para dizer: ainda não falaram da cor dos peidos do bruno e do mustafá nem sequer se colocou a hipótese de um trato entre os diversos canais de televisão para chamarem à razão e ao bom senso jornalistas e comentadores para se acalmarem durante quinze dias apenas...
Por mim e se me saísse o euromilhões convidava essa gente toda para um cruzeiro onde estivesse ausente discussão da bola, sobre a toupeira e sobre tudo o que cheirasse a parvoíce e idiotice...
Se todos esses jornalistas e comentadores estiverem interessados  na "pacificação" do futebol experimentem a esquecerem-se de transmitir essas programas vergonhosos onde o insultos, os berros, a má educação, a pouca vergonha e o clubismo mais ordinário imperam e fazem lei.
É pedir muito?
Ainda há uma solução: expliquem o que é o "Brexit".
Se não quiserem, digam, ao menos, quanto ganham para fazer aquela porcaria toda.
No fim, podem falar da bola durante dez minutos...

29.10.18

A pintura

 

Vendo como ma venderam, pelo que nela faço a devida fé.

Uns quantos batiam-se galhardamente pela defesa do seu produto.

Outros tantos empenhavam-se heroicamente a condenar o dito produto.

Outros ainda a dizer que sim, mas…

Outros nem se manifestavam, tão só porque no fim apenas interessa o voto.

Uns quantos afirmando que o produto era o possível e que respeitava os objectivos.

Outros tantos que a coisa não era mais que eleitoralista, que aumentava os impostos, que não respeitava as promessas, que mais do mesmo, que engava o pessoal, que isto e mais aquilo, etc…

Para uns valia a aprovação.

Para outros valia a reprovação.

Cada um à sua maneira fazia valer os seus argumentos, mesmo que alguns fossem contraproducentes e outros tivessem alguma dificuldade em convencer.

Nestas coisas de análise de produtos que são feitos por uns e destinados a todos existe sempre uma margem de injustiça relativa, quando uns são penalizados ou até esquecidos e outros são beneficiados, mesmo que o benefício não seja lá grande coisa.

Por outro lado, estará sempre presente a "posição de princípio", a ter em conta na apreciação da matéria.

Como não tenho qualquer grau de poder de reivindicar seja o que for, já me dou como satisfeito se o benefício não acarretar qualquer prejuízo.

Mas enquanto decorre o evento, vamos tomando conhecimento de algumas situações deveras caricatas e que podem fazer rir o mais sério dos humanos existente à face da terra.

Nunca imaginei que fosse possível uma fotografia de uma  "senhora deputada" a pintar as unhas em pleno plenário da

Assembleia da República durante a apresentação do Orçamento de Estado para 2019.

Nem sei que dizer vindo de onde vem…

 

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21.10.18

O serviço público

 

Achei muita piada a uma observação de um comentador de futebol a propósito da transmissão do jogo entre o

Sertanense e o Benfica para a Taça de Portugal classificando-a como "serviço público".

O mesmo aconteceu a quando da transmissão do jogo de futebol entre o Loures e o Sporting, igualmente para a Taça de Portugal.

Nós, os que andamos por aí a escutar estas e outras coisas quejandas, não sabíamos que o serviço público de rádio e de televisão era da responsabilidade da RTP e não de qualquer outro canal de rádio ou de televisão…

Não fazíamos a mínima ideia que fosse possível classificar de "serviço público" a transmissão por um canal privado e do cabo do jogo de futsal da selecção portuguesa de sub 19 realizado na Argentina por ocasião dos jogos olímpicos da juventude.

Neste jogo de futsal estava em disputa a medalha de outro e a medalha de prata, tendo a nossa selecção, isto é, a selecção de Portugal e ainda a selecção de todos os portugueses saída vitoriosa com a medalha de ouro ao peito para dizer ao "serviço público de televisão", que estiveram na Argentina a participar nos Jogos Olímpicos da Juventude em representação de Portugal e que foram esquecidas por quem deveria estar presente…

O "serviço público de televisão" esqueceu-se do acontecimento ou não lhe deu a importância suficiente para ser considerado "serviço público".

Por coisas bem menos graves já se verificaram despedimentos e demissões de cargos e lugares do "serviço público".

Contudo e como os trabalhadores da RTP não se consideram "funcionários públicos", apesar de serem pagos pelo orçamento do estado e pelas taxas dos utilizadores de contadores de energia, sentem-se acima de qualquer suspeita, que nos leve a pensar que não são os únicos com dever de prestar um "serviço "público"… como é o caso da utilização do 960… e do prémio  em cartão…

Se fosse só isto...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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17.10.18

A demissão

No meio de toda esta trapalhada que gira à volta de Tancos, "dá-me a ideia" que o grande problema do momento é saber-se se o chefe do exército se "demitiu" ou "se foi demitido".

É justo e sensato que assim seja porque está em causa a descoberta da verdade sobre o que aconteceu em Tancos.

Isto é: se o homem se demitiu houve um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos; se o homem foi demitido continua a haver um roubo de armas ou de material de guerra em Tancos.

Assim sendo, é do maior interesse para a dignidade da pátria e de todas as instituições civis e militares que se preocupam com o bem-estar da nação portuguesa que se saiba a verdade da demissão.

Depois, mas não sei quando, haverá tempo para que os jornalistas se preocupem verdadeiramente com os factos ocorridos em Tancos  e nos arredores da Chamusca e se ponham a investigar a sério tudo o que aconteceu deixando-se de andar permanentemente a mandar palpites e a repetir as mesmas coisas em todos os canais de televisão, sem que sejam capazes de adiantar qualquer coisa nova.

Cá por mim entendo que não será necessário dramatizar tão enfaticamente o sucedido como se estivesse em causa e no horizonte o fim do Estado, a independência de Portugal, a honra e a dignidade do mundo português.

Aconteceu que alguém se deu conta de que faltavam armas e material de guerra num dos paióis situados no perímetro militar de Tancos, desconhecendo-se totalmente como tal tinha acontecido. Vai daí, sai uma guerra, cujo fim não se vislumbra, mas sabemos que todos os dias assistimos a uma enorme saraivada de balas que fazem recochete em todos os canais de televisão, dando trabalho e divertimento a comentadores e jornalistas.

Contudo, também me dá a ideia que a coisa não será assim tão difícil de decifrar; o problema está saber se o interesse no "deciframento" é do interesse de quem deveria ter o interesse.

Nós, que fomos militares, sabemos que naquele dia ou naquela noite em Tancos havia um "Oficial-Dia" e um "Sargento-Dia", militares de serviço com diversas responsabilidades, patrulhas, etc. e tal.

Claro que isto é matéria dos militares, sendo certo que cabe aos militares resolver o problema, esclarecendo tudo e mais alguma coisa relacionada.

A nós, aos civis está reservado o papel de actuar logo a seguir…

 

 

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14.10.18

As notas

 

Apenas quatro notas sobre temas da actualidade, apesar do tempo que já lá vai:

 

Primeira: Talvez tenha chegado o momento de prestarmos mais atenção ao que, com alguma frequência e em determinadas épocas do ano, acontece ali para os lados das caraíbas e costa leste dos estados unidos. Sempre que acontece um evento meteorológico de trágicas dimensões, temos a tentação de pensar ou de imaginar que estamos devidamente resguardados de coisas semelhantes. Não é bem assim. E quando se anunciava que a coisa se dirigia para sul trazendo água abundante e ventos fortes alguém terá pensado que o Alentejo ia ter uma boa rega, mesmo que fosse para o galheiro alguma coisa de relativa importância. Ao fim e ao cabo, com água tudo se faz… mas não se aguenta uma repentina mudança de direcção seja do que for, tanto mais que as previsões do que aí vinha mereciam muita atenção e muito cuidado.

 

Segunda: Quando se pedia a cabeça do ministro da defesa por tudo e mais alguma coisa relacionado com o roubo e posterior devolução de material de guerra, eis que o primeiro resolve fazer uma remodelação governamental envolvendo quatro ministros e os consequentes secretários de estado, causando a maior surpresa pelo inesperado da situação. Quem se atreve a fazer uma remodelação ministerial e secretarial sem mandar uns zunzuns para a imprensa, para que esta tenha a possibilidade de mandar os seus palpites, alguns dos quais poderiam estar certos? Isto não se faz aos nossos adorados jornalistas, o que se pode e se deve considerar uma grande desconsideração.

 

Terceira: A remodelação governamental mandou para casa quatro ministros, um esperado a todo o momento, outro desejado por muitos e dois fora das previsões.

Curiosamente permanece o ministro da educação, cuja cabeça, tronco e membros são pedidos desde a sua nomeação. Porque será…?

 

 

Quarta: Apesar dos enormes prejuízos materiais causados pela passagem da tempestade tropical pelo centro do território continental, pode dizer-se que  nos deu a oportunidade de conhecermos mais uns quantos reporteiros dos nossos canais de televisão que nos concederam a rara oportunidade de apreciar a qualidade do português, principalmente na utilização sempre oportuna e em divido tempo do "então" e do "também", transmitindo a todos nós a convicção de que estamos perante guardas e salvadores da língua portuguesa. Não me esqueço dos "ash" e dos "osh", quando as palavras terminam em "as" "os"…

 

 

 

 

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